Antes de mais peço desculpa por não ter conseguido vir aqui ou à página de Facebook do blog desejar um bom Natal a todos. A última semana foi de loucos mas ainda assim, imperdoável eu sei.
Em seguida, tenho de dizer que, depois de sobreviver à loucura da época Natalícia deste ano tomei a decisão que para o ano que vem tenho MESMO de tirar férias. Cansei-me de não conseguir responder atempadamente a e-mails, não desejar feliz Natal na altura que queria às pessoas que queria, não comentar nos blogs que gosto, não desenhar, não nada. Já bem me basta a rotina do dia-a-dia que também me limita o tempo. O Natal do ano que vem vai ser mais calmo, nem que seja à força.
Por isso para o ano tiro logo o antes e o depois. Cheguei à conclusão que desde que trabalho nunca tiro férias nesta altura e nunca consigo descansar verdadeiramente, nem escrever posts, nem curtir a época com o gozo que merece.
Era só isto, para começar. Agora bora lá falar das coisas.
O meu Natal foi exponencialmente melhor do que o esperado. Não sou uma descrente da época mas já aprendi a não ter grandes expectativas, as crianças andam a crescer, já não acreditam no pai Natal, e já assisti a muita desavença familiar e muitas confusões nesta época para acreditar que poderia ser mais do que a típica noite em família (com a malta a discutir e afins).
Por isso estava longe de imaginar que este Natal seria tão bom como foi. Porque estávamos todos bem dispostos. Porque não nos víamos há um bom bocado e mesmo assim parecia que nos tínhamos apenas encontrado no dia anterior. Um espírito descomplicado de convívio familiar estava no ar e todos estávamos simplesmente bem e sorridentes. Mas a maior surpresa e alegria da noite foi a visita mais ou menos inesperada da minha tia-avó e os meus primos, com quem não estamos tantas vezes como gostaríamos. E uma noite que era banal, animou mil vezes com aquela que foi a melhor prenda de todas.
O dia de Natal foi diferente, com aquela família que se está a tornar aos poucos mais minha. Muita comida, muito riso, muito boa disposição e a alegria das crianças pequenas que lutavam por ficar ao meu lado à mesa. Um Natal diferente mas igualmente alegre e caloroso. E um novo começo cheio de promessas.
Portanto não me posso mesmo queixar. Sou uma sortuda por ter ainda tanto amor e tanta coisa boa por ansiar nesta época (incluindo umas prendas bastante jeitosas). E ainda pude ter um fim-de-semana mais descansado para compensar as loucuras da época. Agora, e apesar do ritmo hoje apertar um pouco mais comigo porque 2016 está à perna e com ele, o tal projecto que vai ser lançado ao mundo, quero levar estes últimos dias do ano com a calma e a tranquilidade que merecem. Ocupados sim, mas não frenéticos.
E há tanta reflexão para fazer acerca do ano que passou, e o melhor workbook de sempre para preencher com desejos e esperanças para 2016, mas isso fica para outro post.
Para já desejo-vos uma boa semaninha (que espero que seja de muito descanso e mimo) para todos e até já!
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terça-feira, 29 de dezembro de 2015
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
Fall recap
Andava eu aqui a rever o meu post cheio de coisinhas que queria fazer para o Outono e dei-me conta que devo ter cumprido... menos de metade?
Uma casa por reorganizar, um novo projecto, e dificuldades inesperadas na adaptação a uma nova vida profissional deixaram menos tempo disponível para alguns dos prazeres que tinha planeado para esta fase.
Ainda assim não foi menos gozado e aproveitado.
E decidi recapitular o meu Outono, porque é a minha estação favorita que se está a despedir, e este ano foi maravilhosamente luminosa e quente, e sinto que não me posso esquecer das coisas boas que este me trouxe.
1- Não fiz bolachas, vinho quente, ou tarde de abóbora, mas fiz maçãs assadas e crumble de pêra e morangos que valeu por elas todas, e pizza caseira com um pequeno par de mãos a ajudar;
2- Não vi Os Monty Python, mas vi as edições alargadas do Senhor dos Anéis em vários serões;
3- Aproveitei o Halloween em grande tal como tinha planeado;
4- Fiz castanhas no S. Martinho, e comi-as também em casa de amigos com bolos e tremoços (combinação imbatível);
5- Não pendurei cortinados ou arrumei fotos ou a arrecadação, mas reorganizei a sala, mudei as coisas de lugar, e está ainda mais bonita;
6- Não fiz decorações mas enchi a árvore de Natal de cores e combinações improváveis, numa noite deliciosa, em pijama e a ouvir o álbum A very She & Him Christmas (mas no próximo ano quero mesmo mudar tudo, e fazer algumas também);
7- Voltei a mergulhar doentiamente num livro (este) e fico sempre maravilhada com a capacidade que os livros têm de nos fazer mergulhar noutros mundos e despertar tanta coisa em nós;
8- Coloquei o edredão na cama. E há lá melhor coisa! Sou tão mais tranquila e durmo exponencialmente melhor com agasalhos quentinhos durante o sono;
Este outono encheu-me de alegria e bons momentos. Há tanto mais que está nas entrelinhas mas não vos vou aborrecer com detalhes (entre outros que quero guardar para mim).
Depois deste Outono tão sereno estou cá com um feeling que o Inverno será duro, mas estou pronta para ele. Até porque o Inverno traz o Natal, e eu vou ignorar que tenho ainda uma quantidade razoável de prendas por comprar, e pensar apenas nas festividades, no calor de estar com a família, e na comida,como é óbvio.
Uma casa por reorganizar, um novo projecto, e dificuldades inesperadas na adaptação a uma nova vida profissional deixaram menos tempo disponível para alguns dos prazeres que tinha planeado para esta fase.
Ainda assim não foi menos gozado e aproveitado.
E decidi recapitular o meu Outono, porque é a minha estação favorita que se está a despedir, e este ano foi maravilhosamente luminosa e quente, e sinto que não me posso esquecer das coisas boas que este me trouxe.
1- Não fiz bolachas, vinho quente, ou tarde de abóbora, mas fiz maçãs assadas e crumble de pêra e morangos que valeu por elas todas, e pizza caseira com um pequeno par de mãos a ajudar;
2- Não vi Os Monty Python, mas vi as edições alargadas do Senhor dos Anéis em vários serões;
3- Aproveitei o Halloween em grande tal como tinha planeado;
4- Fiz castanhas no S. Martinho, e comi-as também em casa de amigos com bolos e tremoços (combinação imbatível);
5- Não pendurei cortinados ou arrumei fotos ou a arrecadação, mas reorganizei a sala, mudei as coisas de lugar, e está ainda mais bonita;
6- Não fiz decorações mas enchi a árvore de Natal de cores e combinações improváveis, numa noite deliciosa, em pijama e a ouvir o álbum A very She & Him Christmas (mas no próximo ano quero mesmo mudar tudo, e fazer algumas também);
7- Voltei a mergulhar doentiamente num livro (este) e fico sempre maravilhada com a capacidade que os livros têm de nos fazer mergulhar noutros mundos e despertar tanta coisa em nós;
8- Coloquei o edredão na cama. E há lá melhor coisa! Sou tão mais tranquila e durmo exponencialmente melhor com agasalhos quentinhos durante o sono;
Este outono encheu-me de alegria e bons momentos. Há tanto mais que está nas entrelinhas mas não vos vou aborrecer com detalhes (entre outros que quero guardar para mim).
Depois deste Outono tão sereno estou cá com um feeling que o Inverno será duro, mas estou pronta para ele. Até porque o Inverno traz o Natal, e eu vou ignorar que tenho ainda uma quantidade razoável de prendas por comprar, e pensar apenas nas festividades, no calor de estar com a família, e na comida,como é óbvio.
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terça-feira, 15 de setembro de 2015
O Outono está a chegar!
Tenho de repetir... O outono está a chegar! E é a minha altura favorita do ano.
Sim, nasci no Verão, adoro o sol e a estação que me viu nascer, e estando eu a 10 minutos da praia, passo a época quente alegremente esparramada na areia. E amo. Mas o Outono vem aí e começo a dar pulinhos de alegria. Porque gosto dos dias mais frios (mas não mais curtos - nada é perfeito), gosto do recolhimento, das neblinas matinais, do cheiro da chuva e de tardes preguiçosas no sofá com filmes, mantas e mimos.
Este ano é muito importante para mim celebrar esta estação, uma vez que o ano passado, com a reviravolta que a minha vida sofreu e uma viagem à Tailândia (não me estou a queixar), a verdade é que não aproveitei Outono nenhum. Então este ano é a desforra.
