Tuesday, July 19, 2016

Aquelas coisas que aprendemos

A minha mãe começou a namorar o meu pai quando tinha 14 anos. Era portanto uma miúda, mas apaixonou-se e manteve-se com ele ao longo da vida toda. Sempre achei a história deles muito bonita, e o amor deles muito comovente a vários níveis.
No entanto não é sobre os meus pais que vou falar hoje.
Dizia eu que a minha mãe tinha 14 anos, e começou a namorar com o meu pai num Carnaval, portanto, algures em Fevereiro. E, obviamente, isto tornou-se uma distração e no segundo período as notas dela baixaram.
Quando ela recebeu as notas em casa pela altura da Páscoa, a minha avó, como será de esperar em muitas mães ou pais, zangou-se e desatou a barafustar com ela e a ameaçar castigos. O meu avô manteve-se silencioso durante o monólogo da minha avó, a minha mãe de cabeça baixa, envergonhada, a balbuciar desculpas. O meu avô, o homem que mais admiro à superfície da Terra, depois da minha avó se ter calado limitou-se a dizer: “filha, sei que te distraíste e as coisas não correram bem, mas eu sei que tu vais conseguir dar a volta e que vais ter melhores notas no 3º período”.
A minha mãe contava-me esta história tantas vezes a sorrir porque “uma coisa é gritarem contigo, e tu sentes-te com vontade de ripostar e contradizer, outra é darem a entender que têm confiança em ti, e aí não tens outra hipótese senão corresponder ao voto de confiança”.
Esta história é ainda hoje muito importante para mim. Porque funciona a muitos níveis. É claro que dar castigos ou levantar a voz é por vezes inevitável quando se educam crianças. Mas e quando já não são crianças? Esta atitude do meu avô, é, para mim, uma excelente lição de parentalidade, consciente de que cria seres humanos, decentes e capazes de tomar as suas decisões, de se responsabilizarem pelos seus actos.
Para além de que é um exemplo fantástico de liderança. O meu avô, sem querer e sem educação neste sentido, parece-me por vezes um guru ao nível do Simon Sinek. :)
Lembro-me desta história com frequência quando reflicto sobre estes assuntos. Porque há que saber largar o controlo de algumas coisas e simplesmente confiar, especialmente se lidamos com pessoas. E todos os dias lidamos com pessoas.
Hoje pensei muito nisto e só me faz sentido partilhá-la convosco.

Monday, July 18, 2016

Untitled


Já comecei a escrever vários posts nestes últimos meses que justifiquem a minha ausência. Depois de despejar em várias páginas de texto em que desenvolvo diferentes linhas de pensamento chego sempre a uma conclusão muito simples: Estou esgotada. E não há como contornar ou evitar o assunto. Percebi que cheguei ao limite das minhas forças quando passava a vida a sentir-me cansada e de repente esse cansaço transformou-se em desinteresse, desapego e por muitas vezes, tristeza. Parece que me perdi, que já não sei muito bem quem quero ser e o que quero fazer da vida. Este foi o primeiro ano em que fiz anos e não tive bolo ou velas, nem vontade de pedir desejos.
Isto nunca me tinha acontecido. Tenho MESMO dificuldade em fazer os malabarismos do dia-a-dia. Há momentos em que sem saber bem como, perco as forças, o ânimo e a capacidade de pensar sequer. 
Por isso ando em modo pausa até recuperar a vontade.

Cada dia tem sido um processo interessante de recuperação e descobertas em relação a mim própria. Agora, mais do que nunca ando a aprender a ouvir o meu corpo. Ando a abrandar o ritmo, a dar-me tempo para pensar, a tentar perceber quem quero ser e quais os meus próximos passos. E isto tem sido um processo algo solitário mas extremamente enriquecedor. Ando a aprender imenso acerca de mim mesma, do funcionamento da minha cabeça, os meus medos, o que me move, e acima de tudo, a ter paciência comigo própria. (Ajuda imenso ser Verão, porque o próprio ritmo dos dias ajuda a libertar algum espaço mental e a deixar algum tempo para viajar na maionese)

 Depois de alguns dias mais negros em que tive de aceitar que já não dava, de ter cedido, de ter pedido ajuda, começo a recuperar um pouco, sempre cautelosa porque ainda não sei avaliar as consequências de baixar as guardas, mas acredito que o pior já passou. :)
 Estou a partilhar isto, não só para justificar a minha ausência, mas também para deixar aqui espaço aberto ao diálogo. Tenho saudades deste blog e tenho saudades de estar mais presente, saudades de escrever, mas senti-me paralisada por muito tempo, já não sei como levar isto para a frente. Vamos considerar este post como um desbloqueador de conversa, e espero que vocês tenham opiniões, experiências que queiram partilhar comigo e acompanhar-me nesta fase do percurso. 
 Neste momento já só penso nas férias (faltam duas semanas certinhas) e vou voltar às origens, o que me enche de boa expectativa e pensamentos felizes. Por aí já há férias no horizonte? Ou estão a meio? Ou não tiram férias de todo nesta época?
Ainda sem datas marcadas, sem compromissos de maior, tenho só de acrescentar que é bom estar de volta, que penso no meu cantinho quase todos os dias e espero que vocês ainda me visitem e passem por aqui. Mesmo que o optimismo e o entusiasmo sejam mais raros.
Uma boa semana para todos!

