Saturday, May 20, 2017

Bliss

Começo a ver o tempo a passar e em breve vai tudo mudar. Já tenho mil listas para fazer e coisas por organizar para a chegada do pequeno ser, e o tempo a apertar. Questiono se conseguirei fazer tudo a que me proponho, mas acredito que estarei focada e cheia de vontade de fazer tudo o que quero fazer (ajudava se eu só quisesse lavar roupa e colocar lençóis no berço, mas não, quero pintar a cama de grades e quero fazer almofadas, sou uma pessoa louca com demasiadas ideias e pouco tempo).

Mas antes, e como não tenho hipótese de ter férias normais este ano, vou fazer uma pausa de verdade (as do sofá não contam) e aproveitar este fim-de-semana para subir um pouco até o Norte e descansar verdadeiramente perto da Natureza, namorar, apanhar sol e piscina (caso o tempo o permita) para esquecer que peso quase tanto como um hipopótamo bebé, fotografar e ler... ou simplesmente babar num canto, não interessa. Depois disto vai ser o Deus-nos-acuda, por isso desejem-me dias pacíficos e que o miúdo não se lembre de nascer pelo caminho.
Vou andar mais pelo instagram nestes dias. Acompanhem-me por lá e até ao meu regresso!

Thursday, May 18, 2017

6 coisinhas...

(imagem do maravilhoso Unsplash)

Enquanto aguardo por tempos mais frutuosos para voltar a uma escrita mais regular (talvez quando entrar de baixa - naqueles dias, espero, pacíficos, antes da criança nascer, imediatamente antes de eu voltar a não conseguir postar nada outra vez...), gosto só de parar um pouco por cá, arejar os caracteres, dizer nada de especial. Talvez os posts curtos até façam sentido por uns tempos...
Por aqui vive-se intensamente cada emoção, culpo as hormonas dos meus males, carrego em mim todas as dores de alma e não só. A gravidez não me deu sintomas estranhos ou fora do normal, apenas crises emocionais complexas que são parecidas com as que já tinha antes, mas exponencialmente maiores, algo como um SPM fora de controlo.

É engraçado que no estado caótico em que as coisas se encontram nesta altura do campeonato, vou encontrando alguns fios perdidos, e vou dando algum sentido a tanta coisa. 

E nestes momentos, encontro algumas conclusões em jeito de lições de vida que preciso de ter perto de mim, mas que talvez também vos sejam úteis ou façam sentido e por isso quero partilhá-las...

1- Preocupa-te menos em agradar
Nunca podes agradar a todos, e por vezes, nem a ti própria, por isso, nada como não levar as coisas demasiado a sério e descontrair um pouco

2- Relaxa... não podes controlar tudo a toda a hora
Dispensa explicações, não?

3- Dá tempo ao tempo
A paciência nunca foi uma virtude minha, mas tenho mesmo de aprender a cultivá-la. A aceitar que as coisas levam o seu tempo, que não são imediatas. Este pode ser um dos grandes motivos pelos quais eu não consigo cumprir dietas e afins. Não estou para esperar.

4- Não percas de vista o que é importante
É normal ser apanhada no turbilhão de emoções, tarefas, e tantas outras complexidades e distrações da vida. Mas de vez em quando há que perceber porque fazemos o que fazemos, onde queremos ir, com quem queremos estar... Perceber onde estamos e se estamos a fazer o nosso caminho.

5- Se tudo parar, o mundo continua a girar. 
Podes fazer umas pausas, a vida na terra não desaparece por isso.

6- Escreve o que sentes, o que te vai na alma, escreve parvoíces e acontecimentos banais do dia, o que pensas, o que te apetece. Escreve porque te faz bem.
Ultimamente os meus diários têm sido alimentados com mais frequência e adoro poder reflectir um pouco mais, poder recriar os meus pensamentos, limpar a cabeça nas palavras. Gostava era que fosse um exercício diário, mas pronto, é um work in progress.

Wednesday, May 10, 2017

Telegrama

Encontro-me bem. STOP. Demasiado trabalho para respirar. STOP. Muita inspiração e vontade de postar. STOP. A barriga está gigante, irra! STOP. A programação normal segue em breve. STOP. E novidades também! STOP.
Obrigada pela paciência malta. :)

Wednesday, April 12, 2017

My greatest music crush...


