Sunday, February 26, 2017

Sobre o carnaval...

Em miúda sempre gostei do Carnaval. Adorava poder usar uma roupa que não a minha, poder ser outra coisa que não eu, usar maquilhagem, atirar confettis sem medo de sujar ou de ofender alguém. No colégio, o dia era livre, e passávamos o dia apenas a brincar, a cobiçar as máscaras alheias e a retocar maquilhagem e a entrar na nossa personagem. Quando cresci, não achava a mesma piada, nem a desfiles, nem a festas de Carnaval, mas gostava da ideia de criar a máscara. A última vez que me mascarei, algures no secundário, fiz uma máscara de abelha Maia com algumas amigas e todo o processo de fazermos algo foi a minha parte preferida.

Eu sei que pareço a pessoa mais saudosista do planeta a dizer o cliché, mas o Carnaval era tão diferente quando eu era miúda... Lembro-me que sempre quis ser uma princesa, ou a tão afamada dama antiga cheia de folhos e rendas, mas nunca tive grande opção. Contam-se pelos dedos de uma mão as vezes que usei roupa elaborada até aos pés, porque o giro era mascarar-me de capuchinho vermelho, índia, de boneca Emília do Sítio do Pica-pau Amarelo... As minhas máscaras eram feitas essencialmente pela avó do meu melhor amigo, que nos costurava as roupas, as nossas mães compunham os adereços e pintavam-nos. Quando fui a Emília, a minha mãe costurou remendos numas collants, e fez ela mesma a peruca com lãs coloridas e tranças espetadas numa armação de arame, que combinava lindamente com o vestido de trapos feito pela avó Célia. 

Eram dias em que tinha de se criar algo do nada porque não se vendiam máscaras em cada loja de esquina ou supermercado como hoje, e eu sei que a vida andava mais devagar, permitia estas coisas. A minha mãe nunca me vestiu como princesa mas dava-me muitas opções diferentes, acho mesmo que foi uma das maiores influências criativas da minha vida.

Hoje em dia é raro ver algo semelhante. Os miúdos querem ser as personagens dos desenhos animados preferidos e há mil e uma versões à venda pré-feitas, brilhantes e espampanantes que eliminam a necessidade de criar algo novo. Os pais cedem mais facilmente porque está tudo tão convenientemente à mão, não há paciência para estas coisas como antigamente.

 Se há algo que sempre aspirei quando fosse mãe, era precisamente poder fazer algumas máscaras por mim mesma, e nos dias que correm, mais do que ter um grande entusiasmo pelo Carnaval, gosto das possibilidades criativas que posso dar asas quando tiver o bebé cá fora. A ideia do R2D2 vem daqui, e se há algo que me dá um certo gozo é ver os mil projectos DIY que existem deste género. Claro que vou querer participar nisto. Enquanto ele ou ela não tiver opção de escolha ainda (e vejam se eu ganho juízo, mas a ideia de mascarar a criatura de zombie do Walking Dead começa a tomar forma na minha cabeça...). 

Até lá, divirto-me com as ideias que me ocorrem. E lembro o Carnaval dos velhos tempos com um eterno saudosismo. Alguém vai ter direito a fim-de-semana prolongado? Ainda brincam ao Carnaval? Têm recordações semelhantes às minhas? Adorava saber mais sobre as vossas experiências. 

Friday, February 10, 2017

Surpresa!


Não tenho grande jeito para este tipo de anúncios no blog, mas confesso, ao longo de todos os anos que escrevi e li blogs, já imaginei mil vezes como iria dar esta notícia quando fosse a minha vez. Talvez seja algo sem jeito, mas é a minha maneira… Um desenho e a exclamação que fiz quando, no dia 4 de Janeiro, numa ecografia em que lhe vi pela primeira vez braços e pernas e formato humano, larguei a tirada “é um humanóide!” à frente da minha médica e tudo. 

Obrigada bandas desenhadas e filmes de ficção científica, senti-me muito normal nesse momento.

O meu primeiro DIY do ano é o meu diário da gravidez, onde escrevo desenvolvimentos da coisa, desenho, faço listas, colo fotos, guardo ecografias e aponto o que não quero esquecer. Tudo muito descomprometido, riscado, sujo, com muita washi tape e as coisas mais parvas que quero fazer e não me esquecer (como mascarar a criança de R2D2 no primeiro Carnaval - sim, não percebo ainda nada da gravidez, de bebés nem das quantidades de roupa que vou precisar quando nascer, de biberões ou afins, mas sei o que vai vestir no primeiro Carnaval, claro).

