Wednesday, February 25, 2015

Manhãs assim

Acordar antes do despertador tocar, antes do sol nascer. Fazer ronha só um bocadinho. Acordar, espreguiçar-me e estender a roupa. Meditar um pouco. Tomar banho e sentir-me a acordar. Vestir-me nas calmas. Comer o pequeno-almoço sentada, acompanhada pelo Neil Gaiman. Preparar as coisas e arrumar a cozinha. Fazer a cama. Maquilhar-me. Pôr baton vermelho. Sair cheia de sono, cheia de trabalho pela frente, mas com outro ânimo. Fossem as manhãs todas assim e os meus dias seriam bem mais animados.
Tenham uma boa quarta-feira!

Sunday, February 22, 2015

Ano novo, casa nova - Inspiração parte III

Quem via o Coupling saberá certamente que há um discurso épico do Steve sobre a utilidade das almofadas no sofá que ainda hoje me faz rir descontroladamente. Quem não sabe do que estou a falar espreite aqui. Se todos os homens têm esta opinião, eu gostaria de saber, por isso se quiserem confessar-se como haters de almofadas estejam à vontade, a caixa de comentários é vossa. 
Como mulher, sou assumidamente fã e um dos meus planos de decoração é cobrir o meu sofá de almofadas e dormir longas sestas num pequeno forte. Sim, o meu objectivo é mesmo esse. Ainda tenho algumas antigas, mas cansei-me das capas e acho que as cores não se adaptam de todo ao look. Já comprei esta no ikea, que faz um contraste bestial com o meu sofá cinzento (e tem ali o amarelinho a piscar o olho às minhas cadeiras da sala, mas quero mais, muito mais! E estas são as minhas maiores inspirações...

(Imagem via)

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Eu sei que esta última já a tinha publicado antes, mas continua a ser uma das minhas soluções preferidas uma vez que possui todas as coisas que gosto, cores variadas, padrões simples e a preto e branco, materiais diferentes, tudo aquilo que eu pretendo incluir na minha futura decoração. Agora resta saber se vou comprando capas e almofadas novas ou se me atrevo a lançar-me à costura novamente e faço algumas eu... Atrever-me-ei?

Wednesday, February 18, 2015

5 coisas que faço todas as manhãs, na cozinha

Ao espreitar este post ocorreu-me que, para além de ter alguns hábitos parecidos, tenho mesmo rotinas muito específicas na cozinha logo pela manhã. Fazem já parte dos meus hábitos, e são uma maneira confortável e indispensável para começar o dia.

 (imagem daqui. Esta cozinha está a tirar-me do sério)

E há 5 que raramente falham:

1- Beber água morna com limão (e meio litro de água fresca assim que posso) - Acordo todas as manhãs com sede e necessidade de repor a hidratação. É certinho;

2- Tomar pequeno-almoço sentada, com uma revista, livro ou o ipad (é um ritual indespensável, é que acordo também com muita fome e vontade de cuscar redes sociais);

3- Preparar a marmita com as refeições do dia todo com muito cuidado e carinho (mesmo que vá estragar a alimentação toda com chocolates ou outras coisas do género - é o que dá trabalhar num departamento de marketing, de vez em quando há tentações);

4- Lavar ou colocar na máquina a loiça do pequeno-almoço, não suporto sair de casa com louça por lavar, antes deixar a cama por fazer. O mesmo se aplica ao fogão. Se por acaso o uso para fazer papas de aveia ou cozer ovos pela manhã, tenho de o deixar impecável;

5- Ficar sempre 5 minutos depois de ter terminado o pequeno-almoço para ler o último parágrafo de uma reportagem ou um post do facebook. Tenho de me demorar um pouco nas leituras, não consigo deixar as coisas de parte assim do pé para a mão. 

E vocês? Têm alguns rituais específicos na cozinha, ou em qualquer outra parte da casa sem os quais não podem passar? Tomar banho, por creme, desodorizante e lavar os dentes não conta!

Tuesday, February 17, 2015

Coisas que aquecem a alma numa terça de Carnaval fria

Hoje estou a trabalhar. Foi uma opção, uma vez que este dia é gozado por alguns, e por isso em troca terei a próxima segunda para poder fazer o serão de domingo a ver os óscares.
E hoje é de facto um bom dia para trabalhar com calma e quebrar o padrão mais stressante dos últimos tempos não tenho telefones a tocar, mas o escritório está mais frio porque somos poucos aqui hoje e as ideias desenvolvem-se mais devagar. Daí nada como algumas coisinhas boas para alegrar este dia.

Uma bela citação de Mark Twain ilustrada pela Clair Rossiter

Your voice, a reminder. Post poderoso de Sometimes sweet.

Este anel da HLC Jewelry (estou a babar)

Este vídeo maravilhoso sobre o Gigglesutra e a mensagem carinhosa dos ilustradores que participaram neste projecto sem esperar retorno monetário a demonstrarem que há coisas mais importantes que o dinheiro (e eu estou por ali também). Um orgulho enorme das meninas que formam a equipa da Giggles.

