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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

A sonhar com as próximas...









Férias no Algarve podem ser do mais básico que existe, mas tinha tantas saudades destes programinhas, ir à praia, fazer o jantar, passear-me pelos vilarejos, beber café e medronho e aproveitar o ambiente veraneante tão tradicional, tão familiar. Não descansei tudo o que queria e devia, mas trouxe comigo memórias maravilhosas e dias de tanto calor e preguiça, muitas páginas percorridas em livros, muito amor e carinho, muita reflexão e regresso aos lugares da minha infância. Tive mesmo a sensação que me encontrei algures nestes dias e em breve falarei melhor sobre isso. 
Hoje recomeçou o rodopio da rotina, e ainda me sinto a aterrar. Ficam as fotos para relembrar estes dias de paz.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Stop, Breathe and Think

Os dias andam difíceis. Parece que a vida faz de propósito, e quando estamos prestes a abrandar o ritmo, ela põe-nos à prova. Tenho tido a semana mais surreal dos últimos tempos e ando a condensar uma quantidade insana de trabalho nestes dias para conseguir ir de férias na próxima semana sem complicações ou coisas penduradas. O meu cérebro está prestes a implodir, mas vou fazendo o meu melhor para aguentar e repito baixinho para mim mesma "já só faltam 2 dias". Já nem suspiro por sexta feira porque não sei se não terei de trabalhar no fim-de-semana, mas tento levar um dia de cada vez e manter a sanidade mental a cada minuto que passa.

Não há dúvida que o que me tem ajudado tem sido a meditação, aqueles momentos, ainda que escassos e curtos, em que me deixo guiar por uma voz tranquila (sim, ando numa de meditação guiada, sozinha ainda está complicado) e deixo a mente perder-se suavemente em pequenos nadas que me recarregam as energias.

Há tempos, já não sei como, tropecei nesta app, e mal a comecei a experimentar, fiquei agarrada. Tem um funcionamento muito simples, o que ajuda nestas coisas. Dêm uma espreitadela...


No ecrã principal temos todas as opções que a app nos proporciona, a primeira, fazermos uma avaliação de como nos sentimos, seguido de dicas para aprender a meditar, uma lista de meditações gravadas, e por fim, o nosso progresso pessoal.





Pessoalmente adoro fazer o "check-in", mesmo que não vá meditar a seguir. A app dá-nos 10 segundos para fecharmos os olhos e pensarmos em como nos sentimos. Depois de dizermos como nos sentimos mental e fisicamente, temos uma lista de sentimentos, dos quais escolhemos cinco. Com base nessas escolhas, a app cria uma lista das meditações mais adequadas.

E depois é só escolher uma ou mais e deixar-nos levar. Temos uma voz de uma rapariga algo monocórdica mas que nos leva rapidamente a um estado de relaxamento e sossego, ajuda-nos a criar imagens mentais e vivermos no momento, naquele momento específico.



Podemos sempre consultar o nosso progresso pessoal, inclusive ganhamos stickers das pequenas conquistas que vamos fazendo: a primeira meditação, meditar antes das 8h da manhã, depois das 21h, duas meditações de seguida, meditar vários dias de seguida, enfim, um largo número de opções para nos manter motivados. Eu confesso que o meu ritmo é de duas ou três vezes por semana, por isso não tenho uma colecção de cromos lá muito grande, mas só o facto de ter a app a ajudar-me a manter um ritmo já é qualquer coisa. E a verdade é que vai fazendo a diferença no meu dia-a-dia.

E vocês, usam ou conhecem mais apps do género? Melhores que esta? Alguma recomendação?

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Bom fim-de-semana!