Vou partilhando convosco alguns passos desta minha aventura, e por favor, mães que me lêem, comentem à vontade, aceito os conselhos que me quiserem dar.
Percebem agora porque também não dou demasiada importância aos outros sonhos não é? Estou numa fase em que realizo aquele sonho que durante anos me foi vedado ao ponto em que já não acreditava que o fosse concretizar. 
É a minha prioridade neste momento, o meu foco e a minha força, e não podia sentir-me mais em paz e feliz com o rumo das coisas. Mas sei que as aventuras não acabam aqui, na verdade acho que estão mesmo a começar… :)

Thursday, February 9, 2017

Dos sonhos e objectivos

Há dias escrevi um texto sobre os objectivos ou a falta deles. Um texto que pensei publicar por aqui, mas deixei-o em banho-maria por me parecer ainda algo incompleto. E, seguindo um conselho de ouro da Susannah Conway nesta entrevista que divulguei há dias no facebook, se deixamos um post mais pessoal em stand-by durante uma semana, provavelmente não será para publicar. E não era. Hoje tenho mais a dizer e a acrescentar e faz muito mais sentido escrevê-lo agora.

Quando no ano passado percebi que estava em burnout, perdi a vontade de fazer tudo, não sabia sequer o que queria fazer nem para onde queria ir. Estava assoberbada e exausta, a minha vida deu muitas voltas e ainda não me tinha adaptado a todas as alterações. Mas a mudança mais vincada desses dias foi mesmo a sensação que de repente todos os meus sonhos, as minha vontades e motivações tinham desaparecido. O meu processo de recuperação foi demorado (acho que ainda está a decorrer), mas começou de forma simples, a primeira (e durante algum tempo, única) vontade que regressou foi precisamente a de ler, e agarrei-me à leitura novamente como se a minha vida dependesse disso. Sempre adorei ler, e foi mesmo uma bóia de salvação que me ajudou a recuperar terreno estável. E cumpri à risca o meu objectivo de livros para 2016 no goodreads, que foi bastante bom.

Nos dias que correm, já sinto a criatividade a correr-me novamente nas veias e percebi que na verdade nunca me abandonou, mas que agora vou cuidar dela de outra forma, não a tomar por garantida e alimentando-a dia a dia, sem pressões e sem julgamentos. No entanto estou um pouco confusa quanto aos meus sonhos. 

Continuo sem saber exactamente o que quero e para onde vou, nem tenho vontade de fazer planos. Sem grandes pânicos, encaro esta fase como um período de descoberta, e, curiosamente, enquanto ainda vou abrindo novas portas e questionando, deixo-me levar ao sabor das vontades, sem objectivos. Sinto-me muito eu novamente, e embora pareça um contra-senso, ando mesmo a fazer coisas e a elaborar pequenos projectos, imperfeitos que sejam, mas cheios de intenção e dedicação.

Há outros sonhos prestes a serem concretizados e posso perfeitamente concentrar-me num de cada vez (mais sobre isto num outro post).

No entanto tinha de fazer esta pequena confissão. Ao ler estes posts da Lénia e da Catarina, não consigo evitar sentir-me um pouco atrás no comboio dos sonhos. Sou só humana. 
Tenho a sorte de conhecer e privar com pessoas que perseguem sonhos, e, melhor ainda, que os concretizam. E estou tão orgulhosa de vê-las a conquistar novos patamares e lançarem-se em novos desafios e saírem deles vitoriosos. Mas não deixo de reparar que ainda não estou bem lá. Não sei que sonhos perseguir ainda. Não estou ainda a deixar-me mover por uma paixão. 
(realço a palavra ainda, não me imagino sem sonhos para perseguir)

Mas tenho fé que algo vai mudar, como mudou para elas. Eu não sou uma pessoa desmotivada, percebi isso recentemente, mas nem sempre sabemos para onde queremos que a motivação nos conduza. Talvez coisas boas estejam para acontecer. E não preciso de subir ao everest, neste momento qualquer pequena conquista também me vai fazer sentir imensamente capaz. E levar-me talvez a terrenos inexplorados.

E é engraçado como o facto de sentir que ainda me falta tanto para percorrer me faz sentir tão bem ao mesmo tempo. Há um mundo de possibilidades para acontecer e o futuro está em aberto. 


(imagem daqui)

Thursday, February 2, 2017

LaLa Love


Ontem fui ver o La La Land. Tinha de ver com os meus olhos a causa de tanto hype e perceber porque é que um filme musical e supostamente levezinho é um candidato tão forte aos óscares. Não que tenham de ser só dramas pesadões os considerados, mas há que dizer que isto não acontece todos os anos.
Claro que baixei as expectativas. Recordo-me bem da decepção que o Shakespeare in Love me causou há uns anos atrás, mas como sou menina para adorar musicais (como eu gostava que o mundo parasse por momentos para dançar e cantar comigo em momentos-chave da minha existência, não era lindo a vida ser parecida com um musical?), e a crítica recebe-o tão bem, achei que não ia desiludir e ser pelo menos um bom momento de entretenimento em família. 

E adorei. Adorei ser agradavelmente surpreendida. Adorei ter adorado este filme.

