sábado, 2 de março de 2013

Journaling

Ora como tinha dito há uns tempos, apaixonei-me por toda a bela arte de fazer um bom diário/diário gráfico, e deixei vários exemplos inspiradores que me levaram a querer muito enveredar por esta actividade. Então resolvi encomendar os cadernos simples da Moleskine, com a qualidade que já nos habituou e são "descomprometidos" o suficiente para uma pessoa não ter medo das páginas brancas nem de sujar ou escrever disparates. 
Quando os encomendei pensei que eram o formato A5, mas enganei-me redondamente, como podem ver.


Foi a primeira trapalhada. Fiz por não me sentir afectada e evitei correr para a papelaria mais próxima para comprar os cadernos do tamanho indicado. É que gosto de ter páginas maiorzitas para me mexer, mas decidi que se calhar não era um mau primeiro passo para testar a brincadeira de recomeçar a escrever e desenhar livremente. Talvez estes fossem ainda mais descomprometidos do que os cadernos A5. E então resolvi por uma ideia em prática que estava já a magicar quando os encomendei... Decorar as capas à minha maneira. Andava cheia de vontade de criar capas personalizadas e tinha algum material novo que me apetecia muito testar. Tinta dourada, glitter dourado (quase em pó), e tinta transparente. Faltava-me fita-cola que não estragasse o papel, mas como tinha esta fita de papel em casa achei que não iria fazer muito mal. E então comecei a brincadeira...

(o padrão em zig-zag que andava na minha cabeça há uma semana)

 (a cor dourada, a combinar lindamente com a cor do papel craft da capa - já não usava tinta acrílica há anos e adorei repescar velhas experiências)
(tinta transparente com salpicos dourados)


(os dois cadernos, com as tintas aplicadas à espera de secar)

Depois de secar é que a porca torce o rabo. No primeiro caderno (o do zig-zag), a fita-cola saiu bem, rasgando apenas pequenas partes do papel, ainda assim fiquei tão frustrada que peguei em tinta branca e tentei emendar o aspecto manhoso com que ficou. Não é a oitava maravilha, mas a ideia era ficar com um aspecto leve e bem acabado e a parte branca ficou... vá, texturada...
O segundo caderno é que foi complicado, eram riscas, era tão simples, mas aquilo ficou colado de tal maneira que me rasgou o papel todo, incluindo os efeitos dourados que pretendia. Mas não é que, depois do estrago feito, resolvi usar a tal tinta transparente para unifomizar ao máximo a textura, e no final até ficou ainda mais giro do que eu imaginava?
(o primeiro, com o zig-zag a branco, com a textura do rasgão muito óbvia) 


 (o segundo, a surpresa do dia, acabou por ficar com um aspecto muito mais interessante se as riscas tivessem saído perfeitas... fiquei rendida)


E assim (re)começo a aventura do diário gráfico, esperando que me leve as ideias a bom porto. E toda esta história reforça aquele pensamento que me ocorre tantas vezes quando fico frustrada por querer atingir a perfeição: o erro faz parte da vida, faz parte da aprendizagem, todo aquele que agora é perito, já foi antes um amador. E a verdade é que a perfeição também se pode tornar aborrecida. Errar às vezes pode ser das melhores coisas que fazemos. Quanto ao terceiro caderno... ainda não decidi como o quero decorar. Vou esperar um pouco por novas inspirações.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Coisas doces

A Ana Luísa linkou-me num post sobre os blogs que mais gosta. Apesar de ter sido com o meu blog anterior que nos tornámos seguidoras uma da outra, e consequentemente, a nos encontrarmos pessoalmente e tornarmos boas amigas, este mimo sabe melhor do que chocolates. Esta miúda tem um blog fenomenal e super inspirador. Adorava algum dia atingir um terço da inspiração com que ela nos brinda diariamente. Aqui fica um sentido agradecimento pela atenção e pelo carinho ao longo dos últimos (dois?) anos, e um contínuo sentimento de orgulho em ter acompanhado o percurso desta rapariga cheia de garra e de força  de vencer.