Friday, February 13, 2015

Ano novo, casa nova - Inspiração parte II

Eu adoro decorar a casa, a sério que adoro. Pensar em cores, em ideias diferentes, em testar novas disposições da mobília ou formas de arrumar as coisas. E também adoro comer. Comer bem e de forma saudável, ou um repasto bem gorduroso, à mesa com amigos, um jantar intimista com a minha irmã, ou mesmo eu solitariamente, com todo o tempo do mundo e uma revista.

Mas confesso, escolher uma mesa de jantar é coisa para me causar algum stress. Não sei se fica bem, não sei o que gosto exactamente (sei que não gosto de mesas com tampo de vidro, mas mesmo assim reconheço que têm algum potencial decorativo), não sei o que colocar no cimo da mesa para a decorar (por enquanto tenho uma pequena escultura que me deu a minha avó e não combina com a mobília da minha casa, correio por abrir e livros que me quero desfazer), não sei sequer como quero dispor as cadeiras (duas a duas, ou uma em cada face da mesa?).

É que para complicar as coisas, já tenho cadeiras há uns anos, que o meu tio me deu quando se casou (eram da casa de solteiro dele), que são de linhas modernas rectas, maciças e densas, que dificilmente conferem leveza, e que para piorar, quando saí da casa do meu pai, cobri de verniz escuro e forrei o assento com um tecido clássico, mas que obviamente já não gosto e quero desesperadamente mudá-las há mais de um ano.

Mas vamos por partes. A mesa.
Inicialmente pensei que queria uma mesa redonda e andei a namorar umas do IKEA. mas depois as preferências mudam quando encontrei outra mesa no mesmo sítio (óbvio) por 1/3 do preço da outra, que apesar de ser rectangular, era da cor que eu queria.

Resolvido o dilema da mesa, as cadeiras continuam a ser uma incógnita. Ou talvez já não tanto assim, já que tenho ideias a fervilharem há meses e cada vez mais sólidas. Acho que o problema está na escolha das ideias a aplicar. A minha grande pancada era precisamente pintá-las de amarelo, mas depois de comprada a mesa achei que não iam ter destaque nenhum um e regredi um pouco. Pensei pintá-las de outra cor, ou até uma de cada cor, ou de branco (e há bons exemplos por aí que merecem a pena destacar), mas não me decidia.

(imagem via)

(imagem via)

(imagens via)
(imagem via)

(imagem via Art & Soul que a encontrou aqui)

Mas depois de ver este exemplo que a Marta publicou no blog, com uma mesa da cor da minha, o amarelo não me parece assim tão estranho e então estou a voltar à ideia base, com alguns detalhes que me ocorrem (depois de decidido está claro que mostro tudo).

O que fica a faltar são os tecidos para forrar os assentos que conjuguem minimamente com a ideia que eu tenho para a minha sala e claro, a decoração para a mesa, que não tenciono manter a estatueta com livros e papéis. E é claro que já ando a pensar em dois outros elementos decorativos que, não sendo primordiais, influenciam esta parte: as almofadas e as cortinas... Mas isso já é outra história, ou outro post... ;)

Sunday, February 8, 2015

Hoje acordei com umas saudades imensas de Ko Yao Yay, a última paragem onde estive quando fui à Tailândia e achei que estava finalmente na hora de vos falar mais deste lugar.


Escolhemos Ko Yao como a zona que se seguia a seguir a termos estado na fantástica Railay Bay, uma zona turística por excelência, sem grandes confusões, onde os resorts formavam um pequeno aldeamento, e a praia era absolutamente magnífica. Ko Yao estava referenciada como uma zona mais calma ainda, com boas praias, e belas paisagens, praticamente sem caixas ATM e um povo muito simples. E claro, bem mais barata que as restantes zonas mais requisitadas.
Ao chegar a Ko Yao apercebemo-nos que de facto já não estávamos em Railay Bay, estávamos num sítio sossegado, calado, isolado do mundo. O táxi levou-nos a um resort onde só estava mais um casal hospedado para além de nós. Tudo respirava sossego e rotina naquela ilha.
O caminho para o hotel estava ladeado pelas pequenas casas dos moradores da ilha, casas assentes em pilares, como se fossem as palhotas de um rio, mas em terra firme. Ao invés de correr água, esse espaço por baixo da casa servia para estacionar os carros, estender roupa, ou até colocar redes e dormir sestas preguiçosas com a família toda. Fiquei fascinada com o que via, aquele povo parecia ter tão pouco mas pareciam imensamente felizes.


Percebemos rapidamente que não podíamos limitar-nos ao resort. A praia que estava perto de nós não era de todo o que esperávamos, não haviam águas transparentes nem areias brancas. Haviam muitos caranguejos e corais, muitas conchas pela beira-mar, que coleccionei e fizeram as minhas delícias. Mas ainda assim, tornava-se quase opressivo o silêncio e o isolamento.


