Sunday, January 18, 2015

Ano novo, casa nova - Inspiração, parte I

(imagem Design*Sponge)

Com o início do ano começaram também as mudanças. A poucos dias de me mudar de vez para a minha casa, vou refazendo os meus passos e apreciando cada vez mais o processo de decoração e organização do espaço. Se por um lado tenho um receio de depender apenas de mim, por outro vou mergulhando nesta liberdade e apreciando cada bocadinho deste passo que estou a dar. 
Tem sido extremamente libertador tomar todas as decisões sozinha. É um exercício curioso quando estamos habituados a pedir a opinião de alguém, e claro que devemos pedir sempre quando não temos certezas absolutas, mas em última instância, a decisão é apenas minha, e isso tem sido uma experiência e tanto.

E depois há a decoração. E nada me dá mais prazer do que decorar, modificar, reaproveitar, enfim... Os planos acumulam-se, mergulho de cabeça no Pinterest para procurar inspiração e motivação para os próximos passos e cada pormenor é pensado com muito amor e dedicação. 

Este fim-de-semana pintei o meu quarto. E a minha grande inspiração foi a foto que ilustra este post. Se eu já andava com ideias de ter uma parede de cor escura, esta imagem suprimiu-me as dúvidas e deu-me a certezas para avançar. E com tabuleiros de tinta, pincéis e rolos a secar na minha banheira, sinto que tomei a melhor decisão possível. A casa ganha forma aos poucos e começa a ter a minha cara. Isto é coisa para mudar a minha disposição mais depressiva do início do ano. Que se mantenha assim por mais algum tempo.

(conseguimos perceber por aqui que me deu uma pancada gigantesca pelo azul escuro...)


E com isto, é bem possível que nos próximos tempos os posts sejam maioritariamente sobre decoração e também sobre algumas ideias DIY para por em prática que vou querer partilhar. Claro, tudo a ver com a casa e a minha nova vida doméstica. Espero que se mantenham por aí. Boa semana!

Saturday, January 10, 2015

No ano dos hoverboards, eu viajo ao passado



Há livros que fazem sempre sentido. Tenho começado a ler muito mais este ano do que no ano passado. A minha lista de livros lidos em 2014 decresceu consideravelmente e este ano quero recuperar o fôlego e voltar a perder-me noutros mundos. Isto para além de também querer incrementar os meus conhecimentos, e aproveitei o facto de me ter oferecido um ipad para o encher de livros sobre variadíssimos temas que me interesso, sejam na minha área profissional, como alguns de culinária e nutrição, desenvolvimento pessoal, etc....

Mas estou a perder-me. Dizia eu que ando já a insistir nos meus hábitos de leitura este ano, leio na cama todos os dias, leio ao pequeno-almoço, enfim. Fico contente, porque neste aspecto estou a começar bem o ano.
Há dias, em arrumações, descobri enterrados numa estante os livros que fizeram a minha infância vibrar: A Floresta e o O cavaleiro da Dinamarca da Sophia de Mello Breyner Andresen. E não resisti e um dia desta semana resolvi pegar n' A Floresta e reler. E, como das outras 30 vezes que li este livro, perdi-me. 

Ler os livros da Sophia é uma verdadeira viagem ao passado. Quando leio as palavras dela deixo-me deambular nas memórias das leituras passadas, e lembro-me de uma maneira tão vívida e real como é ser criança. Porque os anos passam e as tarefas e o stress parecem ter-se ocupado de todo o meu tempo, parar e ler a Sophia fez-me lembrar como era sonhar, como era acreditar que realmente pudessem existir seres fantásticos e mistérios insondáveis no mundo. A maneira como ela descrevia os ambientes que rodeavam a história, pareciam conter outras histórias que ela não contava e ficavam ali à espera de serem desvendadas pelos jovens leitores, e acho que essa era a maior magia da escrita da Sophia. 