Ouvia o Mama’s Gun da Erykah Badu a caminho da faculdade com 19, 20 anos. Inicialmente, a musicalidade e as passagens entre músicas eram o que mais me atraía. Lembro-me que ouvia como um agradável ruído de fundo que me embalava o caminho e me fazia sentir inevitavelmente cool e na vanguarda dos gostos musicais semi alternativos do R&B e Soul. Claro que foi a minha amiga Sara quem me emprestou o álbum pela primeira vez, ela deu-me sempre a conhecer coisas fantásticas e sempre teve um gosto impecável.

Lembro-me perfeitamente da primeira vez que percebi que estava a reter as músicas quando dei por mim na fila do bar da faculdade a cantar o “kiss me on my neck” e percebi que precisava de ir para o carro e procurar a música em questão e ouvi-la com outra atenção. Nessa altura o álbum rolava inteiro sem preferências por uma outra faixa e nem sequer retinha os nomes das músicas. A partir daí comecei a prestar mais atenção. Lia as letras, retinha mensagens, identificava-me. Ouvia-o uma e outra vez e enraizou-se em mim

Naquela altura, solteira e descomprometida, sentia que aquela música dizia tudo sobre quem quer procurar o amor e a cumplicidade. Ainda hoje, ao adormecer com a respiração do meu amor no meu pescoço penso sempre na letra “…and kiss me on my neck, and breathe on my neck…” e sinto que as coisas estão bem.

Este álbum fala-me directamente ao meu íntimo, parece que foi feito para mim e em muitos aspectos definiu-me os meus primeiros anos como adulta e acompanhou-me desde sempre. Foi de lá que, apesar de estar mal escrito, retirei o meu nickname que me acompanha nos blogs desde 2005… “when incense burns, smoke unfurls, analogue girl in a digital world”. Esta frase ainda hoje resume muito de quem sou. 

A Erykah conhece-me melhor que eu própria. 

Este álbum envelheceu muito bem, continua com uma sonoridade impecável, algumas das músicas já são clássicos, outras parecem-me ainda mais brilhantes do que antes. Adoro como este álbum me acompanha há tanto tempo e ainda assim me faz sentir que me ensina algo. É tão raro isto. 

Quando me sinto mais distante, desligada, perdida, ouvi-lo do início ao fim é um regresso a mim mesma, é encontrar equilíbrio novamente. Todo ele vibra em mim. “Oh baby… we need to smile…

Sinto-me uma sortuda por ter esta relação com o álbum, por muito parvo que isto soe. Alguém tem também um amor incontornável por um álbum como eu? Ou é só de mim e eu sou estranha?

Monday, April 10, 2017

Random monday stuff


(foto by me a caminho do emprego hoje de manhã. A luz estava maravilhosa e esta foto não lhe faz justiça)

Hoje de manhã pareceu-me ver a primeira estria na barriga. "Paniquei "um pouco e enchi-me de creme porque era a mãe das estrias. Espreitei novamente à tarde e já lá não estava. Provavelmente era algum vinco do pijama. Livrei-me de boa. Por enquanto, pelo menos...

Ontem estive a escrever, finalmente. Foi pouco mas fez-me bem. Também fiz algumas colagens naquele que pode bem ser um futuro art journal. Cortei desenhos meus para lá incluir e desfiz um pouco o mito de que as coisas são intocáveis. Gosto da forma como começo a abraçar estes projectos imperfeitos. Fazem-me sentir que posso sujar e disparatar à vontade. Experimentar e mudar a perspectiva das coisas. Em breve talvez tenha algumas páginas para mostrar.

Cheguei à conclusão que as hormonas pioram exponencialmente o meu road rage, e sei que tenho de me controlar antes que faça um pião e agrida alguém. Aproveitei a calma desta fase e fiz por vir sempre pela faixa da direita para o trabalho, sem acelerar demasiado nem ultrapassar e cheguei bastante cedo na mesma. Não me stressei pelo caminho e pude aproveitar a viagem e simplesmente desfrutar da paisagem e do nascer do sol. A vista privilegiada que tenho todas as manhãs é uma das maiores alegrias do meu dia mas nunca a usufruo como deve ser. Hoje foi o dia. Espero manter-me assim mais algum tempo, em especial quando o trânsito voltar.

Ando a pensar muito no minimalismo. E no mindfulness, porque preciso de controlar os meus nervos e acalmar a mente. Apetece-me simplificar tudo. 
Falando em minimalismo, achei este vídeo interessante. Tem sugestões que merecem a pena explorar, nem que seja apenas pela reflexão em si.

