terça-feira, 14 de outubro de 2014

1 week to go

Falta apenas uma semana. Daqui a precisamente 7 dias estarei a voar sobre Lisboa a caminho de Londres. E de Londres seguirei para Bangkok. Uma viagem sonhada e planeada ao longo de vários meses, muito graças a esta menina que me contagiou com as suas descrições fantásticas da sua ida à Tailândia. E eu também quis, e todos os que vão comigo também se entusiasmaram, e então lá vamos nós. 

Ainda não acredito que falta apenas uma semana. Esta viagem, que nos pareceu mais longínqua que nunca. E que tanta coisa atrapalhou o processo e se colocou no caminho. Mas no fim, estamos aqui a saborear os últimos minutos em que sentimos que isto vai finalmente acontecer e sentir que a merecemos mais do que nunca. 

E daqui a uma semana partimos. Rumo a uma nova aventura, rumo a uma nova experiência, rumo às férias mais épicas (e necessárias) de sempre. 
Como devem calcular (e como tem sido apanágio nos últimos tempos), o blog estará calminho, mas a página de facebook do blog vai estar o mais activa possível durante os 17 dias em que me passearei pela Tailândia. 
Falta apenas uma semana...

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Entretanto hoje ocorreu-me que este blog tem precisamente três anos, dois meses e um dia. Brincadeiras matemáticas à parte... Parabéns atrasados. Ups!

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Dia da música

Um amigo uma vez disse-me que viu algures (ou leu algures) que tinham sido feitos testes em que examinavam o cérebro humano enquanto ouvia música, e ao que parece, nada estimula o nosso cérebro tanto como a música. Gosto de imaginar o pessoal nesse exame a ver as várias áreas acenderem como uma árvore de Natal. Não vi nenhum documentário nem nunca procurei informação para confirmar o que o meu amigo me disse, mas não me custa acreditar que possa ser verdade.
A música preenche-me, invade-me o peito como uma onda, faz-me sorrir do nada ou emocionar-me quando menos espero. A música arrebata-me, apaixona-me, faz-me sentir coisas que por vezes penso só existirem na minha imaginação, e se for preciso, derrota-me e desorienta-me até ao fim das minhas forças.
Hoje é o dia Mundial da Música, a rádio fez questão de me alertar várias vezes. Durante a minha corrida matinal a música soou incessante nos ouvidos para me estimular os músculos. Chego ao emprego e a música acompanha-me o dia todo sem acusar cansaço. Preciso de me concentrar e a música sussurra-me intimamente ao ouvido para que eu me sinta a única pessoa do mundo.
Hoje não podia deixar passar este dia em branco, e gostaria de partilhar convosco as minhas 10 músicas preferidas de todos os tempos (ando a compilar esta lista há algum tempo e hoje faz todo o sentido partilhá-la). E, sem nenhuma ordem específica, aqui vão:

"This corner of the earth" - Jamiroquai
"Neighbor song" - Lake Street Dive
"Lover, you should've come over" - Jeff Buckley
"The sound of silence" - Simon & Garfunkel
"My girl" - The temptations
"Olha só moreno" - Mallu Magalhães
"Your precious heart" - Marvin Gaye & Tammi Terrel
"Samson" - Regina Spektor
"Little Black submarines" - The Black Keys
"You got me" - The Roots featuring Erykah Badu

E já agora, a título de bónus, os 5 álbuns que mais gosto, que ouço do início ao fim sem me cansar e sem recusar uma música que seja (a maior parte das vezes, vá):

"Mama's gun" - Erykah Badu
"Lake Street Dive" - Lake Street Dive
"Big Calm" - Morcheeba
"Volume two" - She and Him
"Banda do mar" - Banda do mar (este é tão recente mas é delicioso, não me canso de ouvir)

Deixo aqui a música dos The Roots com a Erykah Badu. Aqui está uma que não me canso de ouvir, passem os anos que passarem. E se puderem, atentem ao turbante da menina. Um dia ainda hei-de experimentar usar um assim.



Agora deixo-vos o desafio. Partilhem comigo quais as vossas 10 músicas preferidas, ou os 5 álbuns que não se cansam de ouvir do princípio ao fim. Ou os dois! :)
E que venha o mês de Outubro! O mês das minhas férias, finalmente! 

domingo, 21 de setembro de 2014


Enquanto escrevo este texto que sei que vou apagar e reescrever até me sentir confortável, continuo sem saber que título lhe vou dar. 
É sempre difícil encontrar o título certo para um texto de regresso depois de dois meses de ausência, e explicar tudo o que mudou na minha vida. E é difícil explicar a mudança de cento e oitenta graus da minha vida, porque, mesmo sendo este um blog que se quer leve e descomprometido, sabemos que a vida não é sempre assim, nem o meu objectivo é iludir-me(vos) nesse sentido. 

Nos últimos posts referi várias vezes a falta de tempo, e como o trabalho parecia ter dominado a minha vida por completo. Abracei um novo projecto, estou sem férias de verdade há quase um ano, e o desgaste e o cansaço dominaram os últimos tempos. No entanto esta não era a minha única preocupação, algo mais ocupava os meus pensamentos e cresceu exponencialmente, tornou-se demasiado evidente para ser ignorada e em Agosto, ao fim de quase 12 anos, em que crescemos e lutámos juntos, eu e o P. decidimos que teríamos de continuar a nossa vida separados. 
Não é fácil fechar um capítulo destes, e enfrentar toda a atribulação que se segue, os assuntos que ficam em suspenso, uma casa e uma vida partilhada. No entanto permanece o carinho, o respeito, e (porque não?) o amor que nos faz desejar o melhor do mundo para o outro. E isso faz toda a diferença.

Estar em paz com uma decisão tão difícil é uma conquista na minha vida, e pela primeira vez em muito tempo, estou a enfrentar o futuro sem planos definidos, sem uma linha condutora, apenas na perspectiva da aprendizagem em reencontrar-me e definir-me, ainda que demore algum tempo. 

E há sempre lições positivas e boas surpresas que me têm preenchido o coração. Sei que continuarei a ser feliz, onde quer que este novo caminho me leve. E conto que o blog continue a fazer parte da minha vida, agora mais assiduamente.


(graffitti visto algures por Sintra nos últimos dias, que achei tão forte e definidor... Ninguém pode sonhar por ninguém, nem ser feliz por ninguém. Ando a aprender a ter novos sonhos e há algo de muito bonito nisso também. A vida não correu como planeei, mas não destruiu a capacidade de sonhar e imaginar um futuro feliz para mim...)