Vida saudável (ou tenta-se)


Claro que este título vindo de uma chocoólica é um bocado tonto, mas é verdade, quero mesmo apostar numa vida mais saudável. Ao ultrapassar a barreira dos 30 (e por muito orgulho que eu tenha na minha idade), tenho tentado ter mais cuidado com a minha saúde. Para já, como mega-stressada e ansiosa que sou, tenho de praticar exercício físico obrigatoriamente, pratico yoga regularmente, e reduzi consideravelmente o consumo de alcóol e café. Depois, e com alguma meiguice porque cada vez que vou ao médico há sempre qualquer coisita a apontar, ando a fazer os check-ups todos que me ocorrem e mais alguns. Agora ando a tentar tornar a meditação num hábito mais frequente e constante. Por fim, preciso de perder peso, ou pelo menos de começar a adoptar hábitos alimentares mais saudáveis. 
É aí que entra a Kris Carr e este livro que chegou ontem no correio.
Quando o postei esta foto no meu instagram gerou alguns comentários divertidos, porque o título do livro assim o sugere. Mas como comentei a um amigo meu, um livro é mais do que o título. O que me levou a comprar este livro, é que não é bem um livro de dieta, pelo menos não naquele sentido de perder peso. A autora descobriu em 2003 que tinha cancro no fígado, já na fase IV, que basicamente é a última. A sorte é que era um cancro de evolução lenta, e esse tempo que ela sabia que tinha, usou-o na busca de alternativas às terapias agressivas da medicina tradicional (até porque esta não lhe prometia nada). Então, nesse processo que durou cerca de 4 anos, a Kris resolveu documentar os tratamentos, as experiências alimentares, as terapias alternativas, os momentos de fraqueza, e os percursos de outras mulheres que também lutavam e ganhavam o cancro. O documentário é simples e talvez não seja nenhuma obra de arte, mas mostra o lado humano e as vivências desta lutadora, que tentou de tudo para que o corpo se equilibrasse e para que o cancro permanecesse sob controlo. No meio disto tudo, conheceu o seu marido, um cameraman conhecido de uns amigos que ela inicialmente contratou para ajudar a realizar o documentário, fez novas amigas, aprendeu mais sobre o seu corpo do que muitos de nós alguma vez conseguiremos aprender, enriqueceu a sua vida e aprendeu a viver em colaboração com uma doença mortal. No final, Kris diz-nos algo como "não posso dizer que o cancro foi uma prenda, porque nunca to ofereceria, mas não há dúvida que foi catártico na minha vida". Isto parece-me provavelmente a maneira mais optimista de viver. Hoje Kris convive com a sua doença em relativa paz, o documentário gerou buzz, que gerou compradores, que gerou um negócio rentável, e ainda tem a possibilidade de partilhar toda uma filosofia de vida com o mundo. Não consegui resistir a comprar este livro. E já ando a "cheirar" o outro, que é inteirinho de receitas. 
Quem não gosta de uma boa história de sobrevivência? Quem não prefere ouvir uma pessoa comum a explicar o que aprendeu com o próprio corpo do que médicos a debitarem lugares-comuns? Acredito que a maneira como nos alimentamos pode fazer a diferença na nossa saúde e bem-estar, e por isso, não que vá abdicar completamente dos chocolates ou da carne, ou de comida cozinhada (sim, há toda uma parte do documentário em que ela faz uma limpeza em que apenas se alimenta de comida crua), mas adorava experimentar o estilo da moça.
Até porque a acho uma pessoa super inspiradora, que merece a pena conhecer. 

Friday surprise

Uma semana tão ocupada e tão pouco activa em posts, e hoje ao ligar-me ao blogger deparo-me com o número redondinho de 40 seguidores! Que delícia! Anima logo o dia a uma pessoa! Obrigada pela escolha e por parares por aqui! Yey! So good! :)