Sem querer entrar demasiado em detalhes nem spoilers, o que mais me tocou no filme não foi a história de amor em si, mas sim o quanto esta aparentemente história simples consegue falar ao mais íntimo de cada um. É acima de tudo uma história de sonhos, da luta para os concretizar, das tareias que a vida dá, da resiliência e da desistência, dos obstáculos e dos desvios. E nesta fase da minha vida, há que dizer que é um tema muito querido e muito reflectido por mim. É sempre bom ver uma história que, ainda que romantizada, consegue reflectir uma perspectiva tão realista acerca dos sonhos e como nós os vemos.

Depois há toda uma série de elementos que tornam este filme inesquecível, adoro os elementos “mágicos” a piscar o olho a produções ao melhor estilo da antiga Hollywood, a riqueza visual, as cores, o guarda-roupa, a banda sonora, a encenação dos momentos de música e dança que, não sei explicar como, não são iguais aos “verdadeiros” filmes musicais. E é curioso como o filme conquista o estranho paradoxo de, no meio de encenações verdadeiramente Hollywoodescas de canto e dança, não ser exagerado nem irrealista. Ou talvez seja só eu a ver isto.

Adoro o facto de ser uma história que se passa em Los Angeles (tão facilmente temos filmes com aspirantes a actrizes e a músicos em Nova Iorque, achei extremamente refrescante a escolha desta cidade), e claro, last but not least…os fantásticos actores que dão vida à trama. Ryan Gosling cada vez mais dispensa apresentações acerca da qualidade do seu trabalho, e a Emma Stone, que começou em comédias mais loucas, cada vez mais dá cartas como uma das actrizes mais credíveis que já vi (admito, tenho um girl crush, para além de que adoro o cabelo dela). E, repensando o discurso da Meryl Streep nos Globos de Ouro, há de facto algo fantástico nesta maquinaria e nisto de se ser actor. Aquela gente faz tanta coisa tão diversificada, canta, dança, multiplica cenários e personagens… Vivem experiências fantásticas, inspiram e são inspiradores. E dá para perceber que se entregaram com paixão ao papel e isso é algo que dá gosto ver. 

Hoje dou por mim a flutuar naquele mundo de sonho e aspirações, de inocência e a sua perda… Não consigo tirar o filme da cabeça.

Se puderem vejam, tirem as vossas conclusões. Gostando ou não do género, acho que não perdem nada por ver, nem que seja pelas referências à velha Hollywood. Eu certamente vou rever e vou encher os ouvidos com aquelas músicas sempre que puder

Tuesday, January 24, 2017

Choosing a word


Já faço este workbook da Susannah Conway há alguns anos, mas acho que só desta vez é que me deixei mesmo absorver pelo processo. Já tenho visto em vários blogs aqui e ali esta coisa de se escolher uma palavra para nos apoiar ao longo do ano, para nos guiar e focar nas nossas intenções, para ser um ponto de partida para os nossos objectivos e conquistas. Aparentemente é uma tendência que está a crescer e tenho de confessar, parece-me muito mais interessante do que listar resoluções.
Com uma palavra definimos aquilo que queremos que seja o nosso ano. E os desafios, objectivos, projectos ou ideias que surjam estarão relacionados com ela. É no fundo, um compromisso connosco próprios e a nossa evolução pessoal, respeitando o lugar onde estamos e para onde queremos ir.

Por causa de 2016 ter sido tão agressivo em mim, e sendo que o burnout foi o que mais me marcou, percebi que o ano que ficou para trás foi um ano de pausa, de ficar o mais quieta que podia, para poder absorver as mudanças que tinham vindo a acontecer desde 2015, de modo a aceitar que a minha vida mudou, que eu mudei.
A parte mais complicada foi aceitar que a indiferença e desmotivação que senti perante tudo era parte do meu caminho, e tive de me ouvir e confiar que quando fosse a altura certa, eu iria ter forças e vontade e motivação novamente. É engraçado olhar agora para trás e verificar que passei por tantas atribulações, decepções, perdas, e perceber que isto faz parte, e que me levou a novos caminhos. Felizmente 2016 terminou numa nota muito positiva, que me traz expectativas boas para 2017.
Perante este cenário e depois de percorrer páginas de exercícios e reflexões (o bem que me fez escrever), percebi que estava pronta a dar os próximos passos, voltar a ser criativa e entusiasmada com as coisas. A minha palavra teria de ser algo que me trouxesse de volta a mim, mas sempre com a noção de que eu mudei. Algo que respeitasse quem eu me tornei, ao mesmo tempo que me desse o empurrão para contrariar a inércia e começar a movimentar-me novamente.

Por isso a minha escolha deste ano foi uma palavra, em inglês, visto que o correspondente em português não tem a mesma carga, que é: BECOMING. Sinto que reúne todas estas especificidades e me dá um bom feeling para o avançar das coisas. Vou empenhar-me e fazer reflexões mensais sobre a minha relação com a minha palavra, e levar esta intenção pelo ano fora. Já tenho um board no Pinterest para continuar a pensar activamente na minha palavra e como me pode motivar. 

No final de 2017 quero poder olhar para trás e traçar o meu percurso com um resultado positivo e com a sensação que construí uma parte importante de mim. 