Uma coisa que eu adorava quando trabalhava em Lisboa e andava de transportes diariamente era ouvir nas manhãs de sexta-feira as pessoas a despedirem-se com um "bom fim-de-semana". Isto não acontecia todas as semanas, mas dizer "bom fim-de-semana" a uma sexta-feira de manhã, ainda antes do trabalho era sempre coisa para me deixar bem disposta o dia todo e entrar no fim-de-semana com um sorriso. 
Ontem tive um óptimo jantar que me deixou cheia de boa energia. Hoje toda eu sou optimismo.
E só para começar o dia (e o fim-de-semana) inspirada, vejam só esta casa bem catita. Adoro cada detalhe, não mudava nada (bem, talvez não tivesse tantas plantas no quarto).

 

Mais aqui

E bom fim-de-semana!

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Espreitar um guarda-roupa com 50 anos

Dizem que é uma característica intrínseca do signo Caranguejo, uma paixão pela História. Eu nunca fui uma brilhante aluna em História, mas sempre adorei percorrer castelos, igrejas, espaços mais antigos que o tempo e imaginar como seria a vida nos tempos em que foram erigidos. Mas mais do que a História Universal e Antiga (que adoro), ainda fico mais interessada naquela pequena História, aquela que faz parte da minha vida, ou da minha família. Toca-me mais olhar para um espelho onde sei que a minha bisavó se penteou do que entrar numa igreja medieval. Ou ver fotografias antigas de pessoas que nem conheço do que ver quadros de fidalgos. Adoro saber mais das vidas dos meus antepassados, daqueles que nunca vi e daqueles que conheço. Todos os dias pouso as chaves na máquina da costura que foi da minha bisa e penso no que já terá aquele objecto tão simples testemunhado.

Por isso não é de estranhar que quando vi esta notícia e vi as fotografias uma parte de mim se tenha comovido profundamente. 




(fotos de Ishiuchi Miyako)

Adoro a Frida Kahlo, o seu estilo, o seu percurso, a sua genialidade que a tantos níveis ajudaram a moldar muitas gerações de mulheres. Gosto de olhar para a mulher, que usou a artista para comunicar a sua dor ao mundo. E ao ver os seus maravilhosos vestidos e objectos que fazem parte da vida de qualquer mulher (frascos de verniz!), utilizados, desgastados pelo tempo, fechados durante anos até poderem ser vistos por nós.
A última vez que foram usados, foi ela quem os usou, a última vez que tinham visto a luz do dia, foi quando ela abria a porta do seu roupeiro. Os nossos objectos contam aquela história que ninguém conhece, e parece que morrem connosco, quando vamos. A roupa parece estranhamente vazia e oca sem ela. Mas ela está em tudo o que vemos.
E não consigo ficar indiferente a este testemunho vivo de História, com H grande, porque para mim, cada vida, cada pedaço de cada pessoa tem sempre um mundo de histórias, que se contam, que ficam perdidas no tempo. E aqui resgatamos um pouco desse tempo perdido. É maravilhoso.

Bom fim-de-semana de calor pessoal.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Inspiração para dias chuvosos

Tenho sono, demasiado sono. Antigamente recuperava de uma noite mal dormida em dois dias, agora reconheço que esse processo já não é tão fácil como antes (deve ser a pior maleita dos 30 que registei até à data). Ainda por cima resolvi cortar ainda mais em cafés e outras substâncias estimulantes, depois de dois dias de insónias, por isso esta é mesmo a semana em que me arrasto pelos cantos. Esta que vos escreve está a dormir em pé e a trabalhar em piloto automático (e a ser produtiva nem sei bem como).

