quarta-feira, 8 de julho de 2015

Daqui a 3 semanas certinhas...

... estou de partida para o sul. Depois de anos de ausência (ou de estadias tão curtas que nem dão para me sentir em férias), vou voltar a passar uns dias no Algarve. Mal posso esperar para estar por lá a curtir o calor, aquele ambiente de pura descontracção veraneante e a preocupação do dia ser apenas a que praia irei. Já não tenho uns dias assim há algum tempo, e, se bem que pude viajar para sítios fantásticos nos últimos tempos, as férias "tradicionais" lá em baixo também já me faziam falta. 

A contagem decrescente já começou e não consigo pensar noutra coisa.

(imagem via Pinterest)

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Dia de ser outra coisa qualquer

Há dias assim, em que só apetece fugir à realidade, dias em que o meu computador, o escritório, o meu trabalho, o meu eu profissional não são mais do que meros cenários compostos de adereços ocos e eu uma personagem com a profundidade de uma poça na praia. 

Eu antes era sempre assim, desligava-me, perdia a ligação ao que se passava para me encontrar em mundos fantasiados, em enredos complexos e em identidades tão díspares da minha. Agora esses episódios são menos frequentes. Por vezes sinto que isso significa que me acomodei à vidinha normal, que estou quebrada e rendida à realidade. 

Mas depois relembro que a minha realidade em tempos foi um sonho. Que eu conquistei. Claro que nem tudo aconteceu como eu planeei, mas dá muito mais gozo aprender com o inesperado, e descobri que também já não preciso de recomeçar do zero para poder sentir que ando para a frente.

Não fujo, não porque estou acomodada, mas porque me viciei neste processo, porque a realidade, construída de sonhos, me ajuda a construir outros.

Mas hoje, só hoje, apetecia-me. Perder-me em mundos inventados, criar uma nova identidade, deixar a realidade em suspenso só um bocadinho. Pela primeira vez em muito tempo estou com a segunda-feira entalada e só me apetece estar longe. Apetecia-me criar um mundo à parte e hoje estar por lá. 
Como o da Kirsty. Já falei dela antes e continuo a maravilhar-me com este mundo. Ela sim, perdeu-se num mundo de fantasia e partilha-o todos os dias com toda a gente. Agora que sei que ela está a preparar finalmente o livro, mal posso esperar por me perder, perdão, encontrar... por lá.


Boa semana

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Birthday Girl, 33rd edition

Acordei muito cedo com aquela melancolia dos aniversários, a pensar na minha mãe e para onde vai o tempo. Vagueei pelos meus álbuns de fotos de bebé e as vezes parece-me incrível que tenha tido aquele tamanho, e ainda me lembro tão bem de ser pequena. 



Pronto, os 33 estão aqui. Eu sei que ando a falar demasiado do meu aniversário este ano, mas esta ainda é uma idade que me dá alguma desconfiança, como se não soubesse o que esperar daqui. Este é o último post sobre o assunto.
A verdade é que o post anterior me fez pensar que percorri um longo caminho, ainda que tenha sido "só" neste pequeno cérebro.

Portanto decidi que depois de tanto tempo em cuidadosos processos mentais, que deveria desafiar-me a conquistar novas metas, por pequenas que sejam, por insignificantes que pareçam.

Então fica aqui o meu compromisso de que...

1 -  Vou voltar a estudar (este é uma batota daquelas, já estou inscrita num curso há duas semanas, a começar em Setembro - dois meses em que o ritmo vai ser louco - espero ter maturidade para isto).

2 - Vou atinar com gastos e excessos alimentares, tenho de me organizar melhor no que toca à alimentação e comer comida (ainda) mais saudável. Gelado não é refeição, não aos 33. :P

3 - Vou arrumar o meu roupeiro, mas desta vez a sério. Fazer uma boa escolha, reduzir quantidades de tralha, saber onde está tudo e não ter roupa amontoada e mal dobrada nas gavetas.