E agora vocês… Alguém desse lado já experimentou escolher uma palavra para o ano? Faz-vos sentido ou acham isto um bocado pateta? Se escolheram, sintam-se à vontade para partilhar comigo, adoraria saber mais…

Monday, January 23, 2017

Gostava mesmo de saber como começar a escrever este post. A verdade é que quero retomar o blog, quero voltar a partilhar o que penso e o que faço por aqui, mas não sei bem por onde começar. Estive afastada muito tempo e isso atrapalha a fluidez da conversa.

Coisas rápidas, para começar…
Comecei o novo ano cheia de boas intenções e vontades. Mais uma vez não quero cá fazer resoluções, comprometi-me a fazer pequenas coisas, uma de cada vez, sem pressas e sem delinear objectivos, porque 2016 foi demasiado duro neste aspecto. Tive um burnout e assustei-me a sério com a falta de motivação, pelo que agora estou a deixar que a vontade surja organicamente.

Há qualquer coisa de refrescante em deixar-me levar pela maré e não levar as coisas demasiado a sério, tem sido muito interessante descobrir-me e encher-me de intenção a cada passo. 
Por isso comecei o ano de 2017 com o Unravelling the year da Susannah Conway e com um pequeno (e fácil) DIY, que me espevitaram a motivação e me fazem sentir que sou capaz porque… Estão feitos!
Podem espreitar os meus próximos passos (enquanto não desbloqueio completamente por aqui) no Instagram e no facebook do blog. Prometo que ando mais assídua. Já postei 3 vezes este ano! 

E o blog fica assim novamente aberto e pronto a escrever mais algumas páginas da minha vida. 2017 promete ser bom.
Ainda não é tarde para vos desejar um bom ano e coisas boas para os próximos… 342 dias. Enjoy!

Thursday, September 1, 2016

TB thursday... those vacation days

Custou-me um pouco retomar o assunto das férias. Talvez porque estão imbuídas de uma tal aura de doçura e sossego que não as quero desfiar demasiado em palavras. Apenas quero relembrar o que senti. Férias em duas partes, lado A e lado B, Norte e sul, passado e presente, cheias de momentos mágicos e dias quentes de moleza.

Primeiro a Sul, pelos sítios da minha infância, a minha terra pela primeira vez em anos, na costa ocidental, a apanhar sol, a relembrar como é acordar com o cantar do galo, a percorrer os mesmos trilhos familiares num misto de felicidade e melancolia. Uma primeira parte entre família e amigos, numa espécie de regresso ao passado, mas ao mesmo tempo com a sensação de que uma nova tradição talvez esteja a começar. 



Houve um dia em que o sol não apareceu e estava tudo coberto de neblina. Não resist e saí à rua de pijama e casaco por cima, a fotografar tudo o que encontrava. Adoro estes dias, o mundo parece parar  no silêncio e no sossego e há magia no ar. Parecia um dia de outono, só para mim. À tarde fez-se sol e a praia estava deliciosa. Mas até lá... 









Na segunda parte rumámos ao Norte, a conhecer recantos escondidos, a fazer novos amigos, a comer mais do que devíamos, a descobrir a paz mesmo no meio do caos (imaginem dormir com uma feira cheia de gente e barulhos e carrinhos de choque mesmo à beira de janela e está demasiado calor para fechá-la). Não há palavras para descrever a maravilha que é o nosso país, e mesmo no caos do inferno dos fogos há beleza única e perfeita. Os dias souberam a pouco, mas acabámos entre família e amigos, consolados pelos sorrisos e boa comida.










Todos os dias vimos focos dos fogos, passámos por neblinas densas de fumo. No meio da incredulidade de ver o nosso país a arder, a verdade é que o fumo transformava a luz numa envolvência laranja. Não pude deixar de parar para fotografar.



 (como viram, andei entretida a desenhar por aí...)


Regressei a casa numa paz que durou vários dias. Há algures ainda o eco dessas férias, desses dias de calma e alegria. Guardo-os comigo, para enfrentar os dias que aí vêm. 
A vida real já começou, e já há novos obstáculos a vencer e dias a correrem à velocidade da luz. 

Monday, August 29, 2016

No time

Não tenho tempo para escrever. Não tenho mesmo. Por vezes tento arranhar algum tempo para teclar frases incompreensíveis nos intervalos entre uma tarefa e outra. O meu diário anda ao abandono há mais de um mês.

Estive de férias e regressei ao trabalho com uma calma muito pouco característica em mim, e tenho levado os dias da melhor forma possível. Noto este ano uma grande diferença entre o antes e o pós-férias pela primeira vez na vida. Parece que um qualquer vórtice temporal se impôs e nas duas curtas e básicas semanas de agosto em que fui arejar pelo país fora, o tempo deixou de ter significado e a minha cabeça pôde mesmo fazer reset. Finalmente. 

