sexta-feira, 24 de abril de 2015

Bom fim-de-semana!

Olá minha gente! Peço desculpa pela ausência mais prolongada do que é habitual, mas têm sido umas semanas cheias de acontecimentos e muitas tarefas para cumprir que infelizmente não incluíam o blog (mas têm corrido bem e sinto-me sempre mais feliz quando sou produtiva). 

Tive muitos momentos enriquecedores nestes dias, e o isolamento a que votei este espaço virtual ajudou-me a organizar algumas ideias. Não foi uma greve prolongada porque acabo sempre por ter muitas saudades de vir para aqui publicar o que me passa pela cabeça. Mesmo que não saiba muito bem o que dizer, como é o caso de hoje. 

Mas nestes dias dois acontecimentos marcaram-me muito e tenho de os partilhar. Aviso já que é coisa meio sentimentalista, mas eu ando assim, não consigo evitar.

A semana passada tive uma morte na família, uma das minhas tias-avó. É triste quando começo a vê-las a acontecer com alguma frequência. No meio da dor e da confusão que causa, pude reaver muitos tios, primos e muita gente que fez parte da minha infância. E pude conversar com eles e senti algo de muito especial: a minha família é complicada, mal-educada e conflituosa, mas quando coisas destas acontecem reencontramo-nos em peso, e acarinhamo-nos sempre. 
E sim, há sempre as ovelhas negras, mas sinceramente, chego a um ponto em que não me interessa alimentar mais conflitos, apenas quero focar-me nos sentimentos positivos. Ver os miúdos com que andei ao colo tornarem-se adultos, relembrarmos acontecimentos que vivemos juntos, preocuparmo-nos em conjunto por aqueles a quem a vida não sorri, realizarmos que crescemos, envelhecemos, mas ainda somos uma família grande e ainda temos muito amor para dar uns aos outros. E à minha tia que morreu, deixo o meu sentido agradecimento pelas coisas boas que nos deixou. As saudades ficarão também, sempre.

O outro acontecimento foi mais ligeiro e simples, mas que me encheu o coração. Há dois dias foi o aniversário de casamento dos meus pais, e decidi fazer um post no meu facebook sobre o sucedido e fui inundada de mensagens de familiares e amigos, de pessoas com quem não falo há anos, que quiseram relembrar o dia e deixaram tantas palavras de apoio e carinho. Adoro pensar que tanto tempo depois a minha mãe ainda é tão lembrada e acarinhada. 

No meio disto tudo só me posso sentir grata. Não temos controlo sobre a morte nem para onde a vida nos leva, mas podemos sempre confiar no amor que fica. Sinto-me uma sortuda por tudo o que tenho e tive. E sim, o tempo está esquisito, mas o mês de Abril está quase no fim (é o segundo mês que eu menos gosto, sendo que o primeiro é Janeiro), e em breve chegará o Verão, mesmo que seja fraquinho como no ano passado, não interessa. Estou aqui e estou feliz.

E como para mim um bom indicador de que o fim-de-semana vai ser bom (mesmo que esteja a chover), é desejar já um bom fim-de-semana numa sexta-feira de manhã, aqui vai o meu desejo de que o vosso fim-de-semana seja delicioso. Entretanto vou organizar-me e tratar disso de escrever mais assiduamente.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Disney, a espalhar magia desde 1937*

Digam o que disserem, quando a Disney nos traz mais um conto de fadas, é um acontecimento. E mesmo que seja quase um déja-vu, mesmo que a fórmula esteja velha e desgastada, há algo que a Disney consegue, aquela magia tão própria, aquele encanto inexplicável, que transborda para fora do ecrã e nos toca sempre.
Ontem fui ao cinema ver a Cinderella, com um entusiasmo que não tinha há vários anos, ao entrar na sala escura, com a perspectiva de uma noite animada com a minha irmã. E não defraudou expectativas (sejamos realistas, é um conto de fadas contado à moda da Disney, há limites para o que se pode esperar deste filme), adorámos, passámos um bom momento as duas e foi quase um regresso à infância.
Não há dúvida que estes tipos sabem como contar uma história, dar-lhe um toque diferente e ainda assim manter o encanto inicial.

 (imagem IMDB)

Agrada-me também toda esta nova dinâmica que os príncipes e princesas começam a ter nestes filmes, mais independentes, e com vontade própria, em vez de serem figuras ali sem objectivos (no filme animado o príncipe parecia uma versão sem graça do Ken e mal diz duas frases, aqui já temos o Rob Stark com a sua excelente voz e belos olhos azuis).
No fim de contas, foi uma noite animada e ligeira, com sabor a infância e a momentos felizes e ingénuos. Recomendo a quem gosta do género, mas não pense que isto é uma adaptação alternativa da coisa. É fofinho e bonitinho. E às vezes só precisamos disso mesmo.

O melhor: Aquele vestido azul, a deslizar pelo salão de baile, mesmo à princesa. Aliás, o guarda roupa estava todo ele fabuloso. E a Cate Blanchet como madrasta. Irrepreensível.
 
(imagem IMDB)

O pior: uma evidente tensão sexual entre o príncipe e a Cinderella que acaba num beijinho sem piada nenhuma (fez-me lembrar o casamento real por acaso). Ou como a minha irmã disse "A rapariga passa metade do filme a suspirar e nem temos um bocadinho de língua?"

E é isto.
Um fim-de-semana mágico para todos!

* Só para referência, é o ano em que saíu o "Branca de Neve e os sete anões", a companhia existia há mais tempo, mas para mim a magia começou aqui.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Inspiração para dias chuvosos

Tenho sono, demasiado sono. Antigamente recuperava de uma noite mal dormida em dois dias, agora reconheço que esse processo já não é tão fácil como antes (deve ser a pior maleita dos 30 que registei até à data). Ainda por cima resolvi cortar ainda mais em cafés e outras substâncias estimulantes, depois de dois dias de insónias, por isso esta é mesmo a semana em que me arrasto pelos cantos. Esta que vos escreve está a dormir em pé e a trabalhar em piloto automático (e a ser produtiva nem sei bem como).

(imagem daqui)

Mas ainda assim não estou cega às coisas bonitas que me podem passar pelos olhos. E aqui está uma ideia que adorei e tinha de partilhar. Tenho pena de não ter uma parede apta para isto lá em casa, senão era mesmo algo a considerar. Adoro cada detalhe (gosto particularmente dos mini-ténis) e como a cortiça traz a este espaço tanto sossego e quietude. 
E enquanto a energia não volta em grande, vou-me inspirando e suspirando por essa internet fora.
Boa quinta-feira a todos, o fim-de-semana está quase aí.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Flaws and all

Eu uso maquilhagem diariamente. E desde sempre que sei que adoro maquilhar-me, é uma das tarefas em que demoro mais tempo (mais tempo do que a tomar banho, garantidamente), e é a minha preferida. Gosto do ritual de lavar bem a cara, por creme, corrector de olheiras, base, pó, e brincar com as cores, com o risco, enfim, tudo.

É raro passar sem ela. 
Mas hoje foi diferente, e não sei se é do bom tempo, se é deste sol brilhante que contagia alegria e já me está a mudar a cor da pele, mas não quis usar nada. Apenas de cara lavada. Senti-me bem e bonita assim, mesmo com algumas olheiras, com as imperfeições mais expostas. Sou eu e percebi que estou bem comigo mesma. 
É tão bom realizar isto e sentir-me bem na minha pele. Não acontece todos os dias, por isso é de aproveitar. E registar. :)