Monday, May 16, 2016

Fugir à realidade... só um bocadinho

Não há dia em que passe sem pensar que queria escrever mais por aqui. Mas como vos disse já, ando demasiado ocupada, demasiado desinspirada, demasiado a precisar de férias. Férias até da minha própria cabeça, pois que para ajudar à festa, hoje, depois de muitas buscas, realizei que posso ter deitado um cheque-prenda para o lixo. Pois... São daquelas coisas que só eu faço. Mas adiante. Decidi que não me vou martirizar nem lamentar. Se por acaso não o perdi, encontro-o em breve. Se não, paciência, não me fez particular falta até agora e posso viver sem ele. Com muita pena, mas nada que não se supere.

De resto, com mais ou menos stresse, mais ou menos horas de sono dormidas, vou levando os dias o melhor possível, e começo a ver a balança a voltar a pender para o optimismo. O Benfica ser tricampeão é daquelas coisas que melhora muitíssimo a disposição, mas não é só. 
Ajuda-me andar a ler (e reler) livros que me fazem abstrair da realidade, ajuda que eu deixe a imaginação correr por si só, sem procurar objectivos (isto será assunto para outro post), ajuda ver coisas como esta... Um estúdio fotográfico do século XIX em miniatura, feito pelo artista Ali Alamedy
Hoje cruzei-me com esta maravilha e não consigo tirar os olhos das fotos. Se há uns tempos vos falava de cortes em papel, o que dizer sobre a paciência necessária para recriar um cenário destes? Dá vontade de saltar lá para dentro e conhecer cada detalhe.








Segunda-feira é mesmo o melhor dia para uma evasão à realidade. 

Tuesday, April 26, 2016

Pausa, sol e yoga

Regressei hoje à rotina depois de uma pausa de 5 dias. Mini-férias. E mesmo que tenha de trabalhar, escrever, limpar a casa e aproveitar o bom tempo para secar roupa, uma pausa é uma pausa. Esqueci-me do trabalho. Voltei hoje já sob pressão. Mas com vontade de ir de cabeça organizada e arrumada. Com vontade de estabelecer critérios, fazer listas de tarefas sem ser demasiado rígida, saber onde posso ter mais flexibilidade e onde tenho de apertar. Sabe bem deixar o dia rolar. Não acontece todos os dias. Mas na Primavera/Verão acontece mais. 
Fiz uma aula de yoga no sábado, daquelas do youtube. Estava perra como já não me recordava. Hoje repeti-a e o meu corpo lembrou-se melhor do que é a flexibilidade. Estou ansiosa de ver como ele reage amanhã ou depois. Estou leve e sinto a pele a respirar.
Voltei a comer tremoços, e a sentir o sol na pele. Escaldei as pernas nos buracos das calças. Molhei os pés na água fria da costa, fiquei com dores de cabeça. Li muito um livro que surgiu inesperadamente, e inesperadamente, é bem melhor do que se previa no início. Tento comer melhor, acalmar o gosto pelos doces.  Não tirar fotos de nada e apenas aproveitar. Não procuro a perfeição, apenas dias mais equilibrados, mais pacíficos. Acalmar estas palpitações que o café que voltei a beber provoca. Deixar novamente o café, mas lembrar-me que é quase época das minis e mojitos. Fazer planos para fazer uma vida mais de rua, mais de sol, de mar e calor. Fazer planos para jantares românticos, fazer planos para uma vida mais minha. Os dias não são todos assim. Há que sorrir com eles. 
Boa semana curtinha pessoal!

Tuesday, April 19, 2016

Coming back

Ainda não sei bem com que tom deva marcar o meu regresso. Faz agora dois meses que não escrevo por aqui e as saudades apertam. Já escrevi dois ou três textos, ainda não sei se estou a fazê-lo como eu queria e gostava mas… Mais vale imperfeito que ausente.
Os meus dias têm sido difíceis. Esta talvez seja a maneira mais bonita ou suave de o dizer. Não que eu esteja na expectativa que tudo seja fácil e colorido, mas ao escrevê-lo e assumi-lo… Sinto que estou a torná-lo mais real. E custa-me admitir que tenho vivido num estado semi-depressivo enquanto tenho coisas maravilhosas a acontecer-me. Que têm havido demasiados dias com lágrimas no meio de coisas tão boas. Mas talvez faça parte da evolução e crescimento, às vezes a vida é mesmo assim.

A mudança de emprego foi agridoce. Mais para o “agri” do que para o “doce”. Houve mesmo dias em que me questionei o porquê desta mudança. Não me arrependo, mas pus muita coisa em causa, pensei muito no lado humano e no que significa o trabalho de equipa e aprendi muitas coisas com esta experiência. O lado mais positivo disto tudo… Faz-me questionar tudo o que antes tomava por garantido. Será certamente algo de bom para me preparar para o futuro. E faz-me sentir que o futuro é sempre algo em aberto. 