(imagem daqui)

Mas ainda assim não estou cega às coisas bonitas que me podem passar pelos olhos. E aqui está uma ideia que adorei e tinha de partilhar. Tenho pena de não ter uma parede apta para isto lá em casa, senão era mesmo algo a considerar. Adoro cada detalhe (gosto particularmente dos mini-ténis) e como a cortiça traz a este espaço tanto sossego e quietude. 
E enquanto a energia não volta em grande, vou-me inspirando e suspirando por essa internet fora.
Boa quinta-feira a todos, o fim-de-semana está quase aí.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Ano novo, casa nova - Inspiração parte IV (ou, o flagelo das cortinas)

Quando decoramos uma casa, sabemos sempre que é um projecto a longo prazo e que há sempre coisas que vão demorar a decidir, assentamos algumas ideias antes de chegar a uma conclusão, enfim, nunca é algo que se faça da noite para o dia, a não ser que sejamos ricos e possamos contratar alguém que o faça por nós e se em último caso não gostarmos, podemos sempre recomeçar. Como esse não é o caso, vou dando por mim a aprender enquanto faço o percurso,com as asneiras e más escolhas, com as soluções para colmatar essas falhas, a respirar inspiração em toda a parte (I heart Pinterest) e a mudar de ideias a cada duas semanas. 

É exigente e cansativo, mas é um processo espetacular que me dá um gozo constante.
E agora com a aproximação da Primavera quero voltar aos projectos que estavam em stand-by e retomar o entusiasmo. Já vou colocando alguns objectos de parte e ando a fazer listas mentais de compras de materiais para começar alguns DIYs, e a pensar como posso optimizar a arrumação, já olho para o roupeiro com olho crítico para escolher o que realmente preciso e planeio limpezas a fundo para receber as estações quentes com outra cara. Uma fase de renovações e de ideias a correrem frescas pela minha cabeça, com todas as possibilidades que daí podem surgir.

Mas devo confessar, por muito divertido que seja ir encontrando as soluções ideais para a minha casa, há algo que eu tenho de tratar com alguma rapidez mas estou a zeros. E não é algo que eu domine ou sequer goste por aí além, mas faz parte e devo pensar nelas com tanto e amor e carinho como em qualquer outra parte da decoração: as cortinas.

Aqui está um objecto útil/decorativo que eu não tenho jeitinho nenhum para tratar. Não percebo metade da "ciência" por detrás deles, não gosto da maior parte das coisas que vejo por aí, e não fosse para eu poder andar despreocupada sem medo que a vizinhança me espreite o rabo, nem pensava muito nisso e adiaria esta questão ad aeternum. Mas preciso, e quando são realmente bonitas e bem feitas são uma peça que dá alguma graça à casa.

No meu quarto e no meu escritório tenho a coisa resolvida e é relativamente simples.Até resolvi encurtar eu umas mal tenha vontade de desempoeirar a máquina de costura.

Agora a sala é que é a verdadeira dor de cabeça. Tudo isto porque consegui finalmente por em prática esta ideia que me fazia suspirar. E a minha janela fica linda, cheia de sol e com uma prateleira coberta de livros por baixo (a Merenwen gostou tanto da minha janela que até falou dela no blog!). Mas como é que se coloca uma cortina neste tipo de janela sem interferir com a decoração, ficar demasiado pesado ou varrer os objectos da prateleira sempre que a quiser fechar? Naturalmente preferia não ter nada, mas essa hipótese não se põe, por isso andei a procurar soluções alternativas ao típico cortinado (que é o que existe agora mas vai ter de ser reciclado muito brevemente).

E não é que descobri algumas ideias inesperadamente inspiradoras?


 
(Imagem via

Esta não tem cortinas, mas adoro os objectos decorativos ali pendurados no varão vazio. Também tem boas ideias para colocar algo na prateleira, portanto esta imagem para mim é um dois em um. É mesmo uma das minhas soluções favoritas. 

(Imagem via)

Adoro a ideia de só se tapar parte da janela. Claro que com a posição das janelas dos vizinhos isto não é possível, mas as borlas coloridas são mais uma hipótese de decoração que estou a equacionar...


(imagem via

Esta para mim é perfeita. Uma ideia simples e descomprometida, com o pequeno estore em tecido (isto tem um nome mas não sei qual, eu disse que era má com estas coisas). E aquela estrelinha ali é deliciosa, um pouco grande demais para aqui, mas na minha casa ficava mesmo bem.
 