Acabei de ter um fim-de-semana produtivo como não me recordava. Seja na manutenção da casa e da limpeza, da organização dos meus dias, mas também de ver finalmente a renascer a vontade de criar coisas, de repensar a casa, de criar as minhas peças decorativas, para ver as minhas ideias a ganhar forma. Fui aos tecidos pela primeira vez em mais de dois anos. Já não me lembro de uma série de coisas relacionadas com a costura, mas há poucas coisas que me potenciam a imaginação tanto quanto o tecido. Inicialmente só queríamos o suficiente para estofar os assentos das minhas cadeiras, mas abusámos da quantidade  outras ideias começaram a surgir, para aproveitar o excesso e rentabilizar os gastos. Os meus dedos quase que conseguiam sentir novamente o tremelicar da máquina de costura e consigo perfeitamente imaginar o que quero fazer. E tenho uma sorte enorme em ter a pessoa que tenho ao meu lado, que puxa por mim e me ajuda, aliás, que nem me dá muito tempo para pensar (por vezes compro materiais e hesito na hora de avançar), antes que eu desse conta, já ele andava com o assento da primeira cadeira na mão, a sacar agrafos e a tirar o tecido anterior. E antes que eu pudesse pensar duas vezes, andávamos de agrafador e martelo em punho, a esticar tecido, agrafar e martelar, e a fazer nascer uma cadeira nova em pouco tempo.

Tenho andado deliciosamente ocupada para além de tudo isto. Trabalho dentro e fora de casa, sou a dona de casa e a designer, e aquela miúda sonhadora de livro em punho. Ando a aproximar-me cada vez mais de mim, de quem sou e quero ser. Começo finalmente a reconhecer-me depois de alguns meses de confusão e desorientação.
A vida não ficou mais fácil, pelo contrário, há novos problemas com que lidar e batalhas a lutar. Algumas delas dentro de mim mesma. Mas a convicção de que sairei vitoriosa liberta-me de um peso inacreditável. 
Agora só gostava de vir aqui mais vezes, de verdade. Todos os dias penso em como poderei escrever mais, contar histórias do meu dia a dia, falar das férias…  Ainda não deu, por isso conto com a vossa paciência e apareço sempre que puder.
 Devo-vos algumas fotos das férias e mostrar alguns lugares maravilhosos que visitei por este Portugal fora. O próximo post será repleto de imagens e memórias desses dias, fica combinado.
 Uma boa semana a todos.

Tuesday, July 19, 2016

Aquelas coisas que aprendemos

A minha mãe começou a namorar o meu pai quando tinha 14 anos. Era portanto uma miúda, mas apaixonou-se e manteve-se com ele ao longo da vida toda. Sempre achei a história deles muito bonita, e o amor deles muito comovente a vários níveis.
No entanto não é sobre os meus pais que vou falar hoje.
Dizia eu que a minha mãe tinha 14 anos, e começou a namorar com o meu pai num Carnaval, portanto, algures em Fevereiro. E, obviamente, isto tornou-se uma distração e no segundo período as notas dela baixaram.
Quando ela recebeu as notas em casa pela altura da Páscoa, a minha avó, como será de esperar em muitas mães ou pais, zangou-se e desatou a barafustar com ela e a ameaçar castigos. O meu avô manteve-se silencioso durante o monólogo da minha avó, a minha mãe de cabeça baixa, envergonhada, a balbuciar desculpas. O meu avô, o homem que mais admiro à superfície da Terra, depois da minha avó se ter calado limitou-se a dizer: “filha, sei que te distraíste e as coisas não correram bem, mas eu sei que tu vais conseguir dar a volta e que vais ter melhores notas no 3º período”.
A minha mãe contava-me esta história tantas vezes a sorrir porque “uma coisa é gritarem contigo, e tu sentes-te com vontade de ripostar e contradizer, outra é darem a entender que têm confiança em ti, e aí não tens outra hipótese senão corresponder ao voto de confiança”.
Esta história é ainda hoje muito importante para mim. Porque funciona a muitos níveis. É claro que dar castigos ou levantar a voz é por vezes inevitável quando se educam crianças. Mas e quando já não são crianças? Esta atitude do meu avô, é, para mim, uma excelente lição de parentalidade, consciente de que cria seres humanos, decentes e capazes de tomar as suas decisões, de se responsabilizarem pelos seus actos.
Para além de que é um exemplo fantástico de liderança. O meu avô, sem querer e sem educação neste sentido, parece-me por vezes um guru ao nível do Simon Sinek. :)
Lembro-me desta história com frequência quando reflicto sobre estes assuntos. Porque há que saber largar o controlo de algumas coisas e simplesmente confiar, especialmente se lidamos com pessoas. E todos os dias lidamos com pessoas.
Hoje pensei muito nisto e só me faz sentido partilhá-la convosco.