Fora deste rebuliço, sou feliz em casa, tenho-me recolhido e refugiado nas minhas quatro paredes, a dois ou a três, e planeio uma primavera cheia de projectos de melhorias em casa, e alguns DIY. O projecto Sweet Rebel está a ser um desafio entusiasmante. Abre-me portas, dá-me motivação onde falta no dia a dia, dá-me desafios e obriga-me a escrever mais frequentemente. Estou a adorar tudo o que esta experiência me proporciona, aprendo cada vez mais sobre mim mesma e sobre os meus limites e capacidade de organização. Há dias em que custa fazer malabarismos entre trabalho, gestão da casa, sweet rebel e ainda procurar um espacinho para me sentar no sofá a rever os episódios do Breaking Bad no Netflix (sou uma mulher de vícios, o que fazer?), mas vale tanto a pena.

E agora, quando começo finalmente a encontrar o equilíbrio entre tudo, sinto que há finalmente espaço para voltar ao blog. E tenho até algumas ideias para isto, que gostava mesmo de levar a cabo. Sem obrigações e sem pressões, porque o meu blog continua a não ter agenda editorial, mas quero regressar, arrumar o espaço e continuar a receber-vos.
Vamos a isso então. Com mais ou menos optimismo, por a coisa a andar. 

Thursday, February 18, 2016

It's out there

Sempre fui aquela miúda estranha. A geek, com um sentido de humor meio esquisito, que suscitava vergonha alheia e vivia com o nariz enfiado nos livros. Soube durante muito tempo o que é ser carta fora do baralho, e recordo-me da sensação estranha que foi, no 9º ano perceber que fui a única a ir para artes. E essa decisão foi o primeiro passo que alguma vez dei em direcção à liberdade e afirmação de quem sou. Essa decisão salvou-me a vida, deu-me força para perseguir o que quero e gosto (e pensar que estive tão perto de escolher letras).
Passados tantos anos, já dei vários passos, não sem a sua dose de tropeções, e apesar de ter criado o meu espaço, ainda me sinto, orgulhosamente, a carta fora do baralho.
E aqui, no meu novo projecto que hoje diz olá ao mundo pela primeira vez, e muito bem acompanhada por 4 meninas fenomenais sei que tenho algo a dizer, e que a minha voz faz sentido em algo tão bonito e fora do comum. Não, não somos um site de casamentos, somos 5 miúdas a abrir os braços a todos os casais que querem que o seu dia seja uma opção sua, não uma festa espartilhada em tradições. A criar e dar espaço para que quem quer fazer algo diferente não se deixe levar pelas críticas alheias. Para que a sua voz seja ouvida, sem preconceitos. Um espaço para a arte, para as decisões em nome-próprio, para as cartas fora do baralho viverem o dia mais feliz da sua vida. Clichés à parte.
Venham visitar-nos, gostem-nos, inspirem-se. Vai merecer a pena a viagem.

Nada me preparava para o que ia acontecer hoje depois de postar este texto no facebook. Uma semana mal dormida desde domingo, muito trabalho, nervos, entusiasmo e dedos cruzados. Na terça-feira apontávamos os últimos detalhes e eu preparava febrilmente imagens teaser para o facebook. Hoje de manhã, pelas 9h, cheias de entusiasmo, eu es outras 4 meninas mudámos as fotos de perfil, tiradas pela maravilhosa Marta. Esta foto, com este texto, abriu as portas para algo que eu não esperava: uma onda de carinho sem precedentes, um chover de comentários e boa energia como nunca tinha experimentado. 

Sentia a circulação a pulsar em cada canto do corpo, toda eu formigava. Foram 3 meses de trabalho de bastidores, de reuniões loucas, de risota e de partilha de mil ideias. Foram 3 meses de preparação para que hoje pudéssemos dizer olá ao mundo.
E assim nasceu o Sweet Rebel Bride, no meio de amor, euforia e tanta agitação digital, tanta partilha. Pessoas com quem não falava há anos felicitaram-me, partilharam, foram lá e deixaram-me tão feliz. Foi algo sem precedentes.
Mas não podia de deixar vir aqui, deixar as palavras que ainda não consegui deixar no facebook. Estou de coração cheio. Não há como agradecer cada palavra de apoio e carinho que deixaram, não há como explicar a emoção que senti. Foi uma experiência maravilhosa, e em dias tristes ou quando a motivação falhar, hei-de relembrar como foi este dia e tudo vai ficar bem. Só por isto valeu a pena. E sabe-se lá o que vem daí...
Foi mesmo um dia em cheio. 



Uma coisa maravilhosa neste projecto? Há sempre um lado nosso, meu e das outras meninas, que faz sentido. Há espaço para todas, para as nossas especificidades, para as nossas personalidades. E acredito que temos algo de muito bom em mãos, e com o tempo, há-de abrir espaço para muita gente criativa e com vontade de fazer coisas diferentes. 
Acompanhem-nos nesta nova aventura, acredito que vai ser memorável. 