Estou a viciar-me em programas sobre imobiliário e renovações e coisas do género (maldita sic mulher e sic caras). Pena que não possa investir como os senhores dos programas. Mas sonhar e imaginar ainda é de graça.

Tive um jantar com os meus amigos de infância lá por casa, mas o improviso ainda trouxe mais gente e a casa encheu. Esta alegre confusão deixou-me estupidamente feliz

Tive uma segunda feira tranquila e animada, com uma hora de almoço prolongada na companhia de uma miúda fantástica que conheço de blogs há uns anos e nunca tivemos oportunidade de nos encontrarmos com calma para falar (e hoje acabou por ser a correr mas só deu vontade de combinar mais). Adoro como os blogs continuam a trazer-me estas surpresas na vida. 

Esta semana é mais curta e vem aí a minha época preferida. Não sei se já tinha dito que adoro a Páscoa?

Boa semana a todos!

(sublinhei propositadamente algumas expressões em cada um destes acontecimentos. Pontos que marcam cada uma destas coisas, são todas positivas, alegraram-me muito o dia e estou profundamente grata por cada uma delas, mesmo pelo susto da estria. Hoje tive uma segunda-feira atípica, calma e animada, deviam ser todas assim.)

Wednesday, April 5, 2017

A sonhar com isto

Não sei se foi de ter aprofundado um pouco mais a reflexão pela escrita e pelo desenho, se é por andar a ler mais sobre mindfulness, se por levar andar de facto mais empenhada em tirar um tempo para escrever e desenhar, mas ando novamente perdida de amores pelos art journals (haverá uma boa expressão portuguesa equivalente? Diários gráficos parecem-me sempre tão técnicos e sem graça...) que vejo pela frente. Há pouco tempo deu-me para incrementar ainda mais o meu board do Pinterest e ando a sonhar e babar com isto. Comecei inclusive algumas experiências, o meu diário de gravidez é também ele uma experiência nesse sentido, mas ainda sem grandes resultados. 

No entanto não vou desistir. Aos poucos as coisas fazem-se e acredito que depois de arrancar, vai fluindo de outra forma.

Enquanto não produzo coisas suficientemente consistentes para partilhar, continuo a sonhar com alguns destes, e a deixar-me inspirar para as minhas futuras criações. Lá no Pinterest há mais, mas estes chamaram-me a atenção. Adoro os contrastes, as camadas, a textura, a sujidade. Há algo de muito interessante e genuíno num art journal... 






(Ania Leike - daqui)





Usei os links originais e devidos créditos para partilhar estas imagens, se a imagem é tua e quiseres que a retire do blog, por favor envia-me um e-mail para analogirl.blog@gmail.com // I used the original links and credits to share these images, if this is yours and want it removed from the blog, please send me an e-mail: analogirl.blog@gmail.com

Tuesday, April 4, 2017

Dois dias em casa


Isto podia parecer um título meio parodiado de um filme cómico alternativo mas não, foi uma pequena pausa a que tive direito, com o aval da minha médica que me viu demasiado nervosa na última consulta. Esta coisa de não dormir não convém a ninguém, muito menos a uma pessoa que traz outra dentro de si. 

Claro, disse-me que não podia ficar esparramada no sofá a comer (já bem basta o aumento agressivo de peso no último mês) e por isso mesmo dei corda aos sapatos e aproveitei para começar as longas caminhadas que ela recomendou. Vocês que já me conhecem sabem que eu vou sempre para a praia. Ontem fui de tarde, hoje já aproveitei a manhã. Praias diferentes, horas diferentes, públicos diferentes.

Os dias estão tão estupidamente convidativos que só apetece ficar de papo para o ar, e já se nota o movimento louco dos surfistas, dos adolescentes (uns mais parvos que outros), ou dos muitos turistas a passarem pela linha. De manhã o sossego é outro e vemos as pessoas da zona que vivem mais devagar e aproveitam os benefícios de aqui morarem. 

Com mais ou menos gente, a verdade é que mal sinto o cheiro a maresia o meu coração abranda, o meu cérebro entra num estado de pura felicidade e sinto que estou em casa. Não creio que conseguisse viver longe da costa, amo demasiado o mar. 
Pensei que não aproveito o suficiente, que tenho de andar mais, ir para junto da água salgada, sentir a areia, o cheiro. E que tenho de ensinar tudo isso ao miúdo que aí vem, de tudo o que gostava de lhe passar, percebi que o que mais quero é que ele também ame o mar.