Ontem deparei-me com este post do A Beautiful Mess, e era algo que eu já andava a pensar. O que quero eu fazer neste Outono? Muita coisa aparentemente...
1- Abrir a janela do meu quarto, sentar-me no chão e ouvir a chuva a cair. Adoro!
2- Convidar amigos para uma tarde a comer castanhas assadas e beber água-pé.
3- Fazer uma noite de Halloween com a minha irmã. Com filmes de terror e muitos doces, como nós gostamos.
4- Acordar cedo nas manhãs frescas e ir fazer caminhadas para a praia.
5- Ir a Sintra. Comer travesseiros na Piriquita com chá bem quente. Passear pela vila calmamente.
6- Aprender a fazer vinho quente. E usufruir desse novo conhecimento.
7- Pensar no Natal antecipadamente e fazer novas decorações e comprar prendas mais cedo (será este o ano?)
8- Pendurar cortinados no meu quarto.
9- Voltar a costurar (?)
10- Fazer tarte de abóbora.
11- Desenhar/pintar todos os dias, mesmo que seja só nos cadernos de rascunhos (estou a reaprender a perder o medo da página branca).
12- Passar um dia inteiro de pijama.
13- Organizar-me e criar um horário para nos tempos livres começar os vários cursos online que tenho em espera.
14- Comer muitas romãs.
15- Arrumar a arrecadação (nem tudo é prazer e diversão).
16- Organizar as fotos de família.
17- Ver os DVDs todos do Monty Python Flying Circus.
18- Fazer crumble de maçã e maçãs assadas logo que possível (para mim isto é sinónimo de outono).
19- Pisar folhas caídas e fazê-las estalar.
21- Fazer bolachas de manhã para as comer ao lanche.
22- Apanhar folhas e bolotas e o que mais houver. No Verão apanho conchas, no Outono é folhas e afins.
23- Fotografar. A luz é mais bonita nesta época! :)
Hei-de descobrir mais algumas coisas que vou querer fazer, mas para já estas são aquelas que apetecem mesmo e me enchem de saudades. Vou começar já, apesar de ainda (?) ser Verão. E vocês? Cheios de planos para o Outono ou vão trancar-se em casa a marcar os dias no calendário até o próximo Verão?
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quinta-feira, 3 de setembro de 2015
5 palavras que me descrevem
Conhecem o Futureme.org? É um site onde podem escrever um e-mail/carta a vós próprios e decidir quando no futuro é que a querem receber. Eu tenho uma relação muito especial com este site porque já escrevi duas vezes, para receber cartas um ano depois, e das duas vezes foram situações muito complexas da minha vida.
Há dois anos escrevi para mim no ano passado com uma tentativa de encarar a minha relação que se deteriorava rapidamente com mais optimismo e que o meu eu do ano passado tivesse resolvido a situação e se risse daquele momento. O meu eu do ano passado realmente resolveu, ainda que não me rendesse um sorriso, uma vez que nessa época tinha terminado a minha longa relação. O ano passado, neste dia, 3 dias depois de ter saído de casa, escrevi para mim, para o meu eu de hoje.
E hoje recebi esse e-mail.
E confesso, quase que me comovi.
(imagem Unsplash)
Há um ano estava esgotada e sem forças, mas estava também determinada, e muito segura de ter tomado a decisão certa para mim, mas tudo me parecia ainda demasiado indefinido. É curioso que tanta coisa aconteceu de há um ano para cá, que acabei por nunca mais debruçar sobre o meu estado de espírito desses primeiros dias.
Já está tudo no passado, e hoje, quando tive esta pequena janela para me revisitar, não consigo sentir-me senão orgulhosa. Tenho tanta pena de não poder ir ter comigo mesma e dar-me um abraço e dizer "vai ficar tudo bem, mais cedo do que pensas, e tu já és mais forte do que julgas".
No entanto este post não é sobre esse assunto, passou um ano, superámos, refizémos as nossas vidas e sei que tanto eu como ele estamos mais felizes assim.
Mas houve algo que me chamou a atenção nessa carta, que foi um desafio. E eu não sou menina para não responder a um desafio...
"Hoje escrevo-te porque acabei de ler este post no Cup of Jo e este é um exercício perfeito para te conseguires reavaliar, 1 ano depois de teres decidido mudar de vida tão radicalmente.
Ainda ando a pensar nas 5 palavras que me descrevem neste momento.
Porque há mais do que 5, e porque eu sou tão complexa para me descrever
apenas em 5 palavras (como tu sabes), mas aqui vai:
Impaciente (claro), Trabalhadora, Stressada, Lutadora, Carinhosa.
Acho que neste momento são estes cinco os que melhor me descrevem. O
teu desafio é escreveres as 5 características que te descrevam melhor
neste momento, no teu presente e no meu futuro."
Portanto desafiei-me a repensar nas 5 palavras que melhor me definem neste momento, porque, muito honestamente, e apesar de ainda me identificar com a maioria das que escrevi há um ano, agora não serão a minha primeira escolha.
Neste momento, as minhas 5 palavras são: Feliz, apaixonada, consciente, entusiasmada, dona-de-casa (eu sei, não é bem uma palavra, e não é no sentido de sopeirice, mas mesmo o de ter uma casa minha).
Daqui a um mês provavelmente serão diferentes, daqui a 6 meses provavelmente já mudaram umas dez vezes. Num ano como este último a diferença é gritante. E o meu caminho que parecia tão acidentado há um ano atrás, até que foi bem resolvido e percorrido. O que o futuro me reserva não sei, mas fiquei cheia de vontade de me voltar a escrever, e quem sabe voltar a desafiar-me novamente?
Agora passo a palavra. Que 5 palavras vos definem neste momento?
E se quiserem escrever uma carta a vós mesmos no futuro, que desafios gostariam de propor a vocês mesmos?
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terça-feira, 11 de agosto de 2015
O post do regresso
Recomeçar custa sempre tanto, especialmente quando se vem de um lugar tão bom, com tanto amor e carinho, com tanta calma e tanto sol.
Este ano as férias souberam a pouco. Não consegui desligar completamente, os nervos não acalmaram como deviam, dormi pouco, pensei muito, e precisava de mais, muito mais. No entanto, ao mesmo tempo que ainda sinto que não repus completamente as energias no que toca à "vida real", no que implicam os meus projectos e ideias pessoais, estou com vontade de os atacar a todos.
E creio que pela primeira vez em muito tempo começo a ver claramente as coisas.
Finalmente aceitei que tudo estagnou. Quando releio posts de há dois anos e olho para o blog agora, vejo o quanto é que o deixei desamparado, o quanto tudo ficou em stand-by, o quanto me andei a iludir de que conseguiria concretizar os meus planos, mesmo sem alimentar as ideias e partir para a acção. Era só mais um mês, era só terminar aquele projecto, só deixar que passasse aquela fase, e quando olho com atenção, passaram dois anos e as minhas ideias e vontades e projectos pessoais morreram na praia.
Perdi a orientação. E com ela foi-se a minha energia.
Não que me arrependa de me ter concentrado mais no meu trabalho, gosto do que faço, trouxe-me imensas coisas boas e muitas lições preciosas, mas preciso de continuar dedicada aos meus projectos e às minhas ideias e sinto que falhei nesse meu propósito. E agora estou sinceramente desgastada de tanto tempo passado na vida real e preciso de recuperar aquela vida paralela que me alimentava os sonhos e a imaginação. Eu não sou uma rapariga que vive apenas do mundo real.
Por isso agora fiz o compromisso comigo mesma que está na altura de mudar. Se ficar parada não vai acontecer nada. Vai devagarinho, porque recomeçar parece-me mais difícil do que começar algo do zero. É como olhar para os destroços em redor e não saber bem por onde começar. Tenho de me lembrar de como planear os meus passos, de criar tarefas e cumprir aqueles pequenos objectivos que são deliciosos de conquistar.
Primeiro passo: arrumar o escritório de uma vez por todas. É muito giro poder trazer os cadernos para o sofá e desenhar de vez em quando, mas para fazer tarefas "à séria" preciso de um espaço organizado nesse sentido. Tenho papéis espalhados por todo o lado,a secretária serve de poiso para mil coisas, há muita coisa para deitar fora, muita tralha por arrumar, ilustrações por emoldurar e ideias para encher aquele espaço de inspiração e boas energias. E vou documentar o processo todo por aqui que é para ter a certeza de que o compromisso é sério.