Espreitem-nos por aqui:

Wednesday, February 10, 2016

5 blogs internacionais para seguir

Ultimamente tenho dado por mim a pesquisar pela net fora feita louca. Esta coisa de participar num projecto novo (está quase quase cá fora, na devida altura conto tudo) e de ter algumas limitações no acesso à net no local de trabalho obrigaram-me a ser mais inventiva nas minhas buscas quando tenho tempos mortos. Aos poucos sigo sites mais especializados e trato cada vez mais o Behance e o LinkedIn por tu. E de tempos a tempos dou por mim a descobrir alguns blogs internacionais que de outra forma não me passariam pelos olhos e merecem a pena ser destacados e fazer parte da minha lista de visitas diárias.

Design is Yay


A blogger com o nome mais engraçado com que alguma vez me deparei, Wita Puspita (sim, parece que é mesmo o nome dela). Esta designer chinesa, que passou pelas Filipinas e mora na Austrália tem um dos blogs mais criativos e easy-going que me lembro de ver. Quando o descobri, fiz algo que não fazia há uns bons 5 ou 6 anos, fui ler os arquivos do blog desde o início… É uma bomba de inspiração e boa energia e está recheado de freebies. Merece a pena espreitar.


Oh so beautiful Paper



Blog de lifestyle cheio de projectos DIY com muito bom gosto, fotos maravilhosas e é uma óptima fonte de inspiração por si só. Parece-me ter um foco especial em estacionário, mas o que me inspira acima de tudo neste blog são mesmo os cocktails… 

The crafted life


Aposto que já muita gente conhece este, e o nome não me era estranho, mas pela primeira vez dediquei-me a olhá-lo com mais atenção e fiquei rendida. Acho que ando fascinada com estes blogs simples e coloridos. E ao olhar para isto ando cada vez com mais vontade de voltar a fazer alguns DIY’s… 

Lark & Linen


Blog de design de interiores e lifestyle. Há algum tempo que não encontrava nada de novo que me enchesse o olho nesta área. Adoro o look simples e depurado e está repleto de fotos bonitas e de inspiração bem catita. Check it out! 

Lisa Glanz


Encontrei esta artista no Behance por acaso e adorei. Tenho pena de não actualizar o blog com frequência, mas é uma bela fonte de informação e inspiração. E graças a ela já comecei a pesquisar novos métodos de trabalho que me serão úteis em tantas outras coisas.

Ficaram curiosos com algum?  

Friday, February 5, 2016

London time!

Tenho a sensação que tenho sonhado com Londres todos os dias. Nada de muito elaborado ou exaustivo, é mesmo só a impressão que fica ao acordar, uma vaga lembrança de passear nas ruas da cidade, de me sentir no meio daquela arquitectura e ambiência. 


Acho que não preciso de dizer que a viagem correu maravilhosamente bem. Num espirito de turista, sem dúvida, mas de alguma forma, perfeitamente misturada no ambiente da cidade. O que senti em Londres, acima de tudo, foi uma familiaridade enorme, não só por poder ver ao vivo e a cores os cenários e pontos-chave que conheço dos livros e filmes desde a infância, mas porque de alguma forma, tudo por lá me fez lembrar tantas coisas minhas, de outras viagens, de outros tempos. Londres tem de tudo, faz-me viajar no tempo e no espaço… e na maionese. Na catedral de S. Paulo quase esperava ver a senhora dos pombos a vender os saquinhos de migalhas (quem não conhece a referência, é da Mary Poppins, mas já agora vejam que merece sempre a pena).


O passeio começou logo durante a tarde de sexta. Fui ao meu muito desejado, Portobello Market. Perdi a conta às vezes que cantarolei a música “Portobello Road” daquele filme da Disney Bedknobs & Broomsticks (mais uma vez, um clássico que merece a pena), e me perdia pelas ruas, pelo sossego (porque era sexta e chovia), pelas lojas e pelas cores. Desejei poder entrar num café, lanchar a ver o movimento na rua, e ficar ali horas intermináveis simplesmente a aproveitar. Mas não havia tempo. Ainda calcorreei algumas ruas de Notting Hill, maravilhada com aquele ambiente tão característico e terminei o dia em Hyde Park, a percorrer os caminhos vazios e a ver o céu escurecer, visitar a estátua do Peter Pan e voltar a sonhar com a minha personagem preferida da literatura, e a fazer uma larga caminhada por South Kensington até ao hotel (não muito longe dali), espreitando lojas e tirando fotos pelo caminho.





No sábado comecei em Buckingham, desci até Trafalgar square e espreitei a National Gallery e suspirei com tanta obra de alguns dos meus artistas favoritos. De seguida foi a vez do parlamento, vi o London eye, passeei por Westminster, subi até Baker street para visitar a casa do Sherlock Holmes. Percorri mais um boa parte da cidade até Oxford street e Picadilly Circus, espreitei Chinatown e a M&M store. Bebemos uma Guiness num pub e terminámos o dia num restaurante marroquino onde uma bailarina com um peito de um tamanho proibitivo, dançava a dança do ventre. Aquilo é hipnótico!