Monday, July 18, 2016

Untitled


Já comecei a escrever vários posts nestes últimos meses que justifiquem a minha ausência. Depois de despejar em várias páginas de texto em que desenvolvo diferentes linhas de pensamento chego sempre a uma conclusão muito simples: Estou esgotada. E não há como contornar ou evitar o assunto. Percebi que cheguei ao limite das minhas forças quando passava a vida a sentir-me cansada e de repente esse cansaço transformou-se em desinteresse, desapego e por muitas vezes, tristeza. Parece que me perdi, que já não sei muito bem quem quero ser e o que quero fazer da vida. Este foi o primeiro ano em que fiz anos e não tive bolo ou velas, nem vontade de pedir desejos.
Isto nunca me tinha acontecido. Tenho MESMO dificuldade em fazer os malabarismos do dia-a-dia. Há momentos em que sem saber bem como, perco as forças, o ânimo e a capacidade de pensar sequer. 
Por isso ando em modo pausa até recuperar a vontade.

Cada dia tem sido um processo interessante de recuperação e descobertas em relação a mim própria. Agora, mais do que nunca ando a aprender a ouvir o meu corpo. Ando a abrandar o ritmo, a dar-me tempo para pensar, a tentar perceber quem quero ser e quais os meus próximos passos. E isto tem sido um processo algo solitário mas extremamente enriquecedor. Ando a aprender imenso acerca de mim mesma, do funcionamento da minha cabeça, os meus medos, o que me move, e acima de tudo, a ter paciência comigo própria. (Ajuda imenso ser Verão, porque o próprio ritmo dos dias ajuda a libertar algum espaço mental e a deixar algum tempo para viajar na maionese)

 Depois de alguns dias mais negros em que tive de aceitar que já não dava, de ter cedido, de ter pedido ajuda, começo a recuperar um pouco, sempre cautelosa porque ainda não sei avaliar as consequências de baixar as guardas, mas acredito que o pior já passou. :)
 Estou a partilhar isto, não só para justificar a minha ausência, mas também para deixar aqui espaço aberto ao diálogo. Tenho saudades deste blog e tenho saudades de estar mais presente, saudades de escrever, mas senti-me paralisada por muito tempo, já não sei como levar isto para a frente. Vamos considerar este post como um desbloqueador de conversa, e espero que vocês tenham opiniões, experiências que queiram partilhar comigo e acompanhar-me nesta fase do percurso. 
 Neste momento já só penso nas férias (faltam duas semanas certinhas) e vou voltar às origens, o que me enche de boa expectativa e pensamentos felizes. Por aí já há férias no horizonte? Ou estão a meio? Ou não tiram férias de todo nesta época?
Ainda sem datas marcadas, sem compromissos de maior, tenho só de acrescentar que é bom estar de volta, que penso no meu cantinho quase todos os dias e espero que vocês ainda me visitem e passem por aqui. Mesmo que o optimismo e o entusiasmo sejam mais raros.
Uma boa semana para todos!

Monday, May 16, 2016

Fugir à realidade... só um bocadinho

Não há dia em que passe sem pensar que queria escrever mais por aqui. Mas como vos disse já, ando demasiado ocupada, demasiado desinspirada, demasiado a precisar de férias. Férias até da minha própria cabeça, pois que para ajudar à festa, hoje, depois de muitas buscas, realizei que posso ter deitado um cheque-prenda para o lixo. Pois... São daquelas coisas que só eu faço. Mas adiante. Decidi que não me vou martirizar nem lamentar. Se por acaso não o perdi, encontro-o em breve. Se não, paciência, não me fez particular falta até agora e posso viver sem ele. Com muita pena, mas nada que não se supere.

De resto, com mais ou menos stresse, mais ou menos horas de sono dormidas, vou levando os dias o melhor possível, e começo a ver a balança a voltar a pender para o optimismo. O Benfica ser tricampeão é daquelas coisas que melhora muitíssimo a disposição, mas não é só. 
Ajuda-me andar a ler (e reler) livros que me fazem abstrair da realidade, ajuda que eu deixe a imaginação correr por si só, sem procurar objectivos (isto será assunto para outro post), ajuda ver coisas como esta... Um estúdio fotográfico do século XIX em miniatura, feito pelo artista Ali Alamedy
Hoje cruzei-me com esta maravilha e não consigo tirar os olhos das fotos. Se há uns tempos vos falava de cortes em papel, o que dizer sobre a paciência necessária para recriar um cenário destes? Dá vontade de saltar lá para dentro e conhecer cada detalhe.








Segunda-feira é mesmo o melhor dia para uma evasão à realidade. 