(imagem via

Simples, sem varões nem grandes complicações, acho que o que quero mesmo ter é um cortinado/whatever que parta da própria estrutura e não uma coisa tridimensional, a cair de um varão por cima da janela, demasiado grande e que só acrescenta volume e ruído visual. Gosto particularmente deste tecido translúcido, deixa entrar luz e não deixa as pessoas ver o que se passa lá dentro.


 (imagens via)

Dificilmente vou enveredar pelo estilo boémio, mas isto é lindo. Fica só como eye candy porque merece a pena ser visto. 

Uma coisa é certa, quero algo simples e descomplicado, quero ter elementos decorativos, e quero alguma cor. Não deverá ser muito difícil pois não? Se todos os problemas fossem estes... Agora é baralhar e voltar a dar. E depois de ter escrito este post acho que começo a chegar a algumas conclusões. Depois hei-de partilhar o resultado final.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Ano novo, casa nova - Inspiração parte III

Quem via o Coupling saberá certamente que há um discurso épico do Steve sobre a utilidade das almofadas no sofá que ainda hoje me faz rir descontroladamente. Quem não sabe do que estou a falar espreite aqui. Se todos os homens têm esta opinião, eu gostaria de saber, por isso se quiserem confessar-se como haters de almofadas estejam à vontade, a caixa de comentários é vossa. 
Como mulher, sou assumidamente fã e um dos meus planos de decoração é cobrir o meu sofá de almofadas e dormir longas sestas num pequeno forte. Sim, o meu objectivo é mesmo esse. Ainda tenho algumas antigas, mas cansei-me das capas e acho que as cores não se adaptam de todo ao look. Já comprei esta no ikea, que faz um contraste bestial com o meu sofá cinzento (e tem ali o amarelinho a piscar o olho às minhas cadeiras da sala, mas quero mais, muito mais! E estas são as minhas maiores inspirações...

(Imagem via)

 (imagem via)

(imagem via)


 (imagem via)


(imagem via)

Eu sei que esta última já a tinha publicado antes, mas continua a ser uma das minhas soluções preferidas uma vez que possui todas as coisas que gosto, cores variadas, padrões simples e a preto e branco, materiais diferentes, tudo aquilo que eu pretendo incluir na minha futura decoração. Agora resta saber se vou comprando capas e almofadas novas ou se me atrevo a lançar-me à costura novamente e faço algumas eu... Atrever-me-ei?

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Ano novo, casa nova - Inspiração parte II

Eu adoro decorar a casa, a sério que adoro. Pensar em cores, em ideias diferentes, em testar novas disposições da mobília ou formas de arrumar as coisas. E também adoro comer. Comer bem e de forma saudável, ou um repasto bem gorduroso, à mesa com amigos, um jantar intimista com a minha irmã, ou mesmo eu solitariamente, com todo o tempo do mundo e uma revista.

Mas confesso, escolher uma mesa de jantar é coisa para me causar algum stress. Não sei se fica bem, não sei o que gosto exactamente (sei que não gosto de mesas com tampo de vidro, mas mesmo assim reconheço que têm algum potencial decorativo), não sei o que colocar no cimo da mesa para a decorar (por enquanto tenho uma pequena escultura que me deu a minha avó e não combina com a mobília da minha casa, correio por abrir e livros que me quero desfazer), não sei sequer como quero dispor as cadeiras (duas a duas, ou uma em cada face da mesa?).

É que para complicar as coisas, já tenho cadeiras há uns anos, que o meu tio me deu quando se casou (eram da casa de solteiro dele), que são de linhas modernas rectas, maciças e densas, que dificilmente conferem leveza, e que para piorar, quando saí da casa do meu pai, cobri de verniz escuro e forrei o assento com um tecido clássico, mas que obviamente já não gosto e quero desesperadamente mudá-las há mais de um ano.

