Não há dia em que passe sem pensar que queria escrever mais por aqui. Mas como vos disse já, ando demasiado ocupada, demasiado desinspirada, demasiado a precisar de férias. Férias até da minha própria cabeça, pois que para ajudar à festa, hoje, depois de muitas buscas, realizei que só posso ter deitado um cheque-prenda para o lixo. Pois... São daquelas coisas que só eu faço. Mas adiante. Decidi que não me vou martirizar nem lamentar. Se por acaso não o perdi, encontro-o em breve. Se não, paciência, não me fez particular falta até agora e posso viver sem ele. Com muita pena, mas nada que não se supere.
De resto, com mais ou menos stresse, mais ou menos horas de sono dormidas, vou levando os dias o melhor possível, e começo a ver a balança a voltar a pender para o optimismo. O Benfica ser tricampeão é daquelas coisas que melhora muitíssimo a disposição, mas não é só.
Ajuda-me andar a ler (e reler) livros que me fazem abstrair da realidade, ajuda que eu deixe a imaginação correr por si só, sem procurar objectivos (isto será assunto para outro post), ajuda ver coisas como esta... Um estúdio fotográfico do século XIX em miniatura, feito pelo artista Ali Alamedy.
Hoje cruzei-me com esta maravilha e não consigo tirar os olhos das fotos. Se há uns tempos vos falava de cortes em papel, o que dizer sobre a paciência necessária para recriar um cenário destes? Dá vontade de saltar lá para dentro e conhecer cada detalhe.
Segunda-feira é mesmo o melhor dia para uma evasão à realidade.
segunda-feira, 16 de maio de 2016
terça-feira, 26 de abril de 2016
Pausa, sol e yoga
Regressei hoje à rotina depois de uma pausa de 5 dias. Mini-férias. E mesmo que tenha de trabalhar, escrever, limpar a casa e aproveitar o bom tempo para secar roupa, uma pausa é uma pausa. Esqueci-me do trabalho. Voltei hoje já sob pressão. Mas com vontade de ir de cabeça organizada e arrumada. Com vontade de estabelecer critérios, fazer listas de tarefas sem ser demasiado rígida, saber onde posso ter mais flexibilidade e onde tenho de apertar. Sabe bem deixar o dia rolar. Não acontece todos os dias. Mas na Primavera/Verão acontece mais.
Fiz uma aula de yoga no sábado, daquelas do youtube. Estava perra como já não me recordava. Hoje repeti-a e o meu corpo lembrou-se melhor do que é a flexibilidade. Estou ansiosa de ver como ele reage amanhã ou depois. Estou leve e sinto a pele a respirar.
Voltei a comer tremoços, e a sentir o sol na pele. Escaldei as pernas nos buracos das calças. Molhei os pés na água fria da costa, fiquei com dores de cabeça. Li muito um livro que surgiu inesperadamente, e inesperadamente, é bem melhor do que se previa no início. Tento comer melhor, acalmar o gosto pelos doces. Não tirar fotos de nada e apenas aproveitar. Não procuro a perfeição, apenas dias mais equilibrados, mais pacíficos. Acalmar estas palpitações que o café que voltei a beber provoca. Deixar novamente o café, mas lembrar-me que é quase época das minis e mojitos. Fazer planos para fazer uma vida mais de rua, mais de sol, de mar e calor. Fazer planos para jantares românticos, fazer planos para uma vida mais minha. Os dias não são todos assim. Há que sorrir com eles.
Boa semana curtinha pessoal!
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pensamentos soltos
terça-feira, 19 de abril de 2016
Coming back
Ainda não sei bem com que tom deva marcar o meu regresso. Faz agora dois meses que não escrevo por aqui e as saudades apertam. Já escrevi dois ou três textos, ainda não sei se estou a fazê-lo como eu queria e gostava mas… Mais vale imperfeito que ausente.