Perco demasiado tempo a aborrecer-me com a minha rotina, e com esta altura do ano é tão mais fácil voltar a ter a praia perto de mim, e tudo se tornar mais optimista e luminoso.

Ando a aproveitar também para por as leituras e o walking dead em dia (andei a procrastinar, mas ao menos agora tenho os episódios todos para devorar), e ver se é desta que retomo a escrita nos diários. Também já marquei as minhas mini-férias (a minha babymoon) lá para Maio, que serão muito curtas mas vão ser o balão de ar necessário depois dos preparativos que tenho ainda pela frente. Mal posso esperar.

Depois desta pausa (e ainda o dia de hoje vai a meio) sinto-me novamente capaz de enfrentar a dureza do meu dia-a-dia e talvez, dormir um pouco melhor. Devíamos todos poder fazer isto mais vezes. 

Thursday, March 30, 2017

Switch off

Andava eu lançada com os posts e depois isto volta a morrer na praia. Não tenho mesmo feitio para postar de forma muito regular, mas acho que já todos percebemos isso. Isto é consoante a disposição.

Este mês está a ser complicado a vários níveis, e apesar de tentar manter uma atitude positiva, as hormonas e a falta de sono estão a desestabilizar tudo o que cuidadosamente construí ao longo do ano passado. Durmo 4 ou 5 horas por noite, no máximo, a barriga pesa e cresce, acordo com dores no corpo, a falta de sono aumenta a fome, como mais doces para compensar algumas falhas emocionais, insulto todos no trânsito (e não só), não tenho paciência para as pessoas e desconfio que também já não têm grande pachorra para mim. As arritmias agravam-se todos os dias. Aumentei dramaticamente de peso neste mês. Percebo portanto que estou a entrar num estado um bocado descontrolado. Preciso de um time-out. Abrandar.

Por isso vamos recomeçar devagar. 

Controlar os desejos maníacos por doces, comer bem, alimentar o meu corpo e a alma. Respirar devagar, porque nesta altura é tão fácil ficar ofegante. Os dias mais longos chegaram e há que começar a dar uso aos ténis e à praia tão próxima de mim para as caminhadas e os passeios que tanto desejo. Ler muito. Ler é a minha cura para tudo.
Quero preparar a chegada do bebé com calma e aproveitar cada segundo desta fase. Em breve ele estará cá fora e aí vai ser tramado escrever regularmente no blog.
Ele está bem e é o que mais interessa. Mas quero ficar bem para ele também. E para mim, que mereço.

Volto em breve com as minhas histórias, quero tanto escrever!
Para já, não estranhem, vou devagarinho.

Tuesday, March 14, 2017

5 coisas que... epá não



Esta coisa de estar grávida faz-me pensar nos registos desta fase, e a querer concretizar alguns desejos para aproveitar a barriga e esta fase bonita, e tirar maior partido de quando a criança nascer e assim… Mas vá, com alguns limites. Há coisas que não me imagino a fazer nem que a vaca tussa. E isto não é uma crítica a quem faz, mas são pequenas coisas que não têm nada a ver comigo e não tenciono fazer de todo. 
E aqui abaixo segue as 5 coisas que não quero fazer na gravidez/pós-parto. 

1- Sessão fotográfica semi despida. Gosto muito da minha barriga e tenho orgulho dela, mesmo que esteja enorme, mas… não quero de todo tirar fotos em biquini ou algo parecido. Claro que vou querer fazer uma sessão de fotos de grávida, e eventualmente talvez mostre alguma pele mas… epá não sei, não é para mim. O mesmo se aplica ao pai da criança. Há fotos sexy do casal com a mulher grávida sim senhora (esta é uma delas, para mim, mas convenhamos, eu não sou a Carolina), mas acho que não é a minha cena. Ou se o fizer ficam bem guardadas apenas e somente para meu gáudio pessoal. Já vi coisas medonhas por aí, é tão fácil resvalar para o mau gosto.

2- Pintar a barriga para eventos, fotos, etc.. Pois, não quero mesmo, não tolero de forma alguma. Nem moldes de gesso, já os vi à venda em supermercados (nem tinha onde guardar aquilo em casa). Na minha barriga só creme gordo, obrigada.

