sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Thailand, unedited

Ando há dias a pensar que queria ter muitas palavras bonitas para escrever um post sobre a minha viagem. E não me sai nada. Foram dias com vários altos e baixos, alguma dificuldade em adaptar-me à cultura, mas quando terminaram dei por mim absolutamente apaixonada. Não consigo por em palavras o que é esta viagem.
Mas percebo que adiar a descrição só me faz começar a esquecer detalhes. E ontem, num serão com uma amiga mostrei as fotos do meu telefone e as memórias fluíram. E não podia esperar mais. Ainda que não tenha estruturado um post ou pensado num texto com cabeça, tronco e membros, percebi que estava na hora de retomar o andamento do blog e mostrar-vos por onde andei.
Foram 17 dias intensos, em que fomos arrancados da nossa zona de conforto e em que nos forçámos a lidar com uma realidade tão diferente e estranha.
Foram 17 de experiências novas, de algumas saudades de casa mas também com uma curiosidade imensa em relação a tudo o que víamos e vivíamos. E assim, ainda que incompleto e impefeito, deixo-vos neste post alguns dos meus passos marcados pela câmara do meu telefone, que eternizou cada momento. Com alguns comentários, claro.

Bangkok





O Buda deitado é mesmo uma visão impressionante, mas o que mais me tocou foi a origem de um barulho metálico que ecoava por todo o templo. Atrás do Buda existe uma fileira de pequenas taças metálicas onde as pessoas colocam moedas, uma moeda por cada uma das trinta ou quarenta taças, e o som era algo de cristalino e quase mágico. A devoção dos budistas tocou-me muito, há rituais lindos.


O primeiro passeio de tuk-tuk...
... E a molha que se seguiu.

Comida com aspecto duvidoso (e o cheiro, agressivo e pungente)...

... E comida com aspecto delicioso.

Bangkok visto de cima...

Chiang Mai

Sem dúvida que soubémos escolher hotéis, todos eles bem servidos de piscinas. Este tinha logo duas, mas a arquitectura e a decoração, foi mesmo o que mais me impressionou (de todos, o que tinha mais elementos tradicionais). Não me cansarei de o recomendar.



Os táxis em Chiang Mai proporcionavam sempre bons momentos. Uma noite, num destes, entrou-nos um rapaz enquanto estávamos em pleno movimento, deu as boas noites, sentou-se, ao fim de um par de quarteirões saíu, desejou boa noite, pagou ao taxista e desapareceu na cidade. Acho que ficámos o tempo todo meio boquiabertos com a facilidade com que ele nos invadiu a boleia, e ao mesmo tempo não faltou ao respeito a ninguém. 

A cor dos mercados noturnos, vistos de fuga.

O meu novo amigo...

... Acho que gostou de mim. 

Railay Beach (ou o Paraíso)






O tour pelas Phi Phi começou aqui.


Cenário caótico em Maya Beach, sim a praia do filme. E sim, é linda de morrer e tem a areia mais branca e fina de todas as praias, mas está constantemente atulhada de turistas, metade da praia está cheia de barcos, e a outra metade cheia de gente. E há lixo no chão, no entanto as pessoas respeitam-se, há segurança e um ambiente de euforia generalizada que nos conquistou.




O último por-do-sol em Railay

Koh Yao Yai




O restaurante com a melhor comida que provei nestes dias. 

A descontração das pessoas/famílias inteiras a andar de mota nunca pára de me surpreender.


Último passeio de Long-tail. Amei, se pudesse tinha um.



A despedida da ilha. Ainda hei-de fazer um post sobre Koh Yao, estive três dias naquela ilha e é não há palavras para explicar o quanto eu amei aquele sítio. Há ali um ambiente muito virgem, muito especial. E é dotado de uma paz enorme, foi onde me senti mais tranquila.

