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quarta-feira, 5 de abril de 2017

A sonhar com isto

Não sei se foi de ter aprofundado um pouco mais a reflexão pela escrita e pelo desenho, se é por andar a ler mais sobre mindfulness, se por levar andar de facto mais empenhada em tirar um tempo para escrever e desenhar, mas ando novamente perdida de amores pelos art journals (haverá uma boa expressão portuguesa equivalente? Diários gráficos parecem-me sempre tão técnicos e sem graça...) que vejo pela frente. Há pouco tempo deu-me para incrementar ainda mais o meu board do Pinterest e ando a sonhar e babar com isto. Comecei inclusive algumas experiências, o meu diário de gravidez é também ele uma experiência nesse sentido, mas ainda sem grandes resultados. 

No entanto não vou desistir. Aos poucos as coisas fazem-se e acredito que depois de arrancar, vai fluindo de outra forma.

Enquanto não produzo coisas suficientemente consistentes para partilhar, continuo a sonhar com alguns destes, e a deixar-me inspirar para as minhas futuras criações. Lá no Pinterest há mais, mas estes chamaram-me a atenção. Adoro os contrastes, as camadas, a textura, a sujidade. Há algo de muito interessante e genuíno num art journal... 






(Ania Leike - daqui)





Usei os links originais e devidos créditos para partilhar estas imagens, se a imagem é tua e quiseres que a retire do blog, por favor envia-me um e-mail para analogirl.blog@gmail.com // I used the original links and credits to share these images, if this is yours and want it removed from the blog, please send me an e-mail: analogirl.blog@gmail.com

domingo, 10 de novembro de 2013

Doodle a day November #5 to #9

Os desenhos estão atrasados, mas continuo empenhada em atinar com o ritmo. Hoje mostro alguns que consegui fazer ontem, mas que não deu para publicar mais cedo, com a preparação de um lanche cá por casa. Amanhã há mais.

The drawings are getting behind but I'm more than willing to catch up. Today I show some that I was able to make yesterday but couldn't post here due to a small lunch here at home. Tomorrow there'll be more!

#5 - Daily
Recentemente adquiri o hábito de tomar pela fresca um sumo verde. Os ingredientes vão variando e nunca sigo a mesma receita, mas os meus favoritos são sempre: aipo, gengibre, espinafres, abacate, e a fruta que apetece, neste caso desenhei as de ontem: laranja e banana.

Lately I got the habit of taking green smoothies in the morning. The ingredients vary and I never follow a recipe, but I have some all time favourites: celery, ginger, spinach, avocado and some fruit, here are the yesterday's choice: orange and banana.

#6 - Leaf

#7 - Something fresh 
Fiquei sem ideias, depois de desenhar o sumo verde e os ingredientes. Mais fresco que isto não existe por isso vou adiar este um bocadinho...

I went out of ideas for this one after drawing my green juice and the ingredients. Fresher than this it's kinda impossible so I skipped this one for now.


#8 - Small

#9 - On the floor/ground
A minha lanterna com as sombras a tremeluzir aqui num canto da sala.

My lantern on my living room corner.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

E assim foi o fim-de-semana

Apesar de ter sido apenas um dia, dei por mim a ser extremamente produtiva com pinturas e afins. Há tempos defini com a minha coach que teria um tema semanal (algo que tinha definido para mim própria no início do blog e rapidamente abandonei), para estimular a imaginação e obrigar-me a ter uma rotina criativa. Claro que o projecto caíu por terra porque eu queria obrigar-me a desenhar diariamente e como não conseguia, foi-se. Uma coisa que ando a aprender com o coaching é a dividir os meus objectivos em objectivos menores, para conseguir cumprir as coisas e treinar o cérebro de forma a habituar-se a fazê-las e não as abandonar a meio. Assim a minha coach pede-me apenas um desenho/pintura/colagem/whatever por semana. Sem grandes ideias para um tema e com uma vontade imensa de experimentar algumas técnicas e os fundos negros que vi neste e neste post da Alisa Burke (who else?), e ainda uma lembrança do estilo da Mary Blair, saíram-me estas experiências no diário gráfico (ali na 3ª imagem acho que também agarrei umas ideias da "Noite estrelada" de Van Gogh). Claro que tudo isto é ainda muito pouco meu e ainda muito primário e simples, mas é um começo e fico entusiasmada em testar técnicas que nunca tinha imaginado fazer (andei sempre tão focada em alguns básicos, em saber usar lápis e fazer os desenhos bonitinhos que pouco faço fora da caixa), que já ando com ideias para o próximo tema, bem como as próximas experiências com os materiais.