Os meus dias têm sido difíceis. Esta talvez seja a maneira mais bonita ou suave de o dizer. Não que eu esteja na expectativa que tudo seja fácil e colorido, mas ao escrevê-lo e assumi-lo… Sinto que estou a torná-lo mais real. E custa-me admitir que tenho vivido num estado semi-depressivo enquanto tenho coisas maravilhosas a acontecer-me. Que têm havido demasiados dias com lágrimas no meio de coisas tão boas. Mas talvez faça parte da evolução e crescimento, às vezes a vida é mesmo assim.
A mudança de emprego foi agridoce. Mais para o “agri” do que para o “doce”. Houve mesmo dias em que me questionei o porquê desta mudança. Não me arrependo, mas pus muita coisa em causa, pensei muito no lado humano e no que significa o trabalho de equipa e aprendi muitas coisas com esta experiência. O lado mais positivo disto tudo… Faz-me questionar tudo o que antes tomava por garantido. Será certamente algo de bom para me preparar para o futuro. E faz-me sentir que o futuro é sempre algo em aberto.
Fora deste rebuliço, sou feliz em casa, tenho-me recolhido e refugiado nas minhas quatro paredes, a dois ou a três, e planeio uma primavera cheia de projectos de melhorias em casa, e alguns DIY. O projecto Sweet Rebel está a ser um desafio entusiasmante. Abre-me portas, dá-me motivação onde falta no dia a dia, dá-me desafios e obriga-me a escrever mais frequentemente. Estou a adorar tudo o que esta experiência me proporciona, aprendo cada vez mais sobre mim mesma e sobre os meus limites e capacidade de organização. Há dias em que custa fazer malabarismos entre trabalho, gestão da casa, sweet rebel e ainda procurar um espacinho para me sentar no sofá a rever os episódios do Breaking Bad no Netflix (sou uma mulher de vícios, o que fazer?), mas vale tanto a pena.
E agora, quando começo finalmente a encontrar o equilíbrio entre tudo, sinto que há finalmente espaço para voltar ao blog. E tenho até algumas ideias para isto, que gostava mesmo de levar a cabo. Sem obrigações e sem pressões, porque o meu blog continua a não ter agenda editorial, mas quero regressar, arrumar o espaço e continuar a receber-vos.
Vamos a isso então. Com mais ou menos optimismo, por a coisa a andar.
Os meus dias têm sido difíceis. Esta talvez seja a maneira mais bonita ou suave de o dizer. Não que eu esteja na expectativa que tudo seja fácil e colorido, mas ao escrevê-lo e assumi-lo… Sinto que estou a torná-lo mais real. E custa-me admitir que tenho vivido num estado semi-depressivo enquanto tenho coisas maravilhosas a acontecer-me. Que têm havido demasiados dias com lágrimas no meio de coisas tão boas. Mas talvez faça parte da evolução e crescimento, às vezes a vida é mesmo assim.
A mudança de emprego foi agridoce. Mais para o “agri” do que para o “doce”. Houve mesmo dias em que me questionei o porquê desta mudança. Não me arrependo, mas pus muita coisa em causa, pensei muito no lado humano e no que significa o trabalho de equipa e aprendi muitas coisas com esta experiência. O lado mais positivo disto tudo… Faz-me questionar tudo o que antes tomava por garantido. Será certamente algo de bom para me preparar para o futuro. E faz-me sentir que o futuro é sempre algo em aberto.
Fora deste rebuliço, sou feliz em casa, tenho-me recolhido e refugiado nas minhas quatro paredes, a dois ou a três, e planeio uma primavera cheia de projectos de melhorias em casa, e alguns DIY. O projecto Sweet Rebel está a ser um desafio entusiasmante. Abre-me portas, dá-me motivação onde falta no dia a dia, dá-me desafios e obriga-me a escrever mais frequentemente. Estou a adorar tudo o que esta experiência me proporciona, aprendo cada vez mais sobre mim mesma e sobre os meus limites e capacidade de organização. Há dias em que custa fazer malabarismos entre trabalho, gestão da casa, sweet rebel e ainda procurar um espacinho para me sentar no sofá a rever os episódios do Breaking Bad no Netflix (sou uma mulher de vícios, o que fazer?), mas vale tanto a pena.