Portanto antes que a semana acabe quero ter já o meu (vergonhoso) post do "antes"...
Perdi a orientação. E com ela foi-se a minha energia.
(imagem daqui)
Por isso agora fiz o compromisso comigo mesma que está na altura de mudar. Se ficar parada não vai acontecer nada. Vai devagarinho, porque recomeçar parece-me mais difícil do que começar algo do zero. É como olhar para os destroços em redor e não saber bem por onde começar. Tenho de me lembrar de como planear os meus passos, de criar tarefas e cumprir aqueles pequenos objectivos que são deliciosos de conquistar.
Primeiro passo: arrumar o escritório de uma vez por todas. É muito giro poder trazer os cadernos para o sofá e desenhar de vez em quando, mas para fazer tarefas "à séria" preciso de um espaço organizado nesse sentido. Tenho papéis espalhados por todo o lado,a secretária serve de poiso para mil coisas, há muita coisa para deitar fora, muita tralha por arrumar, ilustrações por emoldurar e ideias para encher aquele espaço de inspiração e boas energias. E vou documentar o processo todo por aqui que é para ter a certeza de que o compromisso é sério.
Portanto antes que a semana acabe quero ter já o meu (vergonhoso) post do "antes"...
(imagem encontrada aqui)
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segunda-feira, 6 de julho de 2015
Dia de ser outra coisa qualquer
Há dias assim, em que só apetece fugir à realidade, dias em que o meu computador, o escritório, o meu trabalho, o meu eu profissional não são mais do que meros cenários compostos de adereços ocos e eu uma personagem com a profundidade de uma poça na praia.
Eu antes era sempre assim, desligava-me, perdia a ligação ao que se
passava para me encontrar em mundos fantasiados, em enredos complexos e
em identidades tão díspares da minha. Agora esses episódios são menos
frequentes. Por vezes sinto que isso significa que me acomodei à vidinha
normal, que estou quebrada e rendida à realidade.
Mas depois relembro que a minha realidade em tempos foi um sonho. Que eu conquistei. Claro que nem tudo aconteceu como eu planeei, mas dá muito mais gozo aprender com o inesperado, e descobri que também já não preciso de recomeçar do zero para poder sentir que ando para a frente.
Não fujo, não porque estou acomodada, mas porque me viciei neste processo, porque a realidade, construída de sonhos, me ajuda a construir outros.
Mas hoje, só hoje, apetecia-me. Perder-me em mundos inventados, criar uma nova identidade, deixar a realidade em suspenso só um bocadinho. Pela primeira vez em muito tempo estou com a segunda-feira entalada e só me apetece estar longe. Apetecia-me criar um mundo à parte e hoje estar por lá.
Como o da Kirsty. Já falei dela antes e continuo a maravilhar-me com este mundo. Ela sim, perdeu-se num mundo de fantasia e partilha-o todos os dias com toda a gente. Agora que sei que ela está a preparar finalmente o livro, mal posso esperar por me perder, perdão, encontrar... por lá.
Boa semana
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sexta-feira, 26 de junho de 2015
One week to go
Daqui a uma semana faço 33 anos. É aquela idade um
pouco parva e temida. Uma pessoa habitua-se a dizer que é a idade de
Cristo, e isso quase se assemelha a uma sentença ou uma maldição. Bolas,
Cristo tinha 33 e morreu, será que faz sentido mencionar constantemente
esse facto? Pode ser sempre uma maneira divertida de alienar a família quando me telefonarem no dia mencionarem a "idade de jesus", e eu dizer "...pois, ele morreu".
Mas se somos crentes, não nos podemos esquecer que ele também ressuscitou e podemos ver isso como uma boa expectativa. Que podemos tropeçar e cair, mas que podemos levantar-nos novamente e começar a usar tudo o que aprendemos na vida para funcionar a nosso favor. Ou então não, e é "só" mais um ano.
Não estou particularmente entusiasmada de entrar nos 33, não sou grande fã de números ímpares (o meu primeiro indício de que vou sofrer de distúrbio obcessivo-compulsivo mais cedo ou mais tarde) especialmente depois de ter entrado nos 32 com uma fezada tão grande e ter sido um ano tão preenchido. Mas tem de acabar, eu sei, e nada como dar continuidade. O ano dos meus 32 será sempre inesquecível e marcante. O que será que me reservam os 33?
Andava a pensar neste post para criar uma wishlist de aniversário, mas quando começo a pensar, pela primeira vez em muito tempo sinto que não preciso mesmo de nada, não preciso de prendas. É claro que há sempre algo que quero por puro capricho (sapatos!), mas sinto que já concretizei muita coisa, que tenho tudo o que é essencial, que tudo o resto me parece supérfluo e perfeitamente dispensável. Terei atingido a maturidade aos 33 menos-uma-semana?
Para o meu aniversário quero mesmo é beijinhos e abraços, telefonemas a torto e a direito (que nunca gostei muito porque odeio repetir as mesmas coisas ao telefone, mas valorizo muitíssimo porque tenho uma família enorme que se lembra de mim), muito mimo dos meus e bolos de aniversário (sim, no plural, estou a contar com pelo menos 2).
E é isto.
Mas se somos crentes, não nos podemos esquecer que ele também ressuscitou e podemos ver isso como uma boa expectativa. Que podemos tropeçar e cair, mas que podemos levantar-nos novamente e começar a usar tudo o que aprendemos na vida para funcionar a nosso favor. Ou então não, e é "só" mais um ano.
Não estou particularmente entusiasmada de entrar nos 33, não sou grande fã de números ímpares (o meu primeiro indício de que vou sofrer de distúrbio obcessivo-compulsivo mais cedo ou mais tarde) especialmente depois de ter entrado nos 32 com uma fezada tão grande e ter sido um ano tão preenchido. Mas tem de acabar, eu sei, e nada como dar continuidade. O ano dos meus 32 será sempre inesquecível e marcante. O que será que me reservam os 33?
Andava a pensar neste post para criar uma wishlist de aniversário, mas quando começo a pensar, pela primeira vez em muito tempo sinto que não preciso mesmo de nada, não preciso de prendas. É claro que há sempre algo que quero por puro capricho (sapatos!), mas sinto que já concretizei muita coisa, que tenho tudo o que é essencial, que tudo o resto me parece supérfluo e perfeitamente dispensável. Terei atingido a maturidade aos 33 menos-uma-semana?
Para o meu aniversário quero mesmo é beijinhos e abraços, telefonemas a torto e a direito (que nunca gostei muito porque odeio repetir as mesmas coisas ao telefone, mas valorizo muitíssimo porque tenho uma família enorme que se lembra de mim), muito mimo dos meus e bolos de aniversário (sim, no plural, estou a contar com pelo menos 2).
E é isto.
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segunda-feira, 22 de junho de 2015
A minha casa é férias
Eu sei que o título tem um erro gramatical gigante, mas é assim que me faz sentido dizê-lo. Cresci a viver em Lisboa, sempre pressionada para manter tudo arrumado e limpo. A casa era para ser vivida, mas com juízo e limites, com estrutura e responsabilidades (desarruma, arruma). E no Verão acresciam as responsabilidades do regresso da praia ser feito sempre com todo o cuidado, mesmo quando estávamos de férias, os cuidados transferiam-se para o carro, onde só entrávamos com os pés bem limpos e sacudidos. Houve mesmo um ou dois anos em que o meu pai nos escovava os pés quase a ponto de os esfolar para que não sobrasse um grão.
Mas agora que na minha casa, carro e férias mando eu, por vezes nem me lembro de sacudir os pés e saco da praia, as coisas são deixadas espontaneamente pela casa sem pressão de arrumar de seguida e adivinhe-se, não tenho a casa desarrumada ou suja. Quer dizer, por vezes semeio uns grãos de areia aqui e ali, mas nada que o aspirador não trate. Prefiro limpar mais vezes e viver cada bocadinho com descontração do que estar em permanente alerta na manutenção da ordem e limpeza. E eu até gosto bastante de manter a ordem e a limpeza.
Mas agora que na minha casa, carro e férias mando eu, por vezes nem me lembro de sacudir os pés e saco da praia, as coisas são deixadas espontaneamente pela casa sem pressão de arrumar de seguida e adivinhe-se, não tenho a casa desarrumada ou suja. Quer dizer, por vezes semeio uns grãos de areia aqui e ali, mas nada que o aspirador não trate. Prefiro limpar mais vezes e viver cada bocadinho com descontração do que estar em permanente alerta na manutenção da ordem e limpeza. E eu até gosto bastante de manter a ordem e a limpeza.