Mas vamos por partes. A mesa.
Inicialmente pensei que queria uma mesa redonda e andei a namorar umas do IKEA. mas depois as preferências mudam quando encontrei outra mesa no mesmo sítio (óbvio) por 1/3 do preço da outra, que apesar de ser rectangular, era da cor que eu queria.

Resolvido o dilema da mesa, as cadeiras continuam a ser uma incógnita. Ou talvez já não tanto assim, já que tenho ideias a fervilharem há meses e cada vez mais sólidas. Acho que o problema está na escolha das ideias a aplicar. A minha grande pancada era precisamente pintá-las de amarelo, mas depois de comprada a mesa achei que não iam ter destaque nenhum um e regredi um pouco. Pensei pintá-las de outra cor, ou até uma de cada cor, ou de branco (e há bons exemplos por aí que merecem a pena destacar), mas não me decidia.

(imagem via)

(imagem via)

(imagens via)
(imagem via)

(imagem via Art & Soul que a encontrou aqui)

Mas depois de ver este exemplo que a Marta publicou no blog, com uma mesa da cor da minha, o amarelo não me parece assim tão estranho e então estou a voltar à ideia base, com alguns detalhes que me ocorrem (depois de decidido está claro que mostro tudo).

O que fica a faltar são os tecidos para forrar os assentos que conjuguem minimamente com a ideia que eu tenho para a minha sala e claro, a decoração para a mesa, que não tenciono manter a estatueta com livros e papéis. E é claro que já ando a pensar em dois outros elementos decorativos que, não sendo primordiais, influenciam esta parte: as almofadas e as cortinas... Mas isso já é outra história, ou outro post... ;)

domingo, 18 de janeiro de 2015

Ano novo, casa nova - Inspiração, parte I

(imagem Design*Sponge)

Com o início do ano começaram também as mudanças. A poucos dias de me mudar de vez para a minha casa, vou refazendo os meus passos e apreciando cada vez mais o processo de decoração e organização do espaço. Se por um lado tenho um receio de depender apenas de mim, por outro vou mergulhando nesta liberdade e apreciando cada bocadinho deste passo que estou a dar. 
Tem sido extremamente libertador tomar todas as decisões sozinha. É um exercício curioso quando estamos habituados a pedir a opinião de alguém, e claro que devemos pedir sempre quando não temos certezas absolutas, mas em última instância, a decisão é apenas minha, e isso tem sido uma experiência e tanto.

E depois há a decoração. E nada me dá mais prazer do que decorar, modificar, reaproveitar, enfim... Os planos acumulam-se, mergulho de cabeça no Pinterest para procurar inspiração e motivação para os próximos passos e cada pormenor é pensado com muito amor e dedicação. 

Este fim-de-semana pintei o meu quarto. E a minha grande inspiração foi a foto que ilustra este post. Se eu já andava com ideias de ter uma parede de cor escura, esta imagem suprimiu-me as dúvidas e deu-me a certezas para avançar. E com tabuleiros de tinta, pincéis e rolos a secar na minha banheira, sinto que tomei a melhor decisão possível. A casa ganha forma aos poucos e começa a ter a minha cara. Isto é coisa para mudar a minha disposição mais depressiva do início do ano. Que se mantenha assim por mais algum tempo.

(conseguimos perceber por aqui que me deu uma pancada gigantesca pelo azul escuro...)


E com isto, é bem possível que nos próximos tempos os posts sejam maioritariamente sobre decoração e também sobre algumas ideias DIY para por em prática que vou querer partilhar. Claro, tudo a ver com a casa e a minha nova vida doméstica. Espero que se mantenham por aí. Boa semana!

sábado, 10 de janeiro de 2015

No ano dos hoverboards, eu viajo ao passado



Há livros que fazem sempre sentido. Tenho começado a ler muito mais este ano do que no ano passado. A minha lista de livros lidos em 2014 decresceu consideravelmente e este ano quero recuperar o fôlego e voltar a perder-me noutros mundos. Isto para além de também querer incrementar os meus conhecimentos, e aproveitei o facto de me ter oferecido um ipad para o encher de livros sobre variadíssimos temas que me interesso, sejam na minha área profissional, como alguns de culinária e nutrição, desenvolvimento pessoal, etc....