E agora, quando começo finalmente a encontrar o equilíbrio entre tudo, sinto que há finalmente espaço para voltar ao blog. E tenho até algumas ideias para isto, que gostava mesmo de levar a cabo. Sem obrigações e sem pressões, porque o meu blog continua a não ter agenda editorial, mas quero regressar, arrumar o espaço e continuar a receber-vos.
Vamos a isso então. Com mais ou menos optimismo, por a coisa a andar.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
It's out there
Sempre fui aquela miúda estranha. A geek, com um sentido de humor meio esquisito, que suscitava vergonha alheia e vivia com o nariz enfiado nos livros. Soube durante muito tempo o que é ser carta fora do baralho, e recordo-me da sensação estranha que foi, no 9º ano perceber que fui a única a ir para artes. E essa decisão foi o primeiro passo que alguma vez dei em direcção à liberdade e afirmação de quem sou. Essa decisão salvou-me a vida, deu-me força para perseguir o que quero e gosto (e pensar que estive tão perto de escolher letras).
Passados tantos anos, já dei vários passos, não sem a sua dose de tropeções, e apesar de ter criado o meu espaço, ainda me sinto, orgulhosamente, a carta fora do baralho.
E aqui, no meu novo projecto que hoje diz olá ao mundo pela primeira vez, e muito bem acompanhada por 4 meninas fenomenais sei que tenho algo a dizer, e que a minha voz faz sentido em algo tão bonito e fora do comum. Não, não somos um site de casamentos, somos 5 miúdas a abrir os braços a todos os casais que querem que o seu dia seja uma opção sua, não uma festa espartilhada em tradições. A criar e dar espaço para que quem quer fazer algo diferente não se deixe levar pelas críticas alheias. Para que a sua voz seja ouvida, sem preconceitos. Um espaço para a arte, para as decisões em nome-próprio, para as cartas fora do baralho viverem o dia mais feliz da sua vida. Clichés à parte.
E aqui, no meu novo projecto que hoje diz olá ao mundo pela primeira vez, e muito bem acompanhada por 4 meninas fenomenais sei que tenho algo a dizer, e que a minha voz faz sentido em algo tão bonito e fora do comum. Não, não somos um site de casamentos, somos 5 miúdas a abrir os braços a todos os casais que querem que o seu dia seja uma opção sua, não uma festa espartilhada em tradições. A criar e dar espaço para que quem quer fazer algo diferente não se deixe levar pelas críticas alheias. Para que a sua voz seja ouvida, sem preconceitos. Um espaço para a arte, para as decisões em nome-próprio, para as cartas fora do baralho viverem o dia mais feliz da sua vida. Clichés à parte.
Venham visitar-nos, gostem-nos, inspirem-se. Vai merecer a pena a viagem.
Sentia a circulação a pulsar em cada canto do corpo, toda eu formigava. Foram 3 meses de trabalho de bastidores, de reuniões loucas, de risota e de partilha de mil ideias. Foram 3 meses de preparação para que hoje pudéssemos dizer olá ao mundo.
E assim nasceu o Sweet Rebel Bride, no meio de amor, euforia e tanta agitação digital, tanta partilha. Pessoas com quem não falava há anos felicitaram-me, partilharam, foram lá e deixaram-me tão feliz. Foi algo sem precedentes.
Mas não podia de deixar vir aqui, deixar as palavras que ainda não consegui deixar no facebook. Estou de coração cheio. Não há como agradecer cada palavra de apoio e carinho que deixaram, não há como explicar a emoção que senti. Foi uma experiência maravilhosa, e em dias tristes ou quando a motivação falhar, hei-de relembrar como foi este dia e tudo vai ficar bem. Só por isto valeu a pena. E sabe-se lá o que vem daí...
Foi mesmo um dia em cheio.
Uma coisa maravilhosa neste projecto? Há sempre um lado nosso, meu e das outras meninas, que faz sentido. Há espaço para todas, para as nossas especificidades, para as nossas personalidades. E acredito que temos algo de muito bom em mãos, e com o tempo, há-de abrir espaço para muita gente criativa e com vontade de fazer coisas diferentes.
Acompanhem-nos nesta nova aventura, acredito que vai ser memorável.
Espreitem-nos por aqui:
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inspiração
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