Hoje pensava nisto quando reparei que deixei os óculos de sol na casa de banho quando voltei ontem da praia. Não tem nada a ver com o cenário mas não me incomoda. E percebi que apesar de haver dias para manter um nível de organização óptimo, também há dias para descontrair e simplesmente usufruir. E assim são os meus dias de pausa. Sinto que a minha casa representa tudo, por vezes as tarefas e a estrutura necessária, mas ao fim-de-semana transforma-se num lugar descontraído, onde há espaço para a vida.
E faz-me começar a segunda feira mais tranquila e animada.
Boa semana a todos!
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sexta-feira, 8 de maio de 2015
Espreitar um guarda-roupa com 50 anos
Dizem que é uma característica intrínseca do signo Caranguejo, uma paixão pela História. Eu nunca fui uma brilhante aluna em História, mas sempre adorei percorrer castelos, igrejas, espaços mais antigos que o tempo e imaginar como seria a vida nos tempos em que foram erigidos. Mas mais do que a História Universal e Antiga (que adoro), ainda fico mais interessada naquela pequena História, aquela que faz parte da minha vida, ou da minha família. Toca-me mais olhar para um espelho onde sei que a minha bisavó se penteou do que entrar numa igreja medieval. Ou ver fotografias antigas de pessoas que nem conheço do que ver quadros de fidalgos. Adoro saber mais das vidas dos meus antepassados, daqueles que nunca vi e daqueles que conheço. Todos os dias pouso as chaves na máquina da costura que foi da minha bisa e penso no que já terá aquele objecto tão simples testemunhado.
Por isso não é de estranhar que quando vi esta notícia e vi as fotografias uma parte de mim se tenha comovido profundamente.
Por isso não é de estranhar que quando vi esta notícia e vi as fotografias uma parte de mim se tenha comovido profundamente.
(fotos de Ishiuchi Miyako)
Adoro a Frida Kahlo, o seu estilo, o seu percurso, a sua genialidade que a tantos níveis ajudaram a moldar muitas gerações de mulheres. Gosto de olhar para a mulher, que usou a artista para comunicar a sua dor ao mundo. E ao ver os seus maravilhosos vestidos e objectos que fazem parte da vida de qualquer mulher (frascos de verniz!), utilizados, desgastados pelo tempo, fechados durante anos até poderem ser vistos por nós.
A última vez que foram usados, foi ela quem os usou, a última vez que tinham visto a luz do dia, foi quando ela abria a porta do seu roupeiro. Os nossos objectos contam aquela história que ninguém conhece, e parece que morrem connosco, quando vamos. A roupa parece estranhamente vazia e oca sem ela. Mas ela está em tudo o que vemos.
E não consigo ficar indiferente a este testemunho vivo de História, com H grande, porque para mim, cada vida, cada pedaço de cada pessoa tem sempre um mundo de histórias, que se contam, que ficam perdidas no tempo. E aqui resgatamos um pouco desse tempo perdido. É maravilhoso.
Bom fim-de-semana de calor pessoal.
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domingo, 3 de maio de 2015
Lazy sunday
Hoje foi um daqueles dias raros. Um dia de calma e sossego como os domingos devem ser. E fiz um pouco de tudo, trabalhei, desenhei, escrevi, fotografei, cozinhei. Um domingo em que me senti mais eu. Foi tão bom, merecia ser partilhado. Se todos os fins-de-semana tivessem três dias aposto que estes domingos seriam mais frequentes.
Resta agora começar a semana com esta paz e tranquilidade no espírito. Boa semana para todos e bem-vindo maio, o mês em que a (esperemos) a Primavera trará mais sol e calor.
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segunda-feira, 27 de abril de 2015
20 coisas que (ainda) não sabiam sobre mim
E para arrancar a semana, decidi abrir o jogo. Aviso, há coisas um bocado nojentas por aqui...
1. Quando nasci tinha 4,500kg. Portanto tinha o tamanho de um bebé de um mês. E mega bochechas, claro, daquelas que descaem com a gravidade.
1. Quando nasci tinha 4,500kg. Portanto tinha o tamanho de um bebé de um mês. E mega bochechas, claro, daquelas que descaem com a gravidade.
2. Desde que me conheço que sou viciada em livros ou qualquer coisa semelhante. Em pequena andava com um mini álbum de fotografias daqueles em plástico e fingia constantemente que o lia. Parte da minha diversão nas férias passadas em casa da minha avó era espreitar os calhamaços e as enciclopédias no escritório do meu avô.
3. Tenho uma memória excelente, e no trabalho já me consideram uma freak. Decoro as datas de aniversário, aniversários dos filhos dos amigos e dos colegas, sei a minha agenda quase toda de cor, recordo-me da localização de materiais, de tarefas a fazer, sei debitar várias falas dos Simpsons, ou de filmes, ou de séries, sei nomes de actores e boa parte das respectivas filmografias, bloggers e malta da imprensa cor-de-rosa, etc., etc.. E não faço de propósito, juro!
4. Falando em memória, uma vez que sou rapariga para reter os factos mais aleatórios e desnecessários nos neurónios, gostava mesmo de saber como rentabilizar este talento e acho que teria uma vida bem mais folgada (se quiserem contribuir com ideias para torná-la realidade agradeço e não me esqueço de vos compensar por isso).
5. Nunca tive um número da sorte ou preferido. Simplesmente não consigo escolher, não me faz sentido nenhum. Mas como futura doente de DOC, prefiro os números pares aos ímpares, pois ficam mais arrumadinhos.
6. Dos 15 aos 18/19 fartei-me de treinar a voz e tinha algum jeitinho para as cantorias, mas sempre fui demasiado tímida para sequer pensar cantar em público. Agora já não tenho nem metade da afinação, mas foram uns bons anos.
7. Adoro cozinhar. E tenho um prazer gigante em cozinhar para mim. Não há pressões, nem tenho de sentir que estou a tentar agradar a alguém, e corre sempre melhor do que o esperado.
8. Conhecem aquele filme antigo, o Quo Vadis? Sabem que há uma cena em que um cristão é albarroado por um touro no circo romano, e esse senhor que entrou no filme era um forcado português? Esse senhor era da minha família. :P
9. A minha maior paranóia é fechar sempre o armário antes de dormir. Não consigo sentir-me tranquila se tiver uma frincha aberta, por mais pequena que seja. O mesmo se aplica à porta.
10. Se pudesse, comia quase todas as minhas refeições no sofá, em frente à televisão. Não sei explicar como me sabe bem. Portanto, como vivo sozinha e ninguém manda em mim, são quase todas mesmo...
11. Já o pequeno-almoço gosto mais de tomar na mesa da cozinha com um livro.
12. Antes de ser operada (aos 18 anos) sentia-me sempre muito orgulhosa da minha santa trindade de nuncas: Nunca desmaiei, nunca parti um osso e nunca fui operada... Agora restam-me duas, e por mim passarei o resto da vida tranquilamente sem as conhecer.
13. Já agora, sobre a minha operação, extraíram-me um quisto que tinha cabelos e dentes. Eu não vi mas a minha mãe viu, e eu acredito que era mesmo assim.
14. Tenho uma mega colecção de banda desenhada do tio Patinhas, em caixotes na arrecadação do meu pai. Acredito que ainda as vou reler todas um dia destes.
15. Falando em tio Patinhas, era um dos meus heróis de infância. Em miúda ganhei o hábito de guardar moedas no mealheiro (e sou uma moça poupadinha muito graças ao pato mais rico do mundo) sempre convencida de que um dia teria o suficiente para tentar dar um mergulho. Claro que hoje em dia sei que se tentasse me partia toda (havia um episódio do Family Guy que gozava com isto mesmo) e não teria paciência para acumular tantas moedas, mas pronto, uma miúda pode sonhar.
16. Quando era pequena queria ser arqueóloga quando fosse grande, muito por culpa do Indiana Jones. Quando percebi que a vida de um arqueólogo não é só aventura tirei essa ideia da cabeça. Mas ainda ponderei História da Arte quando terminei o secundário. Restou o gozo pelas civilizações antigas e um amor incondicional pelo Sipelberg.
17. Sou definitivamente uma morning person e acordo sempre bem-disposta. Mas também gosto de me deitar tarde, e de vez em quando sofro de insónias, por isso podem imaginar o conflito interno.