O seu mundo repercutia-se em todos os passos do meu crescimento, e em particular relembro as brincadeiras que eu e a N., a minha melhor amiga, inventávamos nos recreios. O pátio calcetado do colégio, as colunas da entrada da casa da D. Luísa, as plantas nos vasos e as árvores que nos rodeavam, os cogumelos que cresciam no tronco da árvore, tudo nos alimentava a imaginação e abrilhantava a nossa fantasia, de tempos idos, de histórias românticas e heroínas fortes, de amigas que, ao final de 26 anos ainda estão tão próximas e unidas como antes. 

Lembro-me como era fácil criarmos o nosso canal de tv, a TV Clic, como vivemos (e fugimos várias vezes) num orfanato ao género da Ana dos cabelos Ruivos, como viajámos até ao espaço e como fugíamos de situações arriscadas. Como desenhávamos os cenários das nossas brincadeiras, inventávamos publicidade em cartoons e como escrevíamos febrilmente na esperança de um dia termos livros publicados. E como esses sonhos pareciam tão fáceis.

Mais uma vez reforço, este ano não tenho resoluções, mas vou ter de criar espaço para me deixar levar, para criar novamente. Para me perder nos projectos que ficaram em suspenso e para procurar novos caminhos e lembrar-me simplesmente de sonhar como quando era criança e tudo era possível. E deixar-me levar pela loucura do processo criativo. Olhar para mim no passado, e se for preciso, chatear a N. para voltarmos a rir e a disparatar, que se reflecte nas melhores memórias e ideias de sempre.

E tudo isto após cinquenta ou setenta páginas de memórias perdidas.
Não há dúvida que o passado é a minha maior inspiração.

Monday, January 5, 2015

2015 sê bom para mim

Não costumo ir naquele discurso de pedir que um ano/mês/evento/whatever venha a ser bom para mim. Acredito que fazemos a nossa sorte e a nossa força é construída a cada passo. No entanto os últimos tempos estão a ser mais desafiantes do que o normal e tenho mesmo de pedir que este ano me trate bem.

Como sabem, recentemente tomei decisões pessoais que afectaram profundamente a minha vida e a minha forma de ver as coisas. O meu Outono/Inverno foi do mais incomum que se viu, o espírito Natalício foi inexistente, e as perspectivas de ano novo não são muito diferentes. Estava tão cansada que apenas queria que 2014 terminasse para fechar as portas que tinham de ser fechadas. E ficará sempre gravado na minha memória como um ano inesquecível, de muita luta interna, de muitas questões, de algumas respostas que antes não sabia responder, e de novas perguntas que ficarão sem resolução. Mas estou grata, aprendi muito com 2014, mais do que em todos os outros juntos, e creio que estou mais forte e mais determinada que nunca para seguir o meu caminho. 

2015 não teve o começo mais auspicioso, não estou tão determinada a estabelecer novos objectivos e metas para o novo ano como costuma acontecer, e já tive algumas surpresas desagradáveis. Nada que não se resolva, no entanto, faz sempre parte.

Em 2015 esperam-me os maiores desafios, o enfrentar de medos nunca antes sentidos, e recuperar-me, que me perdi em tanta luta interna, tantos nervos e algum materialismo. Simplificar a minha vida, cimentar os laços familiares, fortalecer as amizades, procurar paz e estabilidade, é o que mais procuro. Preciso de encontrar espaço para respirar, mas não quero deixar de ser activa e fazer coisas diferentes e desafiantes. 

Fiz recentemente uma meditação guiada com o foco no novo ano e a determinada altura deveria surgir-nos uma palavra que seria o que mais teria de trabalhar, e a palavra que me surgiu do fundo do meu ser foi "Serenidade". E acho que faz todo o sentido. Tenho sonhado muito, trabalhado muito, construído alguma coisa, mas preciso da devida paz para compreender tudo o que conquistei, e levar-me para novos patamares.
Ando cheia de vontade de recomeçar onde fiquei e tenho mil e uma tarefas em mente, e novos projectos a desenharem-se entre sinapses, mas vou alimentando as ideias com calma e paciência, qualidades que nunca associo a mim e aos poucos acredito que chegarei onde quer que me esperam.