3- Voltando às sessões fotográficas, não quero nada em estúdio, com sapatinhos, letras, corações com as mãos, o nome da criança, whatever. A criança ainda não tem nome e tanto quanto sei até posso mudar de ideias quando o conhecer, por isso, quero a cena o mais neutra possível e vá… uma sessão de grávida até é capaz de ser mais sobre a mãe (e o pai) do que sobre a criança. Ou não, mas pronto, na minha óptica não concebo. 

4- Falar em nome dele. Não me estou a ver a mandar mensagem tipo para a família quando a criança chegar a este mundo ao melhor estilo “Sou o …. Nasci com xx kgs às tantas horas de parto natural. Eu e a minha mamã estamos bem… yadda yadda yadda”. Não. Não é a minha cena. Talvez aconteça uma derrapagem qualquer do estilo “olá tia” para a minha irmã, para a minha cunhada ou assim, mas nada mais significativo que isso. Se quando fizer um ano eu escrever o convite em nome dele autorizo quem quer que seja a esbofetear-me.

5- Por último, e para mim, um autêntico flagelo, fotos de recém-nascido ao estilo Anne Geddes são completamente postas de parte. Nada de decorar o bebé, enfiá-lo em baldes, obrigá-lo a apoiar a cabeça nas mãos, deitá-lo em tapetes de pêlo. Não consigo, acho horrível. Quero fotos naturais. Eventualmente gostaria de fazer uma sessão pós-parto com aqueles momentos mágicos do começo e claro, na intimidade do lar, umas fotos deste ou deste género. De resto quero as básicas do dia-a-dia, sem artifícios nem encenações.

E pronto, é isto. Sinto-me tão aliviada. Peço desculpa se ofendi alguém que fez qualquer uma destas coisas ou se acha piada, mas eu tenho de ser honesta e não gosto mesmo. Cada um com a sua mania. 

Monday, March 13, 2017

Coisas minhas

(Foto: unsplash)


É engraçado como há peças da vida que se encaixam de forma tão curiosa. Por vezes parece que as coisas acontecem de propósito. 

Há dias cheguei à conclusão que por vezes me sinto abatida e triste porque deixei de apreciar as coisas boas, aquelas por que estou grata. Por vezes olho para tudo como se fosse um problema e fico a remoer sem necessidade. Ando a tratar de afastar esses pensamentos e fazer por me lembrar que a gratidão tem muita razão de existir. E há sempre coisas que fortalecem essas decisões por vezes tímidas.

A semana passada, para além de perder a minha avó, perdi também uma oportunidade. Bem, na verdade ninguém me garantiu que teria essa oportunidade, mas era algo em vista, que poderia ou não arrancar. Pois que arrancou e eu não fui considerada. Senti-me um pouco rejeitada e desvalorizada, e não são sentimentos fáceis de lidar. 
Especialmente quando se percebe que se fez um esforço e ninguém viu, quando uma pessoa cria expectativas de que aquilo seria ideal e bom, especialmente quando sentimos que é injusto. 

No entanto tive de erguer a cabeça e repensar. Queria mesmo esta oportunidade? Queria mesmo seguir este caminho? Não seria dar passos atrás? 
Percebi que se este caminho se tivesse aberto à minha frente que me iria suscitar mais dúvidas que garantias, mais cansaço do que conforto. E eu já passei o suficiente para não querer voltar a agitar as coisas da maneira errada. 

Percebi também que percorri grande parte da minha vida pessoal e profissional sem um objectivo de maior (e não há nada de mal nisso, “nem todos os que vagueiam estão perdidos”, já dizia o nosso amigo Tolkien), sem ambições específicas sem ser de trabalhar honestamente, ter uma vida minimamente cheia de experiências pessoais, viagens, a busca de uma família, o criar uma casa confortável, ler livros que gosto, investigar assuntos de interesse… E acho que o tenho feito até agora. Ainda não fiz tudo, mas também não queria conquistar tudo agora. 

E percebi que nem todas as oportunidades de fazer coisas diferentes são feitas à minha medida. Já tinha aprendido isto, e também a aceitar quando assim o é. E esta é claramente uma situação dessas.