4 -  Vou ler mais, mas mesmo muito mais.

5 - Vou continuar a gostar de mim (muito importante é difícil de manter, mas nada como fazer por isso todos os dias).

6 - Vou não me levar tão a sério, que isto tem mais piada quando estou descontraída.

7 - Vou continuar a fazer exercício, a meditar e vou voltar a fazer yoga, nem que seja em casa sozinha a fazer tudo mal.

8 - Vou viajar, nem que seja na maionese, estou a precisar de explorar novos cenários.

9 - Vou escrever no meu diário.

10 - Vou amar a vida e os meus e dizer-lhes isso muitas vezes, porque a vida é curta e se eu pestanejar já estou nos 34.

Termino apenas com este pensamento... Hoje quando dei conta, percebi que já tenho tudo aquilo que poderia desejar. Estou tremendamente feliz e de cabeça limpa. 

Claro que há sonhos a concretizar e  objectivos a perseguir, mas neste momento, sinto que conquistei o que mais queria. Que pensamento tão diferente de há um ano atrás. Os 32 permitiram-me chegar aqui tranquila e feliz. Que os 33 consolidem toda esta construção.
E com isto fecho este enjôo de posts sobre o meu aniversário.
Vou comer bolo!

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Um ano e meio ano

Segundo me disse uma ex-colega que faz hoje anos, o dia 2 de Julho é a metade exacta do ano. Não fiz as contas, mas vou acreditar nela. E como também é véspera dos meus 33 anos, acho que é uma bela desculpa para olhar para trás e fazer uma retrospectiva do último ano, e da primeira metade deste.


Sinto que me mexi muito pouco este ano. Tenho estado mais recolhida, mais calma, o meu foco tem sido em mim. Cada decisão tem sido tomada com muita calma e muita ponderação, agora que vivo sozinha (provavelmente a maior coisa que me aconteceu até agora, e provavelmente ainda será o grande destaque do ano inteiro) tenho muito mais tempo para pensar, para bater com a cabeça nas paredes e para crescer.

Há um ano atrás, precisamente neste dia recordo-me de estar num estado de inquietação. Por um lado os 32 aliciavam-me e pareciam-me que podia ser das melhores idades da minha vida (ou não fosse eu mais amiga de números pares), por outro sentia-me triste, desligada da realidade, como se estivesse a viver a vida de alguém estranho. Foi aos 32 que tomei uma decisão crucial na minha vida. Foi difícil, deparei-me com obstáculos que não tinha pensado, mas também descobri como é ter uma certeza tão forte de que se está a tomar a decisão certa, que consegui ver tudo com mais clareza. Foi um processo inesquecível, cheio de altos e baixos, que me mudou profundamente.
Com isto tudo aprendi a confiar mais em mim. 

Agora estou pronta para o resto da minha vida. Muitos medos ficaram para trás e descobri até onde tive de e consegui ser forte. E aprendi tantas lições pelo caminho, que mesmo que esteja a ter um ano mais parado a nível de produtividade e projectos novos, sinto que estou a fazer um longo e sólido percurso.

Depois de muita ponderação decidi deixar de contrariar aquilo que não posso mudar e aceitar a vida como ela é. Ando mesmo a conseguir rejeitar alguns pensamentos negativos e transformá-los em algo positivo, a combater a minha fraca auto-estima e a perceber que não ganho nada em ficar revoltada com as coisas, mais vale lidar com aquilo que elas são e não desejar que fosse tudo diferente. Comecei a meditar com mais frequência e sinto que fez toda a diferença.

Aprendi a gostar mais de mim, a valorizar o que faço e a aceitar os meus limites. Ninguém a não ser eu espera que eu seja a super-mulher, por isso decidi começar a abrandar o ritmo. Uma coisa de cada vez e tudo com a maior calma possível. E consegue-se superar barreiras e atingir objectivos. 

E com isto fecho este capítulo de um dos anos mais ricos de sempre, e que venham os 33!