(imagem via)

Fica aqui o pensamento que tenho mais presente neste momento. Um passo de cada vez. 2015, por favor sê bom para mim, prometo que serei paciente contigo e farei com que cada dia conte. 
Um excelente ano para vocês que me lêem e espero que 2015 me traga mais regularidade e mais vontade de escrever no blog (não fiz as contas mas estou em crer que 2014 foi mesmo o ano mais fraquinho por aqui). Obrigada por estarem desse lado. 
Vamos a isso?

Friday, December 26, 2014

E o vosso, como foi?



O Natal mudou, ou terei sido eu?

Não sei precisar, mas sei que os Natais verdadeiramente felizes ficaram algures perdidos no passado. Ou, na minha inocência, alguns deles já não eram tão felizes assim, mas eu simplesmente não via. Compreendo melhor do que nunca porque dizem que o Natal é das crianças. O Natal em adultos é algo complicado, os problemas nunca ficam à porta nestes dias, por muito que queiramos e tentemos. Enfim, faz parte da vida.
E este ano não foi excepção. Na verdade foi mais difícil. O que mais gosto do Natal não é o dia nem a festa em si, mas a antecipação, o tempo que posso dedicar a pensar no presente mais indicado para a pessoa, ou o que posso fazer para oferecer, decorar a árvore e a casa, pensar numa forma diferente de embrulhar os presentes, essas pequenas coisas que este ano não consegui fazer.

Ainda assim, há sempre uma alegria desmedida em reaver as pessoas da família que não vemos com tanta frequência, há algo de extremamente ingénuo e inocente que desperta em mim, numa esperança, ainda que remota, de me lembrar do brilho que o Natal tinha há tanto tempo atrás.

Este Natal não foi o melhor, não o poderia ser, havia demasiado espaço vazio.
Mas ainda assim estou extremamente grata. Tivémos uma mesa farta, onde nos apertámos para nos sentarmos, o que significa que ainda somos bastantes, e ainda houve espaço para algumas gargalhadas, com a ajuda do vinho e da surdez da minha avó.
E ainda tenho a sorte de receber algumas prendas bem jeitosinhas! :)




Agora temos um novo ano à porta, o que não significa que não vivamos estes últimos cinco dias em pleno. Este ano não quero resoluções, quero apenas conseguir abrandar e encontrar o ponto de equilíbrio, o meu.
Em breve falamos mais sobre isto.

Espero que tenham tido um Natal feliz, tranquilo e quentinho. Afinal tem estado um sol radiante que anima qualquer um. :)

Wednesday, December 24, 2014

Dezembro

Estou viva! Ando há dias cheia de vontade de actualizar o blog mas o tempo não o permite. Eu deveria saber que o trabalho que se acumula nesta altura + assuntos pessoais e burocráticos para resolver + desafio fotográfico + Natal, não são propriamente a combinação de sucesso nem resultam em posts frequentes. Os dias são longos de trabalho e tarefas urgentes, e as noites demasiado curtas e povoadas de insónias e/ou alguns dos sonhos mais estranhos que já tive. Mas estou aqui, ainda a trabalhar e a sentir que antes do Pai Natal chegar mais logo, já eu apaguei no sofá. Este ano o espírito natalício está fraco para grande pena minha, as prendas são mais escassas e só para as crianças, não fiz doces nem bolachas nem decorei uma árvore de Natal.É um pouco triste, eu sei, mas ainda tive algumas ideias giras que vou por em prática na festa mais logo. Afinal, estar com a família é mesmo a melhor parte do Natal e é por isso que anseio (e hoje parece que afinal há esperança para mim e o espírito natalício não se eclipsou completamente).