18. Odeio adormecer no sofá. É coisa para me tirar do sério. Se eu adormecer no sofá não me acordem, é a única vez que acordo mal disposta e desato mesmo a mandar vir com toda a gente.
19. Adoro filmes de terror. Dos bons. Mas por vezes o guilty pleasure dentro do género é mesmo ver aqueles dos assassinos de teenagers. O meu favorito é o Mitos Urbanos e revejo-o vezes sem conta. Se calhar logo trato disso.
20. Demorei 2 meses a escrever este post. Custou-me recolher esta informação toda, mas aposto que daqui a uma semana hei-de lembrar-me de não sei quantas coisas que poderia ter acrescentado.
18. Odeio adormecer no sofá. É coisa para me tirar do sério. Se eu adormecer no sofá não me acordem, é a única vez que acordo mal disposta e desato mesmo a mandar vir com toda a gente.
19. Adoro filmes de terror. Dos bons. Mas por vezes o guilty pleasure dentro do género é mesmo ver aqueles dos assassinos de teenagers. O meu favorito é o Mitos Urbanos e revejo-o vezes sem conta. Se calhar logo trato disso.
20. Demorei 2 meses a escrever este post. Custou-me recolher esta informação toda, mas aposto que daqui a uma semana hei-de lembrar-me de não sei quantas coisas que poderia ter acrescentado.
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sexta-feira, 24 de abril de 2015
Bom fim-de-semana!
Olá minha gente! Peço desculpa pela ausência mais prolongada do que é habitual, mas têm sido umas semanas cheias de acontecimentos e muitas tarefas para cumprir que infelizmente não incluíam o blog (mas têm corrido bem e sinto-me sempre mais feliz quando sou produtiva).
Tive muitos momentos enriquecedores nestes dias, e o isolamento a que votei este espaço virtual ajudou-me a organizar algumas ideias. Não foi uma greve prolongada porque acabo sempre por ter muitas saudades de vir para aqui publicar o que me passa pela cabeça. Mesmo que não saiba muito bem o que dizer, como é o caso de hoje.
Mas nestes dias dois acontecimentos marcaram-me muito e tenho de os partilhar. Aviso já que é coisa meio sentimentalista, mas eu ando assim, não consigo evitar.
A semana passada tive uma morte na família, uma das minhas tias-avó. É triste quando começo a vê-las a acontecer com alguma frequência. No meio da dor e da confusão que causa, pude reaver muitos tios, primos e muita gente que fez parte da minha infância. E pude conversar com eles e senti algo de muito especial: a minha família é complicada, mal-educada e conflituosa, mas quando coisas destas acontecem reencontramo-nos em peso, e acarinhamo-nos sempre.
E sim, há sempre as ovelhas negras, mas sinceramente, chego a um ponto em que não me interessa alimentar mais conflitos, apenas quero focar-me nos sentimentos positivos. Ver os miúdos com que andei ao colo tornarem-se adultos, relembrarmos acontecimentos que vivemos juntos, preocuparmo-nos em conjunto por aqueles a quem a vida não sorri, realizarmos que crescemos, envelhecemos, mas ainda somos uma família grande e ainda temos muito amor para dar uns aos outros. E à minha tia que morreu, deixo o meu sentido agradecimento pelas coisas boas que nos deixou. As saudades ficarão também, sempre.
O outro acontecimento foi mais ligeiro e simples, mas que me encheu o coração. Há dois dias foi o aniversário de casamento dos meus pais, e decidi fazer um post no meu facebook sobre o sucedido e fui inundada de mensagens de familiares e amigos, de pessoas com quem não falo há anos, que quiseram relembrar o dia e deixaram tantas palavras de apoio e carinho. Adoro pensar que tanto tempo depois a minha mãe ainda é tão lembrada e acarinhada.
No meio disto tudo só me posso sentir grata. Não temos controlo sobre a morte nem para onde a vida nos leva, mas podemos sempre confiar no amor que fica. Sinto-me uma sortuda por tudo o que tenho e tive. E sim, o tempo está esquisito, mas o mês de Abril está quase no fim (é o segundo mês que eu menos gosto, sendo que o primeiro é Janeiro), e em breve chegará o Verão, mesmo que seja fraquinho como no ano passado, não interessa. Estou aqui e estou feliz.
E como para mim um bom indicador de que o fim-de-semana vai ser bom (mesmo que esteja a chover), é desejar já um bom fim-de-semana numa sexta-feira de manhã, aqui vai o meu desejo de que o vosso fim-de-semana seja delicioso. Entretanto vou organizar-me e tratar disso de escrever mais assiduamente.
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segunda-feira, 30 de março de 2015
10 anos de blogs (ou quase)
Este ano fará 10 anos que escrevo em blogs. Este é o meu terceiro. Lembro-me muito bem da sensação de escrever o meu primeiro post e de quando cliquei em "publish" , pensei "agora está lá fora" e a sensação de euforia que durou vários dias. O blog inicialmente era sobre nada e sobre tudo, como tantos outros. Comentava coisas do dia-a-dia, publicava imagens que achava piada, aprofundava pontos de vista sobre algumas situações mais sérias, ou dissertava acerca de filmes e livros. Ainda demorou algum tempo a ter visitas regulares, inicialmente eram apenas os amigos, depois lá ia descobrindo amigos dos amigos, íamos visitando os blogs uns dos outros num espírito de partilha comunitária descontraída e alegre, e começámos a conhecer e comentar em blog de perfeitos desconhecidos. Há dez anos atrás os comentadores anónimos e cheios de fel eram coisa quase inexistente, os layouts dos blogs eram sofríveis e limitados, mas no geral respirava-se uma atmosfera de partilha muito boa.
Foi através dos blogs que conheci gente fantástica e a quem posso chamar amigos nos dias que correm. Lembro-me de viver do meu lado da rede o choque da morte de uma pessoa que visitava diariamente no espaço virtual, isto antes de existirem blogs onde pessoas falavam abertamente sobre doenças mortais e infelizmente já vivemos suficientes perdas para isto se ter tornado algo quase "normal".
Na altura éramos bloggers apenas porque escrevíamos um blog. Nos dias que correm, blogger já é uma profissão, uma actividade, com cabeça tronco e membros. Um blog pode ser um negócio. Antes eu escrevia sem pressas e sem pensar para onde ia, hoje em dia os blogs têm objectivos por trás. Não me interpretem mal, acho lindamente que isto assim seja, adoro o quanto tenho aprendido graças a esta "especialização" a que fui assistindo e posso dizer que os blogs têm trazido muito mais alegrias que tristezas à minha vida (se é que alguma vez trouxe alguma), mas por vezes a minha personalidade saudosista tem saudades da forma como as coisas eram feitas, sem uma agenda, sem posts planeados, sem verificar os contadores e google analytics, sem ter uma pontinha de esperança que alguém veja um potencial enorme no blog e ajude a levar esta paixão da escrita e da partilha a outro nível.
Isto porque penso onde quero chegar com o meu blog. Sim, estou a passar por uma crise existencialista bloguística (quem nunca viveu uma que atire a primeira pedra), talvez pelo peso de quase uma década a escrever na realidade virtual e sem saber muito bem onde quero chegar.
A verdade é que há quase 4 anos abri este blog com uma intenção (era apenas e somente para divulgar trabalho criativo, uma vez que antes mantinha outro blog pessoal em simultâneo) e ele transformou-se em algo completamente diferente. Como toda a blogosfera, na verdade. E eu gosto desta evolução, mas gostava de perceber melhor para onde vou e como vou. Vejo pessoas a abrir blogs nos dias que correm e terem à partida preocupações com as redes sociais, com readers, com tanta coisa, que quando olho para trás e lembro-me que a nossa única dificuldade era dar um nome ao blog e qual a foto que associar ao avatar... vejo uma diferença abismal.
Se queria fazer deste blog um negócio? Ná, nem por isso, mas gostava é claro que se tornasse um bom meio de divulgar o meu trabalho criativo (quando o faço), sem perder um pouco do toque pessoal que sempre tive nos meus blogs. Se gostava de ter mais visitas e ser mais "conhecida"? Bem, talvez. É claro que vejo as estatísticas e gosto de ver os números a subir, mas não é um objectivo primordial.