Depois, simplesmente diverti-me... Gostava de colar num ovo os trevos de quatro folhas do meu furador, mas como já sabemos, isso ficou pelo caminho... :P




 
(aguarela num ovo... não é boa ideia - Nota para mim: comprar mais tintas acrílicas e guaches para este tipo de brincadeira)

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Pinterest Love

Eu sou uma mulher mais feliz com o Pinterest. Todos os dias (em que lá consigo ir) descubro coisas que adoro, ideias de decoração que adoraria replicar na minha casa, posters, frases inspiradoras, ilustradores e artistas, fotos e simplesmente coisas belas para ver e me transportar para outras realidades (como eu adoro fazer isto). Ontem decidi-me a explorar o Pinterest da Ana e do seu blog Milk, e descobri todo um novo mundo que praticamente desconhecia: a arte de criar diários (journals). Encontrei de tudo, diários gráficos de artistas, diários de viagens, diários, simplesmente, e mil e uma ideias giras para colocar em prática. Eu ainda hoje gosto de escrever no meu diário, e sou boooring até à quinta casa, para já porque é no diário que despejo o meu lixo emocional, depois porque apesar de ter um caderno de páginas lisas raramente escrevo "fora das linhas". Acho que um diário, com apontamentos mais originais ali pelo meio, sejam desenhos, colagens de fotos, de flores que apanhamos num passeio, ou simplesmente escrever "em caracol" numa página, pode ser um excelente meio de expandir a criatividade. E ontem, pela primeira vez desde que tomei contacto com os diários da Anna Denise (que escreve autênticas bandas desenhadas do seu dia-a-dia), voltou a nascer a vontade de fazer algo do género.
Ora vejam

(sketchbooks da Joojoo)

(Caderno de Élisabeth Couloigner em Livres de matiers)





 (Do fantástico Oliver Jeffers)


(Fonte: Pikaland)

(cadernos de Wit and Whistle, apetece ter todos, ou criar os nossos)

Não dá vontade de começar já um destes? Ando muito tentada em fazer algo deste género (ideia genial, miúda), era capaz de ser um bom começo... 
E vocês ficaram inspirados?

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Escrever

(post iniciado aqui)

A sala era alta, o tecto distava quatro ou cinco metros das tábuas do chão. Estas eram gastas e escurecidas pelo tempo. A velha senhora, de cabelo todo branco, vestida de preto, olhava-as pensativamente. Ocorreu-lhe subitamente que há muito que não se ajoelhava, não se sentava ou simplesmente tocava com a mão no velho chão. O pavimento de tábua corrida existia desde que se lembrava, aquelas mesmas tábuas, com os nós mais escuros aqui e além, desnivelados junto à porta, suavizados pelos passos dos anos.
Quanto tempo teria passado desde a última vez que sentira realmente o chão? Não se conseguia lembrar. Vivia ali há tantos anos, a sua infância, a sua adolescência, os casamentos dos irmãos e irmãs, o nascimento dos sobrinhos, dos sobrinhos-netos.
Lembrava-se vagamente de brincar com as crianças naquele pavimento mais velho que ela própria, mas não sabia quando fora.
Fazia-lhe confusão. A sua boa memória era o seu apanágio e de repente esta era posta à prova. E, que raio, o seu cérebro não lhe iria pregar mais partidas. Não se lembrava mais, mas isso não iria durar muito tempo. Não era à toa que lhe chamavam de teimosa.
Assim, determinada e corajosa como se sentia, deixou os trabalhos de tricô de lado e preparou os velhos joelhos. Deslizou suavemente da cadeira de baloiço, quando o joelho esquerdo se apoiou na carpete, o direito seguiu-o. A partir daí foi mais fácil.
De gatas, procurou a velha madeira rugosa do pavimento e tocou-a, seguiu-lhe os veios com a ponta dos dedos, a pele branca e delicada como papel, contra a aspereza do chão. Deitou-se. Um leve cheiro a pó e produto de limpeza desprendia-se da madeira. Sorriu. E espreguiçou-se. E deu uma gargalhada.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Experimentando o vento








Desde que redescobri a esferográfica que não quero outra coisa. Devo dizer que nas pausas do trabalho também é o que está mais à mão e lá vou eu rabiscando papéis de rascunho. Acho que esta semana o vento inspirou-me. Também percebi que já não sei pintar dentro das linhas, mas enfim, foi com um pincel e podia ser pior.
Parece-me que em termos de técnica não avancei grande coisa, mas sinto-me contente de ter começado a desenhar sem saber onde parar, e ter pensado em várias coisas que me lembram, de facto o vento. Entretanto ontem andei a magicar umas ideias, estou para experimentar mais um pouco antes de vos mostrar. Começou com aquelas árvores que gostei muito...