 
De resto, o que se passa por aí, Analog?
O desafio fotográfico tem ficado mais ou menos a meio. No instagram vou actualizando e publicando fotos que me ocorrem, algumas dentro das temáticas do desafio, outras nem por isso. O que é certo é que há ali alguns temas que me fazem pensar muito, mas os balanços deixo-os para o fim do ano. Como me disse uma amiga e muito bem, estou a viver uma fase de fins e começos ao mesmo tempo, em muitas facetas diferentes da minha vida, e em 2015 espero começar a acalmar que isto do multitasking e de estar ocupada é muito giro, mas eu quero mesmo é dormir umas 10 horas seguidas.
Ando a preparar-me para ir viver sozinha pela primeira vez na vida, e é algo tão entusiasmante como assustador. Alguns conselhos que me possam dar?
Ando na roda-viva para poder beijar e abraçar todos os meus familiares e amigos antes do Natal, mas não vai ser possível. Resta-me o consolo de no próximo fim-de-semana ter ainda gente querida para rever e tempo para todos. Vai ser bom!
Descobri que tenho um primo novo que nasceu em Setembro e tem nome japonês, o que me faz sentir que tenho alguém na família com nome de personagem de Manga.

Assim de repente estes são os highlights da coisa. Como podem ver (ou não), este mês foi definitivamente o mais louco do ano, se não da minha existência ao longo destes 32 anos. Mas está a passar, e as gavetas vão-se arrumando aos poucos e as coisas irão ao lugar.

Para este Natal quero muita alegria e muita paz, estar com a minha família à volta da mesa e termos muitos sorrisos para partilhar.
Desejo-vos um excelente Natal, com os presentes que mais desejam, com muito calor e amor. Voltarei em breve, eu vacilo mas volto sempre! ;)
(obrigada, querida Lazy Cat pela preocupação. Um beijinho grande e um Feliz Natal para ti)

 

Wednesday, December 3, 2014

Day three - The best day of 2014

Saltei o dia 2, de propósito, ainda não tirei a foto que queria, por isso passo à frente no desafio e salto logo para dia 3, e para o meu dia favorito no ano.
Não ponho foto (que até as há), porque não estou sozinha nelas e tenho de respeitar a privacidade alheia. Mas sei que o melhor dia de 2014 foi quando embarquei para Paris para ir ao encontro da minha irmã, que na altura estudava em Rennes.
A minha irmã é a pessoa mais espetacular do mundo. E provavelmente estamos a passar a melhor fase do nosso percurso como irmãs, em que somos finalmente adultas ao mesmo tempo e nos apoiamos mutuamente em tudo e confiamos uma na outra para tudo. 

Como já defini e lhe disse uma vez, ela é o meu amor mais incondicional (pelo menos até hoje, não saberei como será quando tiver filhos). Por isso o dia 28 de Fevereiro foi um dia muito feliz, e o meu dia preferido do ano inteiro, um dia em que renovei esperanças e expectativas, um dia de reencontros e alegrias imensas. Um dia em que depois de 3 ou 4 meses sem ela, a pude finalmente abraçar e conhecer a realidade que ela vivia. Nunca me vou esquecer desta pequena viagem. Foi dos momentos mais inesquecíveis deste ano.

Monday, December 1, 2014

Day one - Drink



Chegou o último mês do ano. Não vos sei explicar como os dias frios me têm sabido bem, sei que anda tudo com saudades do Verão e não sei se terá sido das férias num país quente, mas o frio que se sente nesta época está a saber-me particularmente bem.
Hoje começa o December Reflections e o primeiro dia pede uma bebida. Neste tipo de desafios nunca gosto de pensar muito, e vou com aquilo que o meu instinto me pede. Então escolhi o Lambrusco (curiosamente, uma garrafa vazia, do sábado passado). Este vinho faz-me sempre lembrar alguns momentos de convívio que tive com amigas (alguns amigos também, mas lembro-me mais facilmente das minhas ladies), penso em risos e alegrias e despreocupação. E assim inauguro o meu desafio, com uma garrafa vazia e a cabeça cheia de memórias e o coração quente do carinho. 

E acrescento um grau de "dificuldade", vou tentar contar uma pequena história, justificar a escolha da foto, sempre que possível, e que este episódio seja referente ao ano de 2014, assim em jeito de reflexão. Como disse, não prometo posts diários, mas quero muito cumprir este desafio até ao fim. Pode ser que o blog acorde para a vida entretanto... ;)

Boa semana a todos!