Então qual o caminho a partir daqui? Não sei bem, o que vejo é que mesmo depois de tanta conversa, o principal mantém-se. Eu quero escrever, falar um pouco de tudo e um pouco de nada, quero que este seja um espaço de energia positiva e partilha constantes. E acho que até o estou a conseguir. Espero. Ainda assim faz-me sentido esta coisa de ter um planeamento, de produzir conteúdos mais interessantes, de aprofundar aprendizagens e ir mais longe. Conseguirá o improviso conjugar-se com um planeamento e estrutura? Não faço a mais pálida ideia, vou deixar que as coisas se desenrolem o mais organicamente possível. Afinal, está-se tão bem por aqui. :)
E aí desse lado, andam a lutar pelo reconhecimento do vosso blog? Querem dinheiro e fama? Ou gostam apenas de ter um sítio onde se sentam confortavelmente e gozam de uma chávena de chá virtual na melhor companhia? E já agora, se quiserem partilhar se quando aqui vêm sentem vontade de tirar as pantufas, comuniquem (e se não gostam, comentem também, eu sobrevivo...acho).
Foi através dos blogs que conheci gente fantástica e a quem posso chamar amigos nos dias que correm. Lembro-me de viver do meu lado da rede o choque da morte de uma pessoa que visitava diariamente no espaço virtual, isto antes de existirem blogs onde pessoas falavam abertamente sobre doenças mortais e infelizmente já vivemos suficientes perdas para isto se ter tornado algo quase "normal".
Na altura éramos bloggers apenas porque escrevíamos um blog. Nos dias que correm, blogger já é uma profissão, uma actividade, com cabeça tronco e membros. Um blog pode ser um negócio. Antes eu escrevia sem pressas e sem pensar para onde ia, hoje em dia os blogs têm objectivos por trás. Não me interpretem mal, acho lindamente que isto assim seja, adoro o quanto tenho aprendido graças a esta "especialização" a que fui assistindo e posso dizer que os blogs têm trazido muito mais alegrias que tristezas à minha vida (se é que alguma vez trouxe alguma), mas por vezes a minha personalidade saudosista tem saudades da forma como as coisas eram feitas, sem uma agenda, sem posts planeados, sem verificar os contadores e google analytics, sem ter uma pontinha de esperança que alguém veja um potencial enorme no blog e ajude a levar esta paixão da escrita e da partilha a outro nível.
Isto porque penso onde quero chegar com o meu blog. Sim, estou a passar por uma crise existencialista bloguística (quem nunca viveu uma que atire a primeira pedra), talvez pelo peso de quase uma década a escrever na realidade virtual e sem saber muito bem onde quero chegar.
A verdade é que há quase 4 anos abri este blog com uma intenção (era apenas e somente para divulgar trabalho criativo, uma vez que antes mantinha outro blog pessoal em simultâneo) e ele transformou-se em algo completamente diferente. Como toda a blogosfera, na verdade. E eu gosto desta evolução, mas gostava de perceber melhor para onde vou e como vou. Vejo pessoas a abrir blogs nos dias que correm e terem à partida preocupações com as redes sociais, com readers, com tanta coisa, que quando olho para trás e lembro-me que a nossa única dificuldade era dar um nome ao blog e qual a foto que associar ao avatar... vejo uma diferença abismal.
Se queria fazer deste blog um negócio? Ná, nem por isso, mas gostava é claro que se tornasse um bom meio de divulgar o meu trabalho criativo (quando o faço), sem perder um pouco do toque pessoal que sempre tive nos meus blogs. Se gostava de ter mais visitas e ser mais "conhecida"? Bem, talvez. É claro que vejo as estatísticas e gosto de ver os números a subir, mas não é um objectivo primordial.
Então qual o caminho a partir daqui? Não sei bem, o que vejo é que mesmo depois de tanta conversa, o principal mantém-se. Eu quero escrever, falar um pouco de tudo e um pouco de nada, quero que este seja um espaço de energia positiva e partilha constantes. E acho que até o estou a conseguir. Espero. Ainda assim faz-me sentido esta coisa de ter um planeamento, de produzir conteúdos mais interessantes, de aprofundar aprendizagens e ir mais longe. Conseguirá o improviso conjugar-se com um planeamento e estrutura? Não faço a mais pálida ideia, vou deixar que as coisas se desenrolem o mais organicamente possível. Afinal, está-se tão bem por aqui. :)
E aí desse lado, andam a lutar pelo reconhecimento do vosso blog? Querem dinheiro e fama? Ou gostam apenas de ter um sítio onde se sentam confortavelmente e gozam de uma chávena de chá virtual na melhor companhia? E já agora, se quiserem partilhar se quando aqui vêm sentem vontade de tirar as pantufas, comuniquem (e se não gostam, comentem também, eu sobrevivo...acho).
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domingo, 1 de fevereiro de 2015
Bem vindo, Fevereiro
(imagem e um delicioso calendário do it yourself em Me and my DIY)
Já não sei quem comentou na brincadeira, que Janeiro é a segunda-feira do ano. Estou plenamente de acordo com essa afirmação, apesar de não desgostar assim tanto das segundas-feiras, Janeiro é aquele mês complicadinho e aborrecido por todos os motivos e mais alguns, estamos a ressacar da época natalícia, o mês é enorme e demora a passar, o dinheiro não se aguenta na conta porque são os saldos e nós merecemos, estamos a abarrotar de trabalho porque ficou em suspenso durante as festas, e estamos num conflito constante connosco próprios porque as resoluções de ano novo não se estão a cumprir.
Este ano abdiquei das resoluções, aprendi recentemente que os planos por vezes não só dão errado como a vida dá demasiadas voltas e nos baralha as cartas, e temos de aprender a viver de outra forma, temos de procurar outras soluções e caminhos para as coisas, o que não é necessariamente mau. E apesar de começar o ano com algumas perspectivas optimistas, este também já me rendeu algumas surpresas menos agradáveis e algumas decepções. Mas faz tudo parte desta experiência da vida e há que encarar os problemas de frente e lidar com as coisas, simplesmente.
Claro que ajuda estarmos num local de conforto, e eu sou claramente uma pessoa que precisa de ordem no seu mundo para conseguir superar os momentos mais complicados. Por isso Janeiro, com todos os seus altos e baixos, foi o mês em que dediquei todo o tempo livre para organizar a minha casa, na expectativa de ter um ninho a que possa chamar meu e onde possa começar a alimentar novamente os sonhos.
E aqui estou, a escrever-vos do meu sofá, com uma manta nas pernas e ainda demasiadas coisas por arrumar, mas ainda que de forma imperfeita, agora reuno as condições para recomeçar a minha vida, alimentar os meus novos planos, e tentar que 2015 seja mesmo um melhor ano que o que passou.
Por isso bem-vindo, Fevereiro, trazes contigo as expectativas das coisas boas que hão-de acontecer e todo um mundo de pensamentos positivos. Que seja um mês feliz.
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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
2015 sê bom para mim
Não costumo ir naquele discurso de pedir que um ano/mês/evento/whatever venha a ser bom para mim. Acredito que fazemos a nossa sorte e a nossa força é construída a cada passo. No entanto os últimos tempos estão a ser mais desafiantes do que o normal e tenho mesmo de pedir que este ano me trate bem.
Como sabem, recentemente tomei decisões pessoais que afectaram profundamente a minha vida e a minha forma de ver as coisas. O meu Outono/Inverno foi do mais incomum que se viu, o espírito Natalício foi inexistente, e as perspectivas de ano novo não são muito diferentes. Estava tão cansada que apenas queria que 2014 terminasse para fechar as portas que tinham de ser fechadas. E ficará sempre gravado na minha memória como um ano inesquecível, de muita luta interna, de muitas questões, de algumas respostas que antes não sabia responder, e de novas perguntas que ficarão sem resolução. Mas estou grata, aprendi muito com 2014, mais do que em todos os outros
juntos, e creio que estou mais forte e mais determinada que nunca para
seguir o meu caminho.
2015 não teve o começo mais auspicioso, não estou tão determinada a estabelecer novos objectivos e metas para o novo ano como costuma acontecer, e já tive algumas surpresas desagradáveis. Nada que não se resolva, no entanto, faz sempre parte.
Em 2015 esperam-me os maiores desafios, o enfrentar de medos nunca antes sentidos, e recuperar-me, que me perdi em tanta luta interna, tantos nervos e algum materialismo. Simplificar a minha vida, cimentar os laços familiares, fortalecer as amizades, procurar paz e estabilidade, é o que mais procuro. Preciso de encontrar espaço para respirar, mas não quero deixar de ser activa e fazer coisas diferentes e desafiantes.
Fiz recentemente uma meditação guiada com o foco no novo ano e a determinada altura deveria surgir-nos uma palavra que seria o que mais teria de trabalhar, e a palavra que me surgiu do fundo do meu ser foi "Serenidade". E acho que faz todo o sentido. Tenho sonhado muito, trabalhado muito, construído alguma coisa, mas preciso da devida paz para compreender tudo o que conquistei, e levar-me para novos patamares.
