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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Suspiro...


Não sei de onde veio esta imagem, mas apareceu-me hoje no Pinterest e não resisto em partilhar. Se eu tivesse um espaço assim acho que nunca saía de casa, desta sala. Era tão feliz se tivesse uma biblioteca. Vá, trocava aquela poltrona por uma mais confortável e moderna e talvez pintasse as estantes de branco também. Não fosse eu ter um filho a relembrar que tenho de fazer comida, e dar banhos e lavar roupa e ninguém me punha a vista em cima, só a pilha de livros que tenho para ler.

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Anatomia de uma festa de aniversário.


Vou ser sincera, não sei mesmo como consegui por a uma festa de anos a andar. Bem, até sei, fui mesmo organizadinha e o mais essencial, tive ajuda, que mesmo com percalços pelo meio, atrasos, esquecimentos e breves desorientações, idas e vindas, esteve sempre lá a ajudar-me a por a festa de pé. Quando chegaram os primeiros convidados (os avós e tia), estávamos ainda a comer pizza que encomendámos para o espaço da festa e só tínhamos meia mesa posta, mas a coisa foi-se compondo. E agora que me começo a afastar da loucura do último fim-de-semana é que percebo que a coisa até correu lindamente e, atrever-me-ei a dizê-lo?, foi um sucesso.

A verdade é que me lancei numa empreitada doida. Queria uma festa como imaginava, com uma imagem bonita (defeito profissional, desculpem lá), que pudesse reproduzir na festa e queria fazer eu as coisas e a comida. Estava morta pela oportunidade de fazer um pequeno projecto e quis muito agarrar esta oportunidade. Só tenho uma oportunidade para o primeiro ano de um filho…
Passo um...Location, location, location!
A primeira coisa que tinha em mente era o espaço da festa. Uma amiga minha fez duas festas para o filho dela por aqui e eu apaixonei-me. Para além do espaço ser lindo, é próximo de casa, temos uma liberdade total para usar coisas, para reorganizar e decorar ao nosso gosto, tem uma mesa óptima e espaçosa, louça bonita, tudo de bom. E a um valor aceitável.
Passo dois... tema e afins
Outra coisa que eu queria mesmo mesmo mesmo, era uma espécie de infográfico informativo do primeiro ano da vida do Gonçalo (tinha um exemplo donde tirei a inspiração no meu Pinterest, mas parece que desapareceu para grande pena minha). Não tinha brindes e doces porque não era bem uma festa de crianças (e eu na verdade não gosto muito disso), mas queria algo que pudesse ser engraçado e diferente e que reflectisse o Gonçalo. Então fiz uma versão à minha maneira e dentro do tema, que deu para dois posters A3 e também fiz pequenos postais A5 para quem quisesse, levar. Acho que gostaram.
O tema em si foi mais difícil de decidir. Achava eu que iria para os animais da selva ou assim, visto que o puto até é leão de signo… Mas comecei a ver o tema repetido até à exaustão no Pinterest (claro que criei um board de inspiração tipo, uns 3 meses antes) e comecei a desanimar. Não que esperasse inventar a roda nesta fase, mas queria algo que pudesse adaptar melhor aos nossos gostos e que fosse um pouquinho diferente do que vemos para o primeiro ano. Então deparámo-nos com este post e a partir daqui vimos que queríamos mesmo o tema “little man”, e com inspiração nos ícones hipsters, as coisas ganharam forma. Acrescentei umas pinceladas de aguarela made by me e a coisa estava lançada. Serviu para o convite no facebook, para etiquetas de comida assim como outras pequenas peças espalhadas e ainda umas peças comestíveis (mais sobre isto à frente). Até a roupa do Gonçalo estava pensada para o tema (mas o calor não deixou que usássemos a camisa e o laço).

Um detalhe que quis acrescentar e que foi um pouco o flop, mas vá, numa festa de um bebé com crianças aos pulos é sempre difícil de pedir essa disponibilidade, foi o pequeno livro de dedicatórias. Disponibilizei canetas e carimbos para poderem desenhar e escrever. Poucos foram os que escreveram, mas vou agora dedicar-me a perseguir os que não o fizeram. E sim, no fim, quero escrever eu, quando encontrar a paz e o sossego para o poder fazer com calma. Gostava de repetir todos os anos este passo, ou fazer algo semelhante para que o Gonçalo tenha sempre as palavras e encorajamento da família e amigos. É tão fácil perdermo-nos nas rotinas e nas complicações de todos os dias e sentirmo-nos longe de todos, acho que estes artifícios nos lembram o quanto gostamos das pessoas e elas de nós. Por isso é que gosto tanto de escrever cartas, seja sobre o que for.


Passo três... O que comer
Quanto às comidas, também não inventei grande coisa. Claro que adoraria ter entrado numa onda mais sugar/gluten free mas não havia tempo para grandes invenções. Havia sempre as típicas pipocas, batatas fritas, sandes, espetadas de fruta e salgados. Dediquei-me essencialmente em fazer algumas coisas de raíz e com a ajuda da bimby fiz um salame de dois chocolates, bolo brigadeiro, bolo de anos e limonada. A minha irmã pelo seu turno fez gelatina e cozinhou os folhados de salsicha que tinha preparado e congelado de antemão. E acreditem, isto já foi trabalho suficiente. O que deu um  ar de sua graça e que fiz mesmo muita questão, foi ter impressões personalizadas da imagem da festa em bolachas pela Oficina da Flor. Desde os tempos do Sweet Rebel Bride que andava fisgada para fazer umas bolachinhas personalizadas, e por pouco ia perdendo a oportunidade porque estão em tempo de férias. Mas lá consegui imprimir com antecedência, e colei eu em bolachinhas para não se perder o efeito (usei chocolate branco derretido). Não ficou nada mau e dá sempre aquele toque à mesa, para além de que eram deliciosas.

O bolo

Não há muito a dizer sobre isto. Confesso que adoraria ter tido um bolo alto (teria de fazer duas vezes a receita), mas não tive tempo para mais. Na minha ideia queria um bolo muito simples, com uma decoração simples também (acabei por fazer o cake topper, como podem ver na primeira foto deste post, com bandeirolas a reproduzir a imagem que criei) e uma vela azul que corri tudo para a encontrar, finalmente, na tiger - abençoada!

Queria um bolo relativamente simples e meti na cabeça que teria de ter cobertura de queijo-creme, talvez para poder dar a provar ao Gonçalo sem grandes culpas, se bem que na hora H ele nem quis saber. Encontrei esta receita e devo dizer... nunca fiz um bolo tão bom. Não era muito grande, é certo, mas tendo em conta o lanche, nunca pensei que toda a gente o adorasse tanto a pontos de desaparecer por completo. Eu só comi umas duas garfadas, em breve terei de o fazer de novo para o devorar conveniente.
Ainda consegui que toda a "loiça" descartável usada no bolo fosse amiga do ambiente , assim como usei apenas palhinhas de papel (não havia budget para mais, mas damos passinhos pequenos e já não está tudo perdido), tudo do Jumbo. Vejam este post da Helena, foi lá que descobri.

Fazer o bolo, enfeitá-lo com a decoração feita por mim e ainda poder fazer desse momento um momeno sustentável, foi uma das sensações mais incríveis nesta