segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Às vezes fico parva com a quantidade infinita de pequenas coisas, momentos, pensamentos felizes que cabem num fim-de-semana. Tudo começou com um jantar com as minhas irmãs logo na sexta-feira. Quem me conhece sabe que eu tenho uma irmã de sangue, mas a C. cresceu connosco e é a nossa irmã também. 
Soube bem ir simplesmente jantar fora, beber vinho branco, conversar sobre os nossos dias, algumas cusquices pelo meio, muita risota e vontade de fazer isto muito mais vezes. 

Regressei a casa cansada mas de coração (e barriga) cheio e adormeci numa cama feita de lavado com o catálogo do IKEA, que finalmente tinha chegado (estava quase quase a escrever uma carta de protesto, esta é a melhor altura do ano não só por causa dos recomeços e do Outono que adoro, é época de catálogo IKEA, toda a casa precisa de um).

Sábado acordei cedo demais, mas em vez de ficar na cama a queixar-me que não consigo dormir, decidi levantar-me, vestir-me e fazer uma caminhada, até à praia de S. Pedro. Já não fazia este percurso há tanto tempo e é daqueles que mais gozo me dá. O dia estava feio e fresco, mas eu adoro dias de Outono, mesmo quando ainda não começou a estação oficialmente. Até vi um pato perto da praia e tudo (não me perguntem como é que lá foi parar).
Antes de ir para casa ainda passei pela frutaria, vim carregada de frutas e legumes, e antes das 10 já tinha banho tomado, a casa arrumada, compras feitas e um dia de moleza pela frente. Que terminou com um jantar e o espetáculo dos Monty Python em Blue Ray no meu sofá, com o meu pai e a minha irmã. Uma palavra sobre este espetáculo: fenomenal, they still got it!

Domingo acordei cedo (mas não tão cedo como no sábado), e como tinha menos tempo disponível para nova caminhada, dei por mim numa outra rotina matinal perfeita: yoga, pequeno-almoço sentada na sala, aguarelas no escritório (já o ando a utilizar)... ah e entretanto abri a conta de instagram do blog, podem seguir-me aqui. Ainda só tem uma foto mas espero que vá testemunhar muitos momentos criativos e produtivos daqui em diante.
Ainda dei um pulo à feira da Luz durante a tarde, e apesar de já não ser tão interessante como era na minha infância, podemos sempre contar com os cestos, as loiças super baratas (e os cães de loiça, alguns quase tão grandes como cavalos - obviamente que estou a exagerar) e utilidades domésticas.  
Ficou a vontade de lá voltar daqui a uns dias para o concerto de Quim Barreiros, nunca o vi ao vivo e acho que era daqueles que merece a pensa ser visto (a minha infância está recheada de festas da terrinha e dos cds e cassetes da minha avó, que o adorava). 

Foram dois dias simples e calmos, cheios de pequenas tarefas e prazeres mundanos, mas por vezes os momentos mágicos estão escondidos precisamente nesses detalhes.

Deixo-vos algumas fotos de sábado de manhã.

(conseguem ver o pato?)

 

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

5 palavras que me descrevem

Conhecem o Futureme.org? É um site onde podem escrever um e-mail/carta a vós próprios e decidir quando no futuro é que a querem receber. Eu tenho uma relação muito especial com este site porque já escrevi duas vezes, para receber cartas um ano depois, e das duas vezes foram situações muito complexas da minha vida. 

Há dois anos escrevi para mim no ano passado com uma tentativa de encarar a minha relação que se deteriorava rapidamente com mais optimismo e que o meu eu do ano passado tivesse resolvido a situação e se risse daquele momento. O meu eu do ano passado realmente resolveu, ainda que não me rendesse um sorriso, uma vez que nessa época tinha terminado a minha longa relação. O ano passado, neste dia, 3 dias depois de ter saído de casa, escrevi para mim, para o meu eu de hoje. 
E hoje recebi esse e-mail.
E confesso, quase que me comovi. 

 (imagem Unsplash)

Há um ano estava esgotada e sem forças, mas estava também determinada, e muito segura de ter tomado a decisão certa para mim, mas tudo me parecia ainda demasiado indefinido. É curioso que tanta coisa aconteceu de há um ano para cá, que acabei por nunca mais debruçar sobre o meu estado de espírito desses primeiros dias.
Já está tudo no passado, e hoje, quando tive esta pequena janela para me revisitar, não consigo sentir-me senão orgulhosa. Tenho tanta pena de não poder ir ter comigo mesma e dar-me um abraço e dizer "vai ficar tudo bem, mais cedo do que pensas, e tu já és mais forte do que julgas".

No entanto este post não é sobre esse assunto, passou um ano, superámos, refizémos as nossas vidas e sei que tanto eu como ele estamos mais felizes assim. 
Mas houve algo que me chamou a atenção nessa carta, que foi um desafio. E eu não sou menina para não responder a um desafio...

"Hoje escrevo-te porque acabei de ler este post no Cup of Jo e este é um exercício perfeito para te conseguires reavaliar, 1 ano depois de teres decidido mudar de vida tão radicalmente.
Ainda ando a pensar nas 5 palavras que me descrevem neste momento. Porque há mais do que 5, e porque eu sou tão complexa para me descrever apenas em 5 palavras (como tu sabes), mas aqui vai: Impaciente (claro), Trabalhadora, Stressada, Lutadora, Carinhosa.
Acho que neste momento são estes cinco os que melhor me descrevem. O teu desafio é escreveres as 5 características que te descrevam melhor neste momento, no teu presente e no meu futuro.