Ando cheia de vontade de recomeçar onde fiquei e tenho mil e uma tarefas em mente, e novos projectos a desenharem-se entre sinapses, mas vou alimentando as ideias com calma e paciência, qualidades que nunca associo a mim e aos poucos acredito que chegarei onde quer que me esperam.
(imagem via)
Fica aqui o pensamento que tenho mais presente neste momento. Um passo de cada vez. 2015, por favor sê bom para mim, prometo que serei paciente contigo e farei com que cada dia conte.
Um excelente ano para vocês que me lêem e espero que 2015 me traga mais regularidade e mais vontade de escrever no blog (não fiz as contas mas estou em crer que 2014 foi mesmo o ano mais fraquinho por aqui). Obrigada por estarem desse lado.
Vamos a isso?
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domingo, 20 de julho de 2014
Away
Ultimamente parece que só sei falar da minha falta de tempo, e é verdade que o blog tem sofrido com a minha dedicação (quase) exclusiva ao meu trabalho. Mas quando se tem um projecto grande e urgente em mãos, ainda por cima em época de férias, o foco mantém-se nas coisas essenciais para que nada caia por terra.
Doem-me as saudades que tenho de desenhar, de fazer projectos DIY, da costura, que julgava morta e enterrada, de fazer coisas propositadamente para aqui, para mim, para os outros. Enfim, a minha vida ultimamente está remetida à rotina absurda que me preenche os dias e me destrói os nervos. Dou por mim num retrocesso gigantesco em todos os progressos que tinha feito com a minha questão nervosa, e ando a procurar apanhar os fragmentos da rotina que me façam sentir melhor. Faço exercício, leio muito, voltei a escrever como planeava desde o início do ano, e tento espremer todos os bocadinhos de Verão e entretenimento que consigo.
Só esta semana consegui preenchê-la com tanta coisa. Fui às compras com a minha amiga Confashionista, ao lançamento do 2º livro da Filipa e aproveitar para a conhecer ao vivo - ela é amorosa e o livro muito bom (sim, li-o em menos de 1 semana), passei um fim de tarde com colegas na praia da Bafureira, a beber sangria e a desopilar (ah, as saudades de usar esta palavra!) e recebi a minha prenda de aniversário de mim para mim, o "Journal Doodles" da Marloes de Vries.
Doem-me as saudades que tenho de desenhar, de fazer projectos DIY, da costura, que julgava morta e enterrada, de fazer coisas propositadamente para aqui, para mim, para os outros. Enfim, a minha vida ultimamente está remetida à rotina absurda que me preenche os dias e me destrói os nervos. Dou por mim num retrocesso gigantesco em todos os progressos que tinha feito com a minha questão nervosa, e ando a procurar apanhar os fragmentos da rotina que me façam sentir melhor. Faço exercício, leio muito, voltei a escrever como planeava desde o início do ano, e tento espremer todos os bocadinhos de Verão e entretenimento que consigo.
Só esta semana consegui preenchê-la com tanta coisa. Fui às compras com a minha amiga Confashionista, ao lançamento do 2º livro da Filipa e aproveitar para a conhecer ao vivo - ela é amorosa e o livro muito bom (sim, li-o em menos de 1 semana), passei um fim de tarde com colegas na praia da Bafureira, a beber sangria e a desopilar (ah, as saudades de usar esta palavra!) e recebi a minha prenda de aniversário de mim para mim, o "Journal Doodles" da Marloes de Vries.
No fim-de-semana cozinhei para amigos e finalmente as férias estão marcadas e fechadas, passeei a pé pelas ruas da vila onde moro, visitei a minha avó, e hoje vinguei-me da promessa de mau tempo num passeio de mota até Cascais, a alegrar-me debaixo do sol, a comprar (mais) um livro na feira do livro de Cascais, e aproveitar a companhia dos nossos amigos para petiscarmos no Boteco da Linha, e fechar o fim-de-semana com um passeio a pé depois do por do sol. Uma promessa para uma semana melhor, mais calma e tranquila (esperemos).
E eu sei que o tempo anda escasso, mas sinto que aproveito cada bocadinho, sei que ando stressada e cheia de trabalho, mas gosto muito do que faço, sei que por vezes a minha casa está desarrumada, mas ando a conseguir ter tempo para cozinhar refeições saudáveis e ligeiras (e perder peso também), sei que agarro demasiadas coisas, mas estou cheia de ideias para todos os projectos e sei que vou levá-los a bom porto.
Vem aí mais uma semaninha. Vamos enchê-la de coisas boas?
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terça-feira, 8 de julho de 2014
Mas ainda assim...
Nos seis meses que passaram...
Participei num projecto muito especial
Fui à praia num dia solarengo no Inverno
Passeei no mercado de Rennes (aliás, toda a viagem foi inesquecível)
Fiz uma caminhada de 17 kms (até o meu joelho gritar de dor)
Sempre que pude, peguei nas aguarelas...
Corri de manhã cedo no estádio Nacional (maravilha)
Vi o meu Benfica a ser campeão no nosso estádio
Subi ao arco da Rua Augusta
Vi noites lindas à beira-rio
Fui à Color Run
Vibrei com Justin Timberlake no Rock in Rio (um dia que ele volte, eu estarei lá)
Fui ao Alentejo e vi o Festival de Banda Desenhada em Beja...
... E molhei os pézinhos na piscina
Comi bem (demais)
E experimentei coisas novas
Mandem lá o resto do ano! :)
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segunda-feira, 7 de julho de 2014
Para onde foi metade do ano?
Já chegámos a Julho! Ainda nem tinha pensado bem neste facto, a segunda metade do ano chegou a correr, o meu aniversário já passou, e ao mesmo tempo que tanta coisa acontece, parece-me que não mudei assim tanto.
Este ano anda a ser um pouco mais complicado do que esperava. Começou bastante mal com algumas mortes na família, que embora fossem de pessoas com graus de parentesco afastados, eram bastante importantes para nós. Não foi fácil gerir emoções com tudo isto e ainda por cima com a minha irmã longe de casa. Mas o tempo passa sempre, e agora ela já cá está, a fazer-nos sentir uma família completa outra vez, e há coisas boas a acontecerem, o que nos deixa sempre mais animados para o futuro.
Pensei que era uma boa ideia reflectir neste post sobre as resoluções de ano novo e o que ainda tenho planeado para este ano.
Este ano anda a ser um pouco mais complicado do que esperava. Começou bastante mal com algumas mortes na família, que embora fossem de pessoas com graus de parentesco afastados, eram bastante importantes para nós. Não foi fácil gerir emoções com tudo isto e ainda por cima com a minha irmã longe de casa. Mas o tempo passa sempre, e agora ela já cá está, a fazer-nos sentir uma família completa outra vez, e há coisas boas a acontecerem, o que nos deixa sempre mais animados para o futuro.
Pensei que era uma boa ideia reflectir neste post sobre as resoluções de ano novo e o que ainda tenho planeado para este ano.
É engraçado, não uso as resoluções como um objectivo sólido a cumprir, mas antes como indicador do que gostaria de fazer para me manter focada. E acho que não há nenhum ano em que me sinta tão pouco cumpridora como este. Ora vejamos...
Perdi exactamente 3 quilos, ou seja, apenas perdi 1/4 do peso que quero perder, um percurso lento alimentado pela minha relação algo instável com a comida e a minha resolução em não fazer dietas, mas com o tempo ando a aprender a alimentar-me melhor, a fazer exercício como já não fazia há muito tempo, e o meu corpo anda a responder favoravelmente. Neste processo todo estou a reconhecer o meu corpo e especialmente, aquilo que sou capaz de fazer com ele. Essa tem sido a maior conquista de todas. Posso não perder os quilos todos que quero já já, mas as coisas estão a ir ao lugar e sinto-me satisfeita.
Quanto à ilustração, comecei bem com as cortinas de pássaros, o Gigglesutra, o dia do pai e a pagela da primeira comunhão do meu primo. Não alimento um diário gráfico como gostaria, mas as ideias surgem aos poucos. Manifestei no facebook a minha vontade de entrar neste concurso, mas confesso que estou a repensar se devo atirar-me a isto. Não estou a ter ideias nem tempo para desenhar. Aceitei um projecto a meias com uma colega e o marido dela e está a ser bastante trabalhoso e exigente (mas estou a aprender muito e a adorar cada bocadinho do percurso), e para além disso, a Cate fez-me um desafio que me está a deixar deliciosamente inspirada. Não há tempo para tudo e tenho de escolher aqueles que me fazem mais sentido e que já agora, me dêem mais gozo também.