Tuesday, April 26, 2016

Pausa, sol e yoga

Regressei hoje à rotina depois de uma pausa de 5 dias. Mini-férias. E mesmo que tenha de trabalhar, escrever, limpar a casa e aproveitar o bom tempo para secar roupa, uma pausa é uma pausa. Esqueci-me do trabalho. Voltei hoje já sob pressão. Mas com vontade de ir de cabeça organizada e arrumada. Com vontade de estabelecer critérios, fazer listas de tarefas sem ser demasiado rígida, saber onde posso ter mais flexibilidade e onde tenho de apertar. Sabe bem deixar o dia rolar. Não acontece todos os dias. Mas na Primavera/Verão acontece mais. 
Fiz uma aula de yoga no sábado, daquelas do youtube. Estava perra como já não me recordava. Hoje repeti-a e o meu corpo lembrou-se melhor do que é a flexibilidade. Estou ansiosa de ver como ele reage amanhã ou depois. Estou leve e sinto a pele a respirar.
Voltei a comer tremoços, e a sentir o sol na pele. Escaldei as pernas nos buracos das calças. Molhei os pés na água fria da costa, fiquei com dores de cabeça. Li muito um livro que surgiu inesperadamente, e inesperadamente, é bem melhor do que se previa no início. Tento comer melhor, acalmar o gosto pelos doces.  Não tirar fotos de nada e apenas aproveitar. Não procuro a perfeição, apenas dias mais equilibrados, mais pacíficos. Acalmar estas palpitações que o café que voltei a beber provoca. Deixar novamente o café, mas lembrar-me que é quase época das minis e mojitos. Fazer planos para fazer uma vida mais de rua, mais de sol, de mar e calor. Fazer planos para jantares românticos, fazer planos para uma vida mais minha. Os dias não são todos assim. Há que sorrir com eles. 
Boa semana curtinha pessoal!

Tuesday, April 19, 2016

Coming back

Ainda não sei bem com que tom deva marcar o meu regresso. Faz agora dois meses que não escrevo por aqui e as saudades apertam. Já escrevi dois ou três textos, ainda não sei se estou a fazê-lo como eu queria e gostava mas… Mais vale imperfeito que ausente.
Os meus dias têm sido difíceis. Esta talvez seja a maneira mais bonita ou suave de o dizer. Não que eu esteja na expectativa que tudo seja fácil e colorido, mas ao escrevê-lo e assumi-lo… Sinto que estou a torná-lo mais real. E custa-me admitir que tenho vivido num estado semi-depressivo enquanto tenho coisas maravilhosas a acontecer-me. Que têm havido demasiados dias com lágrimas no meio de coisas tão boas. Mas talvez faça parte da evolução e crescimento, às vezes a vida é mesmo assim.

A mudança de emprego foi agridoce. Mais para o “agri” do que para o “doce”. Houve mesmo dias em que me questionei o porquê desta mudança. Não me arrependo, mas pus muita coisa em causa, pensei muito no lado humano e no que significa o trabalho de equipa e aprendi muitas coisas com esta experiência. O lado mais positivo disto tudo… Faz-me questionar tudo o que antes tomava por garantido. Será certamente algo de bom para me preparar para o futuro. E faz-me sentir que o futuro é sempre algo em aberto. 

Fora deste rebuliço, sou feliz em casa, tenho-me recolhido e refugiado nas minhas quatro paredes, a dois ou a três, e planeio uma primavera cheia de projectos de melhorias em casa, e alguns DIY. O projecto Sweet Rebel está a ser um desafio entusiasmante. Abre-me portas, dá-me motivação onde falta no dia a dia, dá-me desafios e obriga-me a escrever mais frequentemente. Estou a adorar tudo o que esta experiência me proporciona, aprendo cada vez mais sobre mim mesma e sobre os meus limites e capacidade de organização. Há dias em que custa fazer malabarismos entre trabalho, gestão da casa, sweet rebel e ainda procurar um espacinho para me sentar no sofá a rever os episódios do Breaking Bad no Netflix (sou uma mulher de vícios, o que fazer?), mas vale tanto a pena.

E agora, quando começo finalmente a encontrar o equilíbrio entre tudo, sinto que há finalmente espaço para voltar ao blog. E tenho até algumas ideias para isto, que gostava mesmo de levar a cabo. Sem obrigações e sem pressões, porque o meu blog continua a não ter agenda editorial, mas quero regressar, arrumar o espaço e continuar a receber-vos.
Vamos a isso então. Com mais ou menos optimismo, por a coisa a andar. 

Thursday, February 18, 2016

It's out there

Sempre fui aquela miúda estranha. A geek, com um sentido de humor meio esquisito, que suscitava vergonha alheia e vivia com o nariz enfiado nos livros. Soube durante muito tempo o que é ser carta fora do baralho, e recordo-me da sensação estranha que foi, no 9º ano perceber que fui a única a ir para artes. E essa decisão foi o primeiro passo que alguma vez dei em direcção à liberdade e afirmação de quem sou. Essa decisão salvou-me a vida, deu-me força para perseguir o que quero e gosto (e pensar que estive tão perto de escolher letras).
Passados tantos anos, já dei vários passos, não sem a sua dose de tropeções, e apesar de ter criado o meu espaço, ainda me sinto, orgulhosamente, a carta fora do baralho.
E aqui, no meu novo projecto que hoje diz olá ao mundo pela primeira vez, e muito bem acompanhada por 4 meninas fenomenais sei que tenho algo a dizer, e que a minha voz faz sentido em algo tão bonito e fora do comum. Não, não somos um site de casamentos, somos 5 miúdas a abrir os braços a todos os casais que querem que o seu dia seja uma opção sua, não uma festa espartilhada em tradições. A criar e dar espaço para que quem quer fazer algo diferente não se deixe levar pelas críticas alheias. Para que a sua voz seja ouvida, sem preconceitos. Um espaço para a arte, para as decisões em nome-próprio, para as cartas fora do baralho viverem o dia mais feliz da sua vida. Clichés à parte.
Venham visitar-nos, gostem-nos, inspirem-se. Vai merecer a pena a viagem.