(um esquilo em St. James's Park... irresistíveis)



(a mesa de cabeceira de Mr. Holmes) 

Domingo passei pela Tower Bridge e a Torre de Londres. Viajei no tempo e passei por Whitechapel na trilha do Jack the Ripper, e fui a Camden e rendi-me. Não sem antes passar por King’s cross e pelo carrinho do Harry Potter, prestes a apanhar o Hogwarts Express. Terminei o dia passando rapidamente pelo Harrods, visita curta essa porque os meus pés precisavam de descanso urgente. 





(fish and chips anyone?) 





Se no domingo estava de rastos, na segunda já estava preparada para mais e, para as despedidas ainda fui à catedral de S. Paulo e passei pelo bairro de Chelsea, em parte para ver o estádio, porque o homem vive e respira bola e tinha de aproveitar. Há sempre coisas que ficam penduradas, mas certamente que vou voltar. Várias vezes, se puder. 

O último dia deixou ainda mais saudades, porque, com (quase) tudo visto, pudemos finalmente caminhar com calma e sem destino e aproveitar a cidade com outro ritmo. Tinha passado a ganância de ver tudo porque não havia tempo. É curioso como me parece que tanto no primeiro dia como no último é que as viagens são realmente aproveitadas, são aqueles momentos em que levamos as coisas com calma e deixamo-nos envolver pelo ambiente da cidade, sem seguir escrupulosamente o mapa ou a lista. No primeiro dia há muito tempo pela frente, no último não há nenhum. E ambos traduzem-se em passeios mais lentos e tranquilos.

Londres superou todas as expectativas. Fui-me embora com uma melancolia enorme porque ainda não estava preparada para regressar, e isto não acontece em todas as viagens, normalmente fico logo com saudades de casa. Hoje faz uma semana que lá cheguei, acho que teria ficado lá mais alguns dias senão indefinidamente, mas estou feliz com esta pequena experiência, e na esperança de repetir a viagem e ter todo um novo leque de experiências por viver. Podemos sempre continuar a alimentar sonhos e viagens, ou sonhos de viagens...

Friday, January 22, 2016

Mudar alguma coisa

Como já disse antes, este ano decidi não fazer resoluções de Ano Novo. Há uma parte de mim que ainda acha tudo isto muito estranho, não ter as linhas-guia que me encaminhem as intenções, mas como sei que o mês de Janeiro é sempre aquele mês de ajustes e adaptações (e por vezes, frustrações), tenho aproveitado para repensar com tranquilidade naquilo que realmente quero para 2016 sem pressões. E ando a chegar a conclusões e a ideias interessantes que ando a por em prática, que, sem querer, me andam a dar uma direcção em alternativa às resoluções.

Não sei se vocês conhecem e fazem também, mas eu gosto muito de preencher o Unravel the year ahead (já falei dele aqui). Ajuda-me imenso a estabelecer uma intenção para o ano, através de uma palavra. Ainda não terminei de preencher porque fiquei bloqueada na palavra do ano até que percebi que, ao contrário de outros anos, não ando em ânsias para riscar tarefas, atingir objectivos, cumprir as resoluções. Percebi que tenho apenas uma decisão e essa decisão levou-me à minha palavra, que será “abrandar”. Cheguei à conclusão que a maior causa dos meus males, o que preciso de trabalhar em mim acima de tudo é dominar os nervos, falar mais devagar, pensar antes de agir, e focar-me mais. E ser paciente comigo mesma ao mesmo tempo. Por isso abrandar serve-me como uma luva. Não vou deixar de ser uma miúda ocupada, por isso tenho de lidar com o que tenho, quero saber quando e como parar (ou avançar), organizar-me para que tudo se desenrole com naturalidade e menos esforço, quero poder dar prioridade ao que é realmente importante e aos poucos, mudar aquilo que preciso.

No entanto, encontrar uma palavra não é tudo. Esta ajuda-me a definir a intenção, mas eu continuo a precisar de perseguir objectivos. Só que talvez de outra forma que não me obrigue a estar todos os dias a fazer um controle frenético da minha lista de tarefas, a desorientar os meus horários e rotina e a arranjar lugar ao stress quando não chego onde quero quando quero. A ideia seria eliminar, pelo menos para já, o “quando”, e dar-me alguma liberdade de encontrar o que funciona para mim.

Encontrei esta semana este post no Zen Habits sobre criar pequenas regras em vez das resoluções. É engraçado que antes de lo ler já tinha pensado em fazer precisamente isto. E vai completamente de encontro à minha orientação de abrandar e ser paciente comigo ao longo do ano. A ideia é bastante simples, em vez de determinar objectivos e projectá-los e definir datas e listas de tarefas, a ideia será apenas criar regras que nos hão-de levar lá. É assim um processo ao contrário. E gosto muito da forma como ele propõe de irmos acrescentando regras aos poucos, de duas em duas semanas, devagarinho e de uma forma natural.
Estou entusiasmada com isto. Já pensei em algumas que quero começar a implementar, mas acho que vou começar a segui-las mais a sério quando voltar de Londres (já só falta uma semana! Yey!). 