Não estou assim tão longe dos objectivos que imaginei para a minha vida. É claro que quero mais. Este ano tenho recuperado uma vontade cada vez maior de sonhar e produzir. Voltei a escrever aqui, pinto e desenho mais. Escrevo mais. Sinto que atingi alguns bons patamares, culminando mesmo nesta gravidez tão desejada. A partir daqui se calhar posso ser mais ambiciosa e criteriosa. Já conquistei tanta coisa, talvez pouco palpável, mas que interessa tanto, que a partir de agora sinto que vou mesmo começar a lucrar.

E, passado o sentimento de frustração, a verdade é que fico aliviada. Posso libertar-me de algumas amarras que me seguravam, posso olhar mais genuinamente para o futuro, posso descortinar outras oportunidades e agarrar-me a elas com outra força, mais confiança e mais consciência. Sinto que muitos dos passos que dei eram mesmo para me trazer até aqui, para me trazer de volta a mim.

A minha palavra do ano faz cada dia mais sentido, encaixa perfeitamente em tudo o que tenho vivido, dá-me fé no que aí vem. E ter noção disto é absolutamente fantástico. 

Sunday, March 12, 2017


E para animar um pouco o domingo...

Saturday, March 11, 2017

"Quem parte, fica..."

"...Nos corações dos que a amavam, da família, dos amigos…" Ficaram-me estas palavras do padre, uma cerimónia bonita e tranquila, num dia de sol, quando nos despedimos dela.
A semana começou em paz no entanto virou rapidamente um turbilhão de emoções. A minha avó morreu. A minha avó Nazaré. 

Uma pessoa que parecia tão frágil e que superou tanto. Que nos enganou a todos, que nos fez acreditar que era mais forte do que aparentava e que por isso a julgávamos invencível. E, na passada terça feira, acordámos para uma realidade sem ela. A realidade em que ela não acordou. Ela estava bem, em paz finalmente, sem dores nem limitações. Nós nem por isso.

A minha relação com a avó Nazaré teve altos e baixos. Ela desafiava-me. Não se continha em críticas e opiniões. Era dura e não escondia o que sentia. E se vezes houve em que senti que não correspondia aos padrões dela, a verdade é que quando cresci, era visível o orgulho e respeito que ela tinha por mim. Não diria que a nossa relação era a mais especial, mas era nossa, com as suas particularidades e especificidades. Ela ensinou-me muito sobre a vida, e uma das maiores lições que tiro da minha convivência com ela, é que somos apenas humanos, que temos fraquezas, e que ser adulto não significa fazer tudo bem, mas que temos de nos aceitar e às nossas limitações. E está tudo bem. Há amor nos nossos actos e isso é que conta. É isso que fica. 

A minha relação com ela ajudou-me a definir quem sou de muitas formas. E estou tão tão grata por a ter tido na minha vida que não tenho palavras. As saudades sufocam e agora tenho de viver com elas e com memórias e histórias. Fazer por não me esquecer da suavidade da sua pele perfeita, das unhas impecavelmente pintadas e arranjadas, do seu cheiro e da vivacidade no olhar, que nunca desapareceu. 

Perdê-la foi um golpe muito duro. Nestes dias, encarar a realidade sem ela, pontuada por inúmeros carinhos e festas na minha barriga e desejos de felicidades e uma hora pequenina foi dos momentos mais estranhos que já vivi. Não compreendo ainda o conceito de dar-lhe um bisneto, aquele que ela acreditava que ia ser o primeiro mas afinal seria o quarto, e ela não estar cá para o conhecer quando nascer. É algo que ainda não assimilei, mas terei de aceitar. Será mais uma avó sobre quem contar histórias. Que partiu, mas deixou tanto, e ficará para sempre comigo.

Saturday, March 4, 2017

Morning walk

Não sou das pessoas de passar a vida na rua, gosto da minha casa, do meu canto, e as minhas manhãs de fim-de-semana são passadas na preguiça, mas hoje precisei de calçar os ténis e fazer-me à estrada, pôr quilómetros atrás de mim. Viver perto da praia é o meu maior privilégio, de vez em quando tiro estes momentos de mim para mim, sozinha com os pensamentos e consigo fazer o reboot ao cérebro. 

E foi tudo que precisava. Inclusive molhei os pés na água gelada. Vi cães a brincar uns com os outros, surfistas a prepararem-se para ir para o mar, o dia a começar preguiçoso, e depois mais e mais pessoas a chegar e eu já estava pronta para partir. Um começo calmo e inesperado para um fim-de-semana prolongado.
Não resisti a tirar algumas fotos com o telemóvel e partilhá-las convosco.
Que seja um fim-de-semana calmo e que o sol continue a brilhar inesperadamente. 