Então no dia seguinte alugámos motas e fomos explorar a ilha. A mota era sem margem de dúvidas o meio de transporte preferido da população. Era ver velhos e novos a conduzi-las por toda a parte. Uma rapariga adolescente a levar a avó, rapazes que não podiam ter mais de 13 anos a percorrerem a ilha em bando, pais a irem buscar filhos à escola (cheguei mesmo a ver um pai com três crianças pequenas na mesma mota), todos se moviam como se as duas rodas motorizadas fizessem parte de si.


E que ilha deliciosa. A população olhava-nos curiosa, mas sempre muito receptiva e bem-educada. Encontrámos uma noiva numa praia a ser fotografada, e as crianças que a acompanhavam acenavam-nos adeus, maravilhadas por encontrarem estrangeiros. Nós acenávamos de volta e não me recordo de ver tantos sorrisos juntos.

Nesse dia descobrimos uma praia bem mais bonita e acessível e combinámos ir conhecer algumas ilhas das redondezas com um senhor que tinha táxis e barcos e organizava pequenos passeios. Tivemos muita sorte nas pessoas que encontrávamos. Há sempre gente disposta a sacar dinheiro aos turistas, mas não sei se seria da nossa natureza desconfiada, fazíamos questão de falar tudo com atenção para que fosse sempre muito claro, e nunca nos decepcionámos. E este senhor era provavelmente o melhor de todos, acessível, bem-disposto e extremamente honesto. E tenho tanta pena de não me lembrar do nome dele...

A ilha era maioritariamente islâmica, por isso todos os dias de manhã e à noite, pontualmente ouvíamos o chamamento para a oração e para uma ilha tão pequena que não chega a ter 1000 habitantes, eu contei mais de sete mesquitas e tenho a certeza que se me escaparam algumas. Ainda assim a sua devoção era tão pacífica que era impossível não me deixar fascinar. Não parecia haver desrespeito por ali. Nunca me senti desconfortável por lá. Foi uma parte de absoluta entrega ao momento e onde consegui verdadeiramente relaxar. Passei longos momentos na rua a ver a chuva a cair, debaixo do alpendre, a ler, a escrever, a desenhar, a ouvir música... Foi sem dúvida o sítio que mais me pareceu genuíno em todo o país, e foi onde senti que podia preguiçar.

Quando fui embora, apesar de sentir falta da agitação e barulho, uma pontada de saudades agarrou-se a mim e não me deixou mais. Por vezes podia parecer que as horas não passavam em Ko Yao, as praias podiam não ser as melhores, e os programas de passeio também não eram os mais diversificados, mas aquelas pessoas, o restaurante na praia onde comemos a melhor comida, aquela vida simples debaixo daquele calor, encheram-me o coração. E por vezes lembro-me da sensação de lá estar e fico espantada com este lugar, do outro lado do mundo, que me fez sentir assim.
















Sunday, February 1, 2015

Bem vindo, Fevereiro

(imagem e um delicioso calendário do it yourself em Me and my DIY)

Já não sei quem comentou na brincadeira, que Janeiro é a segunda-feira do ano. Estou plenamente de acordo com essa afirmação, apesar de não desgostar assim tanto das segundas-feiras, Janeiro é aquele mês complicadinho e aborrecido por todos os motivos e mais alguns, estamos a ressacar da época natalícia, o mês é enorme e demora a passar, o dinheiro não se aguenta na conta porque são os saldos e nós merecemos, estamos a abarrotar de trabalho porque ficou em suspenso durante as festas, e estamos num conflito constante connosco próprios porque as resoluções de ano novo não se estão a cumprir.

Este ano abdiquei das resoluções, aprendi recentemente que os planos por vezes não só dão errado como a vida dá demasiadas voltas e nos baralha as cartas, e temos de aprender a viver de outra forma, temos de procurar outras soluções e caminhos para as coisas, o que não é necessariamente mau. E apesar de começar o ano com algumas perspectivas optimistas, este também já me rendeu algumas surpresas menos agradáveis e algumas decepções. Mas faz tudo parte desta experiência da vida e há que encarar os problemas de frente e lidar com as coisas, simplesmente. 

Claro que ajuda estarmos num local de conforto, e eu sou claramente uma pessoa que precisa de ordem no seu mundo para conseguir superar os momentos mais complicados. Por isso Janeiro, com todos os seus altos e baixos, foi o mês em que dediquei todo o tempo livre para organizar a minha casa, na expectativa de ter um ninho a que possa chamar meu e onde possa começar a alimentar novamente os sonhos. 
E aqui estou, a escrever-vos do meu sofá, com uma manta nas pernas e ainda demasiadas coisas por arrumar, mas ainda que de forma imperfeita, agora reuno as condições para recomeçar a minha vida, alimentar os meus novos planos, e tentar que 2015 seja mesmo um melhor ano que o que passou.

Por isso bem-vindo, Fevereiro, trazes contigo as expectativas das coisas boas que hão-de acontecer e todo um mundo de pensamentos positivos. Que seja um mês feliz.