Daqui para a frente sei que será mais complicado dedicar-me à ilustração como gostaria pois entra em cena a pós-graduação, e apesar de ainda não ter confirmado a minha matrícula, continua a ser algo que pretendo fazer, pois apostar na minha formação também é algo em que queria investir este ano. Pode ser que até lá cultive mais hábitos criativos que não me façam perder o norte.
Daqui para a frente sei que será mais complicado dedicar-me à ilustração como gostaria pois entra em cena a pós-graduação, e apesar de ainda não ter confirmado a minha matrícula, continua a ser algo que pretendo fazer, pois apostar na minha formação também é algo em que queria investir este ano. Pode ser que até lá cultive mais hábitos criativos que não me façam perder o norte.
No meio disto tudo, a minha capacidade de fazer uma gestão eficaz dos meus dias anda a ser um grande desafio. Por isso não ando a escrever mais como queria, a dedicar-me mais a projectos mais elaborados ou ao voluntariado. Está a acontecer muita coisa, e sei que é possível fazer um pouco de tudo se for devidamente organizada. Mas também faz falta parar e respirar um pouco, e a escassez de férias deixa-me mais cansada do que gostaria de admitir. Há que aproveitar a silly season para equilibrar energias e tentar escapar nos fins-de-semana enquanto Outubro (sim, só terei férias nessa altura) não chega.
Prefiro por isso não me encher de planos e expectativas para a segunda metade do ano (e provavelmente em 2015 ficarei no mesmo registo), e tratar das coisas com a maior calma e tranquilidade possível, já que se esperam mudanças grandes na rotina, muito trabalho e muitas coisas novas.
Prefiro por isso não me encher de planos e expectativas para a segunda metade do ano (e provavelmente em 2015 ficarei no mesmo registo), e tratar das coisas com a maior calma e tranquilidade possível, já que se esperam mudanças grandes na rotina, muito trabalho e muitas coisas novas.
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segunda-feira, 30 de junho de 2014
Multiplicar. Dividir.
Estou cansada. Mais ainda. Não durmo o que devia, não descanso como queria. Multiplicam-se as responsabilidades e as tarefas, multiplicam-se as ideias e os projectos, e o sentimento de culpa de não poder chegar a toda a parte e ter de deixar algumas coisas pelo caminho. Multiplica-se o horário da pós-graduação que eu escolhi e ainda ando a fazer contas de dividir para me organizar e decidir se consigo levá-la em frente.
Antes de ir de férias terei de organizar mais projectos, mais trabalho, tenho de equilibrar tanta coisa que está desorganizada, antes de ir de férias começo a pós-graduação se me decidir a fazê-la (e quero fazê-la).
Hoje acordei mais cedo que o despertador, com a rotina bem assente na cabeça, comer, preparar almoço rápido e equipar-me para o ginásio, como já tantas vezes o fiz. Mas hoje decidi não ir, não só porque o meu corpo pede descanso, mas porque a minha cabeça agradece este espaço, pequeno que seja para organizar algumas ideias antes de começar a semana. Com calma, como deve ser. E aproveitar a manhã para fazer aquilo que me dá gozo e nem sempre consigo arranjar tempo, como espreitar a revista que comprei ontem.
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domingo, 22 de junho de 2014
Perspectiva
Ontem acordei com uma neura daquelas, ainda sem ter dormido tudo o que precisava, tratei de algumas coisinhas indispensáveis ao funcionamento da casa e sentei-me no sofá a espreitar o instagram. O instagram é provavelmente a minha rede social favorita, faz-me sentir inspirada e satisfeita, com tanta imagem bonita a entrar-me pelo olho adentro.
No Doce para o meu Doce esta semana, a Fedra dá algumas dicas para o utilizarmos para o negócio (intimamente ligado aos blogs, claro), e resolvi olhar como deve ser para as minhas fotos que publico já há 2 anos e qualquer coisa. Não que eu seja a pessoa mais activa nem nunca investi na minha conta pequenita e privada como ferramenta de promoção/prolongamento do blog (se calhar já pensava nisso, não?), mas nada como fazer uma pequena avaliação.
Sabem quando nos dizem que não devemos dar demasiado crédito ao que vemos nas redes sociais, que as vidas dos outros parecem sempre mais perfeitas quando vistas pelos olhos do facebook ou do instagram? Pois a modos que senti algo parecido com isso... acerca de mim mesma.
Não que as minhas fotos me mostrem uma realidade distorcida do meu dia a dia, mas quando escolhemos uma foto, aplicamos filtros e publicamos para o mundo ver, estamos a depositar naquele momento, naquele olhar, algo muito nosso, que queremos que os outros também vejam.
Ora, quando dei por mim a relembrar alguns desses momentos, vinha-me à memória o que sentia em cada publicação, em cada foto. E fiquei com aquele sabor bom de sentir que a minha vida, rotineira e cheia de trabalho, de dias iguais uns aos outros, consegue ainda assim ter pausas na realidade e fazer-me dispersar um pouco, mesmo que não seja diariamente, acaba por ser algo que acontece com alguma frequência.
E penso no projecto 100 Happy days e em como eu devia aderir já no início de Julho. O instagram já é o meu momento feliz, lá tenho viagens que fiz, passeios e festas, os meus amigos, as despedidas e reencontros da minha irmã quando ela foi estudar para fora, a color run, detalhes parvos do dia-a-dia, as saudades da minha mãe, os meus sapatos e anéis, os livros que compro online e me chegam à secretária, cortes de cabelo, flores e plantas, desenhos dos quais me orgulho entre tantas outras coisas, mesmo que não seja nada de particularmente especial, está a demonstrar que algo me chamou a atenção o tempo suficiente para eu parar e trabalhar aquela foto especificamente. E reparar nesses pequenos detalhes e relembrar-me deles é coisa que me faz feliz.
E pareceu-me que vale a pena partilhar isso. É incrível que por vezes me esqueça do quão rica a vida pode ser.




No Doce para o meu Doce esta semana, a Fedra dá algumas dicas para o utilizarmos para o negócio (intimamente ligado aos blogs, claro), e resolvi olhar como deve ser para as minhas fotos que publico já há 2 anos e qualquer coisa. Não que eu seja a pessoa mais activa nem nunca investi na minha conta pequenita e privada como ferramenta de promoção/prolongamento do blog (se calhar já pensava nisso, não?), mas nada como fazer uma pequena avaliação.
Sabem quando nos dizem que não devemos dar demasiado crédito ao que vemos nas redes sociais, que as vidas dos outros parecem sempre mais perfeitas quando vistas pelos olhos do facebook ou do instagram? Pois a modos que senti algo parecido com isso... acerca de mim mesma.
Não que as minhas fotos me mostrem uma realidade distorcida do meu dia a dia, mas quando escolhemos uma foto, aplicamos filtros e publicamos para o mundo ver, estamos a depositar naquele momento, naquele olhar, algo muito nosso, que queremos que os outros também vejam.
Ora, quando dei por mim a relembrar alguns desses momentos, vinha-me à memória o que sentia em cada publicação, em cada foto. E fiquei com aquele sabor bom de sentir que a minha vida, rotineira e cheia de trabalho, de dias iguais uns aos outros, consegue ainda assim ter pausas na realidade e fazer-me dispersar um pouco, mesmo que não seja diariamente, acaba por ser algo que acontece com alguma frequência.
E penso no projecto 100 Happy days e em como eu devia aderir já no início de Julho. O instagram já é o meu momento feliz, lá tenho viagens que fiz, passeios e festas, os meus amigos, as despedidas e reencontros da minha irmã quando ela foi estudar para fora, a color run, detalhes parvos do dia-a-dia, as saudades da minha mãe, os meus sapatos e anéis, os livros que compro online e me chegam à secretária, cortes de cabelo, flores e plantas, desenhos dos quais me orgulho entre tantas outras coisas, mesmo que não seja nada de particularmente especial, está a demonstrar que algo me chamou a atenção o tempo suficiente para eu parar e trabalhar aquela foto especificamente. E reparar nesses pequenos detalhes e relembrar-me deles é coisa que me faz feliz.
E pareceu-me que vale a pena partilhar isso. É incrível que por vezes me esqueça do quão rica a vida pode ser.
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