Mas estou a perder-me. Dizia eu que ando já a insistir nos meus hábitos de leitura este ano, leio na cama todos os dias, leio ao pequeno-almoço, enfim. Fico contente, porque neste aspecto estou a começar bem o ano.
Há dias, em arrumações, descobri enterrados numa estante os livros que fizeram a minha infância vibrar: A Floresta e o O cavaleiro da Dinamarca da Sophia de Mello Breyner Andresen. E não resisti e um dia desta semana resolvi pegar n' A Floresta e reler. E, como das outras 30 vezes que li este livro, perdi-me. 

Ler os livros da Sophia é uma verdadeira viagem ao passado. Quando leio as palavras dela deixo-me deambular nas memórias das leituras passadas, e lembro-me de uma maneira tão vívida e real como é ser criança. Porque os anos passam e as tarefas e o stress parecem ter-se ocupado de todo o meu tempo, parar e ler a Sophia fez-me lembrar como era sonhar, como era acreditar que realmente pudessem existir seres fantásticos e mistérios insondáveis no mundo. A maneira como ela descrevia os ambientes que rodeavam a história, pareciam conter outras histórias que ela não contava e ficavam ali à espera de serem desvendadas pelos jovens leitores, e acho que essa era a maior magia da escrita da Sophia. 

O seu mundo repercutia-se em todos os passos do meu crescimento, e em particular relembro as brincadeiras que eu e a N., a minha melhor amiga, inventávamos nos recreios. O pátio calcetado do colégio, as colunas da entrada da casa da D. Luísa, as plantas nos vasos e as árvores que nos rodeavam, os cogumelos que cresciam no tronco da árvore, tudo nos alimentava a imaginação e abrilhantava a nossa fantasia, de tempos idos, de histórias românticas e heroínas fortes, de amigas que, ao final de 26 anos ainda estão tão próximas e unidas como antes. 

Lembro-me como era fácil criarmos o nosso canal de tv, a TV Clic, como vivemos (e fugimos várias vezes) num orfanato ao género da Ana dos cabelos Ruivos, como viajámos até ao espaço e como fugíamos de situações arriscadas. Como desenhávamos os cenários das nossas brincadeiras, inventávamos publicidade em cartoons e como escrevíamos febrilmente na esperança de um dia termos livros publicados. E como esses sonhos pareciam tão fáceis.

Mais uma vez reforço, este ano não tenho resoluções, mas vou ter de criar espaço para me deixar levar, para criar novamente. Para me perder nos projectos que ficaram em suspenso e para procurar novos caminhos e lembrar-me simplesmente de sonhar como quando era criança e tudo era possível. E deixar-me levar pela loucura do processo criativo. Olhar para mim no passado, e se for preciso, chatear a N. para voltarmos a rir e a disparatar, que se reflecte nas melhores memórias e ideias de sempre.

E tudo isto após cinquenta ou setenta páginas de memórias perdidas.
Não há dúvida que o passado é a minha maior inspiração.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Um desafio para Dezembro

Gosto tanto da Susannah Conway, ela é fantástica. Parece aquela amiga calma que nos dá sempre bons conselhos e mimos, e nos ouve nos dias maus. Que tira um filme cómico e uma manta para ver num dia cinzento e nos transforma o espírito.