O ano começou com notícias tristes e dias cinzentos e aborrecidos. Mas os dias estão a começar a tornar-se maiores e mais promissores. E aquela velha vontade de fazer coisas, está a crescer. Devagarinho chegamos lá… :)

Thursday, January 21, 2016

O maravilhoso mundo do recorte de papel

Há alguns anos que reparo no crescimento de artistas e ilustradores que não só ainda preferem os métodos analógicos (my kind of people), como ainda nos conduzem a todo um mundo de possibilidades apenas e somente por saberem manipular como ninguém o material mais básico e mais simples: o papel.

Os primeiros trabalhos deste género que vi foram os da Britney Lee, cujo trabalho comecei a seguir febrilmente desde aí, não só pelos recortes, mas porque ela trabalha para a Disney, o que faz dela uma super-heroína (e foi só esta menina que pesquisou e trabalhou no aspecto visual do Frozen- ah!).

(Não é maravilhoso?)

Mas com o passar do tempo descobri por aí mais alguns que me chamam a atenção e ainda não decidi se me dão uma vontade louca de experimentar brincar mais com papel ou se me fazem não querer experimentar de todo porque alguns destes trabalhos são geniais...
Espreitem lá...















E é isto. E ficaria indefinidamente a mostrar-vos mais e mais imagens lindas e inspiradoras. Espero que gostem.

Friday, January 8, 2016

Making dreams happen in 2016

(Foto: Unsplash)

A primeira semana do ano deve ser a mais deprimente delas todas, por isso desculpem o silêncio dos últimos dias, apetece tanto escrever, mas só consegui posts sobre a minha neura, e não é bem o que me apetece postar. Depois de dias a arrastar-me para fora da cama a resmungar e a lamentar o meu destino de não ter nascido rica ou dondoca ou as duas coisas, penar no trabalho entre bocejos e arrancar alguma produtividade deste corpinho cansado, chega finalmente a sexta-feira. Depois de sobreviver a esta semana tudo o resto será mais fácil.

Mas enfim, vim aqui para contar novas mais alegres. Daqui a três semanas certinhas estarei por terras de Sua Majestade, a passear-me pela capital, faça chuva ou faça sol. Londres foi o primeiro destino internacional que me lembro de querer visitar, e foi sendo consequentemente adiada sem que eu conseguisse atinar com uma data/disponibilidade financeira/companhia. E nem estou em mim, vou tornar este sonho em realidade, e sei que vai ser memorável. 

Agora peço a vossa ajuda. Pessoas que conhecem a cidade, têm dicas, sugestões, truques, etc? Só agora começo a planear itinerários e ainda estou confusa com tudo o que quero/tenho/apetece fazer. Tudo o que quiserem partilhar será muito bem-vindo. Obrigada e um bom fim-de-semana a todos. A primeira semana já passou. We did it!

Saturday, January 2, 2016

10 coisas que aprendi em 2015

Agora que 2015 acabou,não podia deixar de, de mim para mim, deixar registadas as lições mais preciosas de 2015, para aplicar no futuro. Eu não disse que este ano foi um ano de crescimento interior?

1- Tu tens sempre uma capacidade e resistência maiores do que imaginas. Se tens forças para continuar, continua e insiste, as recompensas valem sempre a pena.

2- Não estás sozinha no mundo, não precisas de fazer tudo sozinha nem tudo de uma vez só. Take it easy, take it slow. E pede ajuda.

3- Fazer exercício é mesmo bom e quando páras, tens saudades. Não pares.

4- Se não limpares a casa quando queres, ela não desmorona. Se atrasar alguns dias (nada de exageros), ela mantém-se de pé e não é nada de mais.

5- Arriscar é bom, mas é importante saber lidar com as consequências. Sem medos. Se o risco foi uma má jogada, arrisca outra vez.

6- Não paniques porque estás a “ficar velha”. Divertes-te muito mais agora do que aos vintes. E és mais feliz. E mais gira.

7- Guarda tempo para as coisas que gostas. Quando não o fazes sentes saudades e sonhas acordada com o que não fizeste.

8- Dá-te o desconto de vez em quando. Não leves a vida tão a sério

9- Continua a gostar de quem és e a assumir os teus traços de personalidade mais loucos. É a tua maior força.

10 - Confia. 