Conto mais em breve. Bom fim-de-semana.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

1 week to go

Falta apenas uma semana. Daqui a precisamente 7 dias estarei a voar sobre Lisboa a caminho de Londres. E de Londres seguirei para Bangkok. Uma viagem sonhada e planeada ao longo de vários meses, muito graças a esta menina que me contagiou com as suas descrições fantásticas da sua ida à Tailândia. E eu também quis, e todos os que vão comigo também se entusiasmaram, e então lá vamos nós. 

Ainda não acredito que falta apenas uma semana. Esta viagem, que nos pareceu mais longínqua que nunca. E que tanta coisa atrapalhou o processo e se colocou no caminho. Mas no fim, estamos aqui a saborear os últimos minutos em que sentimos que isto vai finalmente acontecer e sentir que a merecemos mais do que nunca. 

E daqui a uma semana partimos. Rumo a uma nova aventura, rumo a uma nova experiência, rumo às férias mais épicas (e necessárias) de sempre. 
Como devem calcular (e como tem sido apanágio nos últimos tempos), o blog estará calminho, mas a página de facebook do blog vai estar o mais activa possível durante os 17 dias em que me passearei pela Tailândia. 
Falta apenas uma semana...

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Entretanto hoje ocorreu-me que este blog tem precisamente três anos, dois meses e um dia. Brincadeiras matemáticas à parte... Parabéns atrasados. Ups!

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Dia da música

Um amigo uma vez disse-me que viu algures (ou leu algures) que tinham sido feitos testes em que examinavam o cérebro humano enquanto ouvia música, e ao que parece, nada estimula o nosso cérebro tanto como a música. Gosto de imaginar o pessoal nesse exame a ver as várias áreas acenderem como uma árvore de Natal. Não vi nenhum documentário nem nunca procurei informação para confirmar o que o meu amigo me disse, mas não me custa acreditar que possa ser verdade.
A música preenche-me, invade-me o peito como uma onda, faz-me sorrir do nada ou emocionar-me quando menos espero. A música arrebata-me, apaixona-me, faz-me sentir coisas que por vezes penso só existirem na minha imaginação, e se for preciso, derrota-me e desorienta-me até ao fim das minhas forças.
Hoje é o dia Mundial da Música, a rádio fez questão de me alertar várias vezes. Durante a minha corrida matinal a música soou incessante nos ouvidos para me estimular os músculos. Chego ao emprego e a música acompanha-me o dia todo sem acusar cansaço. Preciso de me concentrar e a música sussurra-me intimamente ao ouvido para que eu me sinta a única pessoa do mundo.
Hoje não podia deixar passar este dia em branco, e gostaria de partilhar convosco as minhas 10 músicas preferidas de todos os tempos (ando a compilar esta lista há algum tempo e hoje faz todo o sentido partilhá-la). E, sem nenhuma ordem específica, aqui vão:

"This corner of the earth" - Jamiroquai
"Neighbor song" - Lake Street Dive
"Lover, you should've come over" - Jeff Buckley
"The sound of silence" - Simon & Garfunkel
"My girl" - The temptations
"Olha só moreno" - Mallu Magalhães
"Your precious heart" - Marvin Gaye & Tammi Terrel
"Samson" - Regina Spektor
"Little Black submarines" - The Black Keys
"You got me" - The Roots featuring Erykah Badu

E já agora, a título de bónus, os 5 álbuns que mais gosto, que ouço do início ao fim sem me cansar e sem recusar uma música que seja (a maior parte das vezes, vá):

"Mama's gun" - Erykah Badu
"Lake Street Dive" - Lake Street Dive
"Big Calm" - Morcheeba
"Volume two" - She and Him
"Banda do mar" - Banda do mar (este é tão recente mas é delicioso, não me canso de ouvir)

Deixo aqui a música dos The Roots com a Erykah Badu. Aqui está uma que não me canso de ouvir, passem os anos que passarem. E se puderem, atentem ao turbante da menina. Um dia ainda hei-de experimentar usar um assim.



Agora deixo-vos o desafio. Partilhem comigo quais as vossas 10 músicas preferidas, ou os 5 álbuns que não se cansam de ouvir do princípio ao fim. Ou os dois! :)
E que venha o mês de Outubro! O mês das minhas férias, finalmente!