Sinto que este ano desleixei-me em muitos dos meus projectos pessoais e nos meus objectivos e organização pessoal (também acho que se justifica, foi um ano de profundas mudanças pessoais), muita coisa parece ter ficado pelo caminho, e este blog sofreu directamente com isso. 
Tenho pensado muito no que posso fazer para reverter isto. Para já não é coisa imediatamente possível, ainda ando demasiado ocupada com alguns assuntos demasiado prementes para me permitir essa reflexão.
Mas hoje recebo no meu e-mail esta proposta fantástica e percebi que mais do que qualquer outro desafio, este falou comigo. Quero muito fazê-lo. Portanto em Dezembro podem contar com posts mais frequentes (não tenciono partilhar diariamente, mas quero corresponder ao desafio ainda assim e cobrir todos os prompts que a Susannah dá).


Se se quiserem juntar podem ver toda a informação aqui.
Quem quer?

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Dia da música

Um amigo uma vez disse-me que viu algures (ou leu algures) que tinham sido feitos testes em que examinavam o cérebro humano enquanto ouvia música, e ao que parece, nada estimula o nosso cérebro tanto como a música. Gosto de imaginar o pessoal nesse exame a ver as várias áreas acenderem como uma árvore de Natal. Não vi nenhum documentário nem nunca procurei informação para confirmar o que o meu amigo me disse, mas não me custa acreditar que possa ser verdade.
A música preenche-me, invade-me o peito como uma onda, faz-me sorrir do nada ou emocionar-me quando menos espero. A música arrebata-me, apaixona-me, faz-me sentir coisas que por vezes penso só existirem na minha imaginação, e se for preciso, derrota-me e desorienta-me até ao fim das minhas forças.
Hoje é o dia Mundial da Música, a rádio fez questão de me alertar várias vezes. Durante a minha corrida matinal a música soou incessante nos ouvidos para me estimular os músculos. Chego ao emprego e a música acompanha-me o dia todo sem acusar cansaço. Preciso de me concentrar e a música sussurra-me intimamente ao ouvido para que eu me sinta a única pessoa do mundo.
Hoje não podia deixar passar este dia em branco, e gostaria de partilhar convosco as minhas 10 músicas preferidas de todos os tempos (ando a compilar esta lista há algum tempo e hoje faz todo o sentido partilhá-la). E, sem nenhuma ordem específica, aqui vão:

"This corner of the earth" - Jamiroquai
"Neighbor song" - Lake Street Dive
"Lover, you should've come over" - Jeff Buckley
"The sound of silence" - Simon & Garfunkel
"My girl" - The temptations
"Olha só moreno" - Mallu Magalhães
"Your precious heart" - Marvin Gaye & Tammi Terrel
"Samson" - Regina Spektor
"Little Black submarines" - The Black Keys
"You got me" - The Roots featuring Erykah Badu

E já agora, a título de bónus, os 5 álbuns que mais gosto, que ouço do início ao fim sem me cansar e sem recusar uma música que seja (a maior parte das vezes, vá):

"Mama's gun" - Erykah Badu
"Lake Street Dive" - Lake Street Dive
"Big Calm" - Morcheeba
"Volume two" - She and Him
"Banda do mar" - Banda do mar (este é tão recente mas é delicioso, não me canso de ouvir)

Deixo aqui a música dos The Roots com a Erykah Badu. Aqui está uma que não me canso de ouvir, passem os anos que passarem. E se puderem, atentem ao turbante da menina. Um dia ainda hei-de experimentar usar um assim.



Agora deixo-vos o desafio. Partilhem comigo quais as vossas 10 músicas preferidas, ou os 5 álbuns que não se cansam de ouvir do princípio ao fim. Ou os dois! :)
E que venha o mês de Outubro! O mês das minhas férias, finalmente! 

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Bom dia!


Uma manhã de segunda-feira e um pequeno-almoço por aqui era coisa para transformar a semana. Uma decoração simples, em tons pastel (eu acrescentava um pouco mais de cor aqui e ali) e muito confortável e tranquila.  O que eu não dava por aquela estante forradinha de livros... E luz! Muita luz.
Mais fotos aqui e já que aqui estão, espreitem também o blog da dona da casa, vale a pena. 
Boa semana!



terça-feira, 24 de junho de 2014

B'dia!