Friday, January 1, 2016

Olá 2016

É engraçado, quando penso em 2015, não vejo propriamente uma linha condutora. Em 2014 foi tão simples verificar a minha evolução, as decisões definitivas para uma nova vida, uma série de coisas novas e importantes aconteceram, em crescendo. Em 2015 naveguei em águas mais calmas, pelo menos em comparação com o ano anterior, porque é verdade que muita coisa nova e definidora também aconteceu, mas de forma tão natural, e eu tive uma atitude tão mais passiva, que mesmo causando agitação, as coisas conduziram-se ao lugar por si só.
2015 começou com a assustadora aventura da independência total. A casa inteira por minha conta, um orçamento único para gerir, e toda uma nova vida para aprender a viver. Os primeiros meses não foram fáceis, muitos ajustes a fazer, muita gaveta mental por arrumar, noites solitárias de muita reflexão… 
2015 foi um ano de re-aprendizagem, de voltar a perceber quem eu sou, o que quero, para onde quero ir. Porque, enquanto me ia reorganizando na minha vida pessoal, senti que precisava de um refresh na vida profissional. Inicialmente pensei em formação e em aprender coisas novas, mas quando surgiu a oportunidade, dei por mim a mudar de emprego e a embarcar numa nova aventura. Esta mudança também me deu muitos momentos mais amargos e complicados de gerir. 

Perguntei-me muitas vezes se este foi o ano certo para mudar novamente de vida. Nunca me arrependi das decisões que tomei, mas estava numa fase de organização e evolução silenciosa e dei por mim, no último trimestre do ano, a agitar tudo novamente, sem saber muito bem se conseguia lidar com isso. Houve dias em que não soube lidar, mas quando a tempestade passa, as compensações são incríveis. 
Agora estou feliz de o ter feito, de ter tudo a acontecer ao mesmo tempo. E sei que foi pelo melhor. As decisões mais difíceis de tomar e de lidar por vezes são as que valem mais a pena, e acho que estou numa posição certa para continuar a aprender e a crescer. Valeu a pena a luta e as lágrimas destes últimos meses porque pela primeira vez em muito tempo estou a sentir o entusiasmo pelos próximos passos.

2015 foi também o ano de consolidação dos afectos e de uma evolução calma e natural da minha vida pessoal. Novas pessoas, novos carinhos e amizades, e uma nova vida familiar de que não me canso. Estou ainda absolutamente maravilhada com tudo o que ando a viver e espero que nunca me esqueça desta sensação de encantamento pelas coisas mais simples, aquelas que sempre quis e que de forma tão natural entraram na minha vida e mudaram tudo para melhor.

Termino o ano com a sensação que me deu uma luta tremenda, mas também me proporcionou o recolhimento e a força que precisava para conseguir fazer mais e melhor em 2016. Este Dezembro agitado, em que o medo e as dúvidas me tiravam o sono, também me despertou a imaginação e entusiasmo. Ando com mil ideias a zumbir na cabeça e quero tanto voltar a ser aquela pessoa criativa e dedicada de outros dias. Estarei sempre grata a 2015 por me permitir repensar na minha vida e me ajudar a redefinir o meu caminho.


Para 2016 decidi não fazer resoluções. Sempre defendi que as resoluções são boas linhas orientadoras, mas desta vez não me apetece enumerá-las. São quase sempre as mesmas, e se 2015 me ensinou algo é que as coisas acontecem quando têm de acontecer, por isso vou começar devagar, a fazer aquelas pequenas coisas que quero mesmo fazer, com foco e calma, e superar os obstáculos que surgirem pelo caminho, um de cada vez. Janeiro já se prevê um mês em cheio, com muitas novidades, o lançamento do novo projecto, muitas aprendizagens e vai culminar numa das minhas viagens mais sonhadas (e tenho saudades gigantes de viajar). Quero definir objectivos e perspectivas a cada mês. E conto com o meu blog para me ajudar nisto. Acho que vai ser mais estimulante e divertido.

No novo ano que começa agora apenas tenho uma intenção presente, que é escrever mais no meu diário. Quando há poucos dias saquei finalmente o Unravel 2016, que quero muito preencher como deve ser nos próximos dias, decidi também aproveitar o curso grátis que a Susannah Conway dá para encontrarmos a palavra que queremos que nos guie para o próximo ano (espreitem tudo aqui e façam o download, merece a pena experimentar). Os exercícios obrigaram-me a muita escrita e reflexão e isso foi o que me ajudou a limpar a cabeça, a acalmar a minha luta interna e a simplesmente observar-me e a ser mais tolerante comigo. E é o que mais preciso. Por isso é o que me vou dar. 

E vocês? Já pensaram no ano que passou, no que querem para este ano? Acham que 2016 vai ser melhor, ou as expectativas estão baixas?

Tuesday, December 29, 2015

Então e o Natal?

Antes de mais peço desculpa por não ter conseguido vir aqui ou à página de Facebook do blog desejar um bom Natal a todos. A última semana foi de loucos mas ainda assim, imperdoável eu sei. 
Em seguida, tenho de dizer que, depois de sobreviver à loucura da época Natalícia deste ano tomei a decisão que para o ano que vem tenho MESMO de tirar férias. Cansei-me de não conseguir responder atempadamente a e-mails, não desejar feliz Natal na altura que queria às pessoas que queria, não comentar nos blogs que gosto, não desenhar, não nada. Já bem me basta a rotina do dia-a-dia que também me limita o tempo. O Natal do ano que vem vai ser mais calmo, nem que seja à força. 
Por isso para o ano tiro logo o antes e o depois. Cheguei à conclusão que desde que trabalho nunca tiro férias nesta altura e nunca consigo descansar verdadeiramente, nem escrever posts, nem curtir a época com o gozo que merece. 