Portanto desafiei-me a repensar nas 5 palavras que melhor me definem neste momento, porque, muito honestamente, e apesar de ainda me identificar com a maioria das que escrevi há um ano, agora não serão a minha primeira escolha.

Neste momento, as minhas 5 palavras são: Feliz, apaixonada, consciente, entusiasmada, dona-de-casa (eu sei, não é bem uma palavra, e não é no sentido de sopeirice, mas mesmo o de ter uma casa minha).

Daqui a um mês provavelmente serão diferentes, daqui a 6 meses provavelmente já mudaram umas dez vezes. Num ano como este último a diferença é gritante. E o meu caminho que parecia tão acidentado há um ano atrás, até que foi bem resolvido e percorrido. O que o futuro me reserva não sei, mas fiquei cheia de vontade de me voltar a escrever, e quem sabe voltar a desafiar-me novamente?

Agora passo a palavra. Que 5 palavras vos definem neste momento?
E se quiserem escrever uma carta a vós mesmos no futuro, que desafios gostariam de propor a vocês mesmos?

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Welcome to the jungle


Eu prometi, eu cumpro. Demorei alguns dias a fazer umas fotos decentes do escritório/quarto de arrumações/depósito de papéis, mas cá estão elas. Agora que olho com atenção, vejo que não aparenta estar tão desarrumado como realmente está, o que é bom. Tinha uma foto altamente comprometedora do topo da secretária, parcialmente coberta de materiais diversos, post-its, papéis por arquivar, cabos do monitor, molduras cobertas de plástico, revistas, coroas de papel, o computador... Não vos mostro porque à última hora acobardei-me.

Ainda ando a fazer um levantamento do que preciso para fazer uma mudança em grande aqui. Mas as ideias já chovem e quantas mais ideias tenho, mais olho para a minha carteira com pena e mais difícil fica perceber para onde me virar.



No entanto, tenho já aqui à mão uma ideia breve dos primeiros passos a dar:

1- Furar e arquivar papéis. Não custa nada, tenho um furador, tenho os dossiers à mão, tem ar de ser coisa rápida (uma confissão descarada, nunca sei onde tenho quais papéis e nunca tenho paciência para andar a procurar, daí atrasar-me tanto com isto. É parvo, eu sei)

2- Livrar-me do ecrã de computador. Nunca o uso, já houve fases em que nem sequer se liga, não tenho o adaptador para o computador, não sei porque me agarro a ele. Está na hora de me livrar dele de uma vez por todas.

3- Organizar as tralhas da secretária, tenho novos copos de vidro para transformar em copos de canetas/pincéis/etc., tenho algures um tabuleiro para papéis que tenho de desenterrar (provavelmente está na arrecadação do meu pai), e tenho de inventar um suporte para algumas coisas pequenitas, como clips e post-its, e essas pequenas coisas.

4- Deitar fora o que não interessa, e criar prioridades de arrumação de alguns materiais. Dou comigo a ter tanta coisa espalhada e não uso nem metade, a ideia seria colocar o excedente na arrecadação (toda uma nova história de arrumações), e ter por perto apenas o essencial. Este móvel branco parece mais ou menos arrumado, mas metade do que o preenche não faz ali nada. 

5- Módulo de gavetas, sim ou não? Por um lado dá muito jeito, por outro, é mais fácil acumular tralha. Ainda não decidi. 

6- Arranjar uma cadeira de uma vez por todas em vez do banco da cozinha

7- O armário, feio que só ele, vou ter de arranjar uma solução para aquela lateral castanha e sem piada. Na verdade já tenho uma ideia, mas ainda não a quero revelar... 

8- Mais arte, mais inspiração pendurada nas pareces. Comprei uma revista Flow nas férias que trazia boas ilustrações como bónus e que terei toda a vontade e prazer de emoldurar e pendurar por aí. Não sou a única a achar as paredes um pouco nuas, pois não? Especialmente acima da secretária, que tédio...



Quero acreditar que com um pouco de paciência a coisa dá-se. Infelizmente o tempo e vontade de me mexer não abundam por estas bandas nestes dias (acho que se nota pelo abandono do blog), mas acredito que passo a passo chego lá. Já tenho alguns planos, e há dias em que acordo a pensar em mais soluções para me orientar novamente neste espaço e fazer dele um lugar onde quero estar e criar novamente coisas bonitas. Tenho uma lista de compras e vou pensando onde quero encaixar o quê. Só falta passar à acção.
Wish me luck!

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

"Aquela" sensação

Não sei se é de ser sexta e de ter sobrevivido à primeira semana de trabalho pós-férias, se é por ter recebido um desconto de 10% no Book Depository e estar prestes a fazer mais um investimento literário (ou dois), se é de ir logo ao cinema e aproveitar para comer pipocas que adoro e ando há meses a desejar (mas prometo que como baixinho menina Guilhim, que eu cá não gosto de incomodar as pessoas, mas também não quero passar sem a minha guloseima pela qual suspiro há vários meses :P). Não sei se é de ter tomado a decisão de me mexer e dar uma volta à minha vida, mas estou com "aquela" sensação.

Não sei se também vos acontece, mas é uma espécie de euforia que aparece, e a sensação é de que tudo pode acontecer, de que tudo vai acontecer, um entusiasmo parvo e inexplicável. As energias remexem à minha volta e quase sinto a pele a vibrar. Não sei se algo está para acontecer ou é só de mim, ou se preciso só de dormir um pouco mais que o meu mal é sono e hoje já bebi dois descafeínados. Mas é óptimo terminar a semana com esta sensação, tão rara e familiar.
Bom fim-de-semana!