Mais um lugar irresistível onde seria feliz a ler livros, dormir sestas ou devorar episódios do Modern Family. (mais aqui, até porque merece completamente a pena!)

terça-feira, 17 de junho de 2014

speechless


Às vezes há imagens que me arrebatam, que me deixam sem palavras. Aquele sítio, aquela luz, aquele momento em que imaginamos que podíamos viver ali, respirar aquele ambiente, perder-nos nos detalhes. Mal vi esta foto tive de a postar aqui. Tenho o projecto secreto de fazer algo deste género na minha sala e um dia será o dia. Até lá, suspiro junto a esta imagem. Mais imagens de sonho aqui.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Oh so cute!





Esqueçam a qualidade manhosa da foto tirada à pressa com o meu iphone, mas digam-me lá se esta ilustração de Afonso Cruz não é a coisa mais fofinha para se receber na compra de um livro do mesmo autor quando fui ontem à feira do livro (e se querem saber, desgracei-me pouco, aproveitei a hora H, e comprei autores portugueses, à excepção deste livro de Oliver Jeffers - Não descanso enquanto não tiver TODOS)
Vou ter de lhe dar um lugar de destaque lá por casa... :)

terça-feira, 3 de junho de 2014

One month to go

Daqui a precisamente 1 mês faço anos. Trinta e dois. E não sei porquê, acho que este é um ano que promete. Eu confesso, sou uma miúda organizada que gosta de números pares e estou em crer que o ano dos 32 anos será o meu ano. Aliás, ando mesmo numa onda de investimento grande em mim e na minha formação, na auto-estima, no trabalho, no lazer... E este já vai ser um ano com coisas novas e projectos aliciantes. Ando finalmente a perder o medo de sair da minha zona de conforto e arrisco mais, experimento mais, vivo mais.
Mas claro, há aquelas coisas que não mudam, como o facto de eu ser uma rematada geek que tem uma comprida lista de livros (entre outras pequenas coisas), que gostava mesmo de receber nos meu aniversário daqui a um mês. E aqui vão elas...



Sou fã da Disney desde que me lembro de mim como gente, e o Frozen tocou-me de uma forma que não sei explicar. Isto de ter uma irmã tão próxima faz-me sentir ainda mais comovida com este filme. Para além do mais, a arte foi em grande parte desenvolvida por uma das minhas ilustradoras preferidas, a Brittney Lee, e por todos estes motivos e mais alguns, este livro está no topo das preferências na minha wishlist do Book Depository.


Tenho um fraquinho por livros de decoração (ok, por livros no geral). Ando a namorar vários, mas este está a flutuar-me no pensamento há algum tempo...

Mais um, claro. Este é daqueles que tenho de ter. Já antes referi como a Marloes de Vries parece ler a minha mente e conhecer-me tão bem. Este livro é quase como uma resposta às minhas orações. É que o quero mesmo muito!. Se alguém quiser ser simpático e oferecê-lo, podem encontrá-lo aqui. :)


Da mesma maneira que gosto de ter livros de decoração em espera, ainda gosto mais de ter livros de culinária e afins. Sigo o blog da Katie há algum tempo e o styling e as fotos fazem-me sonhar. Vê-lo em forma de livro delicia-me.




E apesar de gostar de números pares, não me importo de somar este curso da Alisa Burke aos dois que ela forneceu grátis, aos dois que tive a incrível sorte de ganhar e aos dois que comprei, e em vez de 6 ter 7. Ando a namorar este há muito tempo e também dava uma prenda bem catita...


E a nova colecção maravilhosa de carimbos da Genine? Acho que qualquer um deles me fazia muito feliz. Podem ver mais aqui.


Por fim, estou rendida a esta tendência muito cool desta Primavera/Verão, queria muito um kimono. Este é da Anthropologie, mas aceito outras marcas mais acessíveis... :P