Thursday, March 2, 2017

5 razões que fazem do tio Patinhas um dos meus heróis

Março é para mim um mês de gastos. É o mês com mais aniversários na família, e daqueles a quem tenho mesmo de dar presentes. Este ano não é excepção, especialmente se ainda somarmos às loucuras do costume as consultas e ecografias e ainda uma despesa fofinha de obras no prédio. Isto de ser adulto e gerir as complicações monetárias não é fácil. 

Mas eu sempre fui uma rapariga dada às poupanças e no meio do caos que por vezes se instala, arranjo sempre espaço para guardar algum dinheiro, gerir gastos, e planos B para tudo. Não é por acaso que o tio Patinhas sempre foi um dos meus heróis e exemplos a seguir em muitas coisas. E é sobre ele que quero falar, porque ainda hoje gosto de assumir que o tio Patinhas é um dos meus heróis de infância, e que se mantém até ao presente. Há muito que queria escrever um post sobre o assunto, e finalmente cheguei lá.





Pondo de parte as minhas divagações infantis, em que acreditava que iria conseguir mergulhar no dinheiro como ele se guardasse moedas suficientes para encher, vá, uma banheira, eu acho mesmo que o velho sovina é um exemplo a seguir. 

Para além das dicas de poupança (como usar a mesma saqueta de chá várias vezes, não levar a carteira para alguém pagar por nós, etc. :D), há uma série de outras preciosas lições que podemos aprender com ele. 


(desenhos do fantástico Carl Barks, o "pai" do tio Patinhas, que obviamente venero e a quem estou eternamente grata pela criação de uma das personagens mais amadas de sempre da Disney)

1- Nunca é tarde demais para perseguir tesouros - ou sonhos. Se há coisa que o tio Patinhas me ensina é que não há idade fixa para se viver uma aventura, procurar um tesouro enterrado, aprender mais. Mantém-se sempre curioso e interessado e disposto a arriscar, e isso inclusive parece trazer-lhe mais genica e energia. É algo que devemos ter em conta em tudo na nossa vida.

2- Defende o que é seu com unhas e dentes - Não interessa se está a proteger a caixa-forte de um ataque dos metralhas com o canhão a postos, o tiozinho nunca de distrai do que é importante para si e não deixa as suas conquistas em mãos alheias. 

3- Dá valor às pequenas coisas - Guarda a primeira moeda que ganhou como um tesouro, um símbolo do seu passado sofrido, para que nunca se esqueça de onde veio e o caminho que percorreu. Não que as suas origens humildes estejam presentes em todas as suas acções (na verdade, houve episódios de fraqueza em que se achava acima dos outros, mas ainda gosto mais dele por isso), no entanto acaba por dar a mão à palmatória e a relembrar as coisas verdadeiramente importantes da vida.

4- Admite que estava errado - Perdi a conta às histórias do tio Patinhas em que deixa a ganância falar mais alto para perceber que no fim o que realmente valoriza na vida são os prazeres mais simples. Especialmente nas histórias da Vovó Donalda, que consegue sempre vergá-lo em nome da razão e perdoa o pato arrependido como uma verdadeira avó.

5- Conquistou a sua fortuna por si próprio - Há lá coisa mais valiosa do que subir a próprio custo, sem ajudas, sem heranças, com os recursos que se cria? E acima de tudo, com honestidade. É uma das facetas mais admiráveis do tio Patinhas, e foi sempre um valor pelo que me guio ainda nos dias de hoje. Não que vá enriquecer nos tempos mais próximos, mas sempre me fez acreditar que o esforço compensa, e que chegamos aos nossos objectivos se não tivermos medo de experimentar, de inovar, de explorar novas soluções. E de nos mantermos honestos, com os outros e especialmente, para connosco próprios.

Digam lá se já tinham pensado nisto antes? 

Wednesday, March 1, 2017

A menina quer


Não quero que o blog se torne uma montra de coisas relacionadas com a maternidade e bebés (até porque na verdade... não penso muito nisso ainda), mas recebi a newsletter da Zara Home a semana passada e... opá, eu derreto-me com isto. Levava já tudo para casa, não interessa se é menino ou menina.