Era só isto, para começar. Agora bora lá falar das coisas.

O meu Natal foi exponencialmente melhor do que o esperado. Não sou uma descrente da época mas já aprendi a não ter grandes expectativas, as crianças andam a crescer, já não acreditam no pai Natal, e já assisti a muita desavença familiar e muitas confusões nesta época para acreditar que poderia ser mais do que a típica noite em família (com a malta a discutir e afins). 
Por isso estava longe de imaginar que este Natal seria tão bom como foi. Porque estávamos todos bem dispostos. Porque não nos víamos há um bom bocado e mesmo assim parecia que nos tínhamos apenas encontrado no dia anterior. Um espírito descomplicado de convívio familiar estava no ar e todos estávamos simplesmente bem e sorridentes. Mas a maior surpresa e alegria da noite foi a visita mais ou menos inesperada da minha tia-avó e os meus primos, com quem não estamos tantas vezes como gostaríamos. E uma noite que era banal, animou mil vezes com aquela que foi a melhor prenda de todas. 
O dia de Natal foi diferente, com aquela família que se está a tornar aos poucos mais minha. Muita comida, muito riso, muito boa disposição e a alegria das crianças pequenas que lutavam por ficar ao meu lado à mesa. Um Natal diferente mas igualmente alegre e caloroso. E um novo começo cheio de promessas.

Portanto não me posso mesmo queixar. Sou uma sortuda por ter ainda tanto amor e tanta coisa boa por ansiar nesta época (incluindo umas prendas bastante jeitosas). E ainda pude ter um fim-de-semana mais descansado para compensar as loucuras da época. Agora, e apesar do ritmo hoje apertar um pouco mais comigo porque 2016 está à perna e com ele, o tal projecto que vai ser lançado ao mundo, quero levar estes últimos dias do ano com a calma e a tranquilidade que merecem. Ocupados sim, mas não frenéticos. 

E há tanta reflexão para fazer acerca do ano que passou, e o melhor workbook de sempre para preencher com desejos e esperanças para 2016, mas isso fica para outro post.

Para já desejo-vos uma boa semaninha (que espero que seja de muito descanso e mimo) para todos e até já! 

Monday, December 14, 2015

Fall recap

Andava eu aqui a rever o meu post cheio de coisinhas que queria fazer para o Outono e dei-me conta que devo ter cumprido... menos de metade?
Uma casa por reorganizar, um novo projecto, e dificuldades inesperadas na adaptação a uma nova vida profissional deixaram menos tempo disponível para alguns dos prazeres que tinha planeado para esta fase. 

 Ainda assim não foi menos gozado e aproveitado.


E decidi recapitular o meu Outono, porque é a minha estação favorita que se está a despedir, e este ano foi maravilhosamente luminosa e quente, e sinto que não me posso esquecer das coisas boas que este me trouxe.

1-  Não fiz bolachas, vinho quente, ou tarde de abóbora, mas fiz maçãs assadas e crumble de pêra e morangos que valeu por elas todas, e pizza caseira com um pequeno par de mãos a ajudar;

2- Não vi Os Monty Python, mas vi as edições alargadas do Senhor dos Anéis em vários serões;

3- Aproveitei o Halloween em grande tal como tinha planeado;

4- Fiz castanhas no S. Martinho, e comi-as também em casa de amigos com bolos e tremoços (combinação imbatível);

5- Não pendurei cortinados ou arrumei fotos ou a arrecadação, mas reorganizei a sala, mudei as coisas de lugar, e está ainda mais bonita;

6- Não fiz decorações mas enchi a árvore de Natal de cores e combinações improváveis, numa noite deliciosa, em pijama e a ouvir o álbum A very She & Him Christmas (mas no próximo ano quero mesmo mudar tudo, e fazer algumas também);

7- Voltei a mergulhar doentiamente num livro (este) e fico sempre maravilhada com a capacidade que os livros têm de nos fazer mergulhar noutros mundos e despertar tanta coisa em nós;

8- Coloquei o edredão na cama. E há lá melhor coisa! Sou tão mais tranquila e durmo exponencialmente melhor com agasalhos quentinhos durante o sono;

Este outono encheu-me de alegria e bons momentos. Há tanto mais que está nas entrelinhas mas não vos vou aborrecer com detalhes (entre outros que quero guardar para mim).
Depois deste Outono tão sereno estou cá com um feeling que o Inverno será duro, mas estou pronta para ele. Até porque o Inverno traz o Natal, e eu vou ignorar que tenho ainda uma quantidade razoável de prendas por comprar, e pensar apenas nas festividades, no calor de estar com a família, e na comida,como é óbvio.