Nada me preparava para o que ia acontecer hoje depois de postar este texto no facebook. Uma semana mal dormida desde domingo, muito trabalho, nervos, entusiasmo e dedos cruzados. Na terça-feira apontávamos os últimos detalhes e eu preparava febrilmente imagens teaser para o facebook. Hoje de manhã, pelas 9h, cheias de entusiasmo, eu es outras 4 meninas mudámos as fotos de perfil, tiradas pela maravilhosa Marta. Esta foto, com este texto, abriu as portas para algo que eu não esperava: uma onda de carinho sem precedentes, um chover de comentários e boa energia como nunca tinha experimentado. 

Sentia a circulação a pulsar em cada canto do corpo, toda eu formigava. Foram 3 meses de trabalho de bastidores, de reuniões loucas, de risota e de partilha de mil ideias. Foram 3 meses de preparação para que hoje pudéssemos dizer olá ao mundo.
E assim nasceu o Sweet Rebel Bride, no meio de amor, euforia e tanta agitação digital, tanta partilha. Pessoas com quem não falava há anos felicitaram-me, partilharam, foram lá e deixaram-me tão feliz. Foi algo sem precedentes.
Mas não podia de deixar vir aqui, deixar as palavras que ainda não consegui deixar no facebook. Estou de coração cheio. Não há como agradecer cada palavra de apoio e carinho que deixaram, não há como explicar a emoção que senti. Foi uma experiência maravilhosa, e em dias tristes ou quando a motivação falhar, hei-de relembrar como foi este dia e tudo vai ficar bem. Só por isto valeu a pena. E sabe-se lá o que vem daí...
Foi mesmo um dia em cheio. 



Uma coisa maravilhosa neste projecto? Há sempre um lado nosso, meu e das outras meninas, que faz sentido. Há espaço para todas, para as nossas especificidades, para as nossas personalidades. E acredito que temos algo de muito bom em mãos, e com o tempo, há-de abrir espaço para muita gente criativa e com vontade de fazer coisas diferentes. 
Acompanhem-nos nesta nova aventura, acredito que vai ser memorável. 

Espreitem-nos por aqui:

Wednesday, February 10, 2016

5 blogs internacionais para seguir

Ultimamente tenho dado por mim a pesquisar pela net fora feita louca. Esta coisa de participar num projecto novo (está quase quase cá fora, na devida altura conto tudo) e de ter algumas limitações no acesso à net no local de trabalho obrigaram-me a ser mais inventiva nas minhas buscas quando tenho tempos mortos. Aos poucos sigo sites mais especializados e trato cada vez mais o Behance e o LinkedIn por tu. E de tempos a tempos dou por mim a descobrir alguns blogs internacionais que de outra forma não me passariam pelos olhos e merecem a pena ser destacados e fazer parte da minha lista de visitas diárias.

Design is Yay


A blogger com o nome mais engraçado com que alguma vez me deparei, Wita Puspita (sim, parece que é mesmo o nome dela). Esta designer chinesa, que passou pelas Filipinas e mora na Austrália tem um dos blogs mais criativos e easy-going que me lembro de ver. Quando o descobri, fiz algo que não fazia há uns bons 5 ou 6 anos, fui ler os arquivos do blog desde o início… É uma bomba de inspiração e boa energia e está recheado de freebies. Merece a pena espreitar.


Oh so beautiful Paper



Blog de lifestyle cheio de projectos DIY com muito bom gosto, fotos maravilhosas e é uma óptima fonte de inspiração por si só. Parece-me ter um foco especial em estacionário, mas o que me inspira acima de tudo neste blog são mesmo os cocktails… 

The crafted life


Aposto que já muita gente conhece este, e o nome não me era estranho, mas pela primeira vez dediquei-me a olhá-lo com mais atenção e fiquei rendida. Acho que ando fascinada com estes blogs simples e coloridos. E ao olhar para isto ando cada vez com mais vontade de voltar a fazer alguns DIY’s… 

Lark & Linen


Blog de design de interiores e lifestyle. Há algum tempo que não encontrava nada de novo que me enchesse o olho nesta área. Adoro o look simples e depurado e está repleto de fotos bonitas e de inspiração bem catita. Check it out! 

Lisa Glanz


Encontrei esta artista no Behance por acaso e adorei. Tenho pena de não actualizar o blog com frequência, mas é uma bela fonte de informação e inspiração. E graças a ela já comecei a pesquisar novos métodos de trabalho que me serão úteis em tantas outras coisas.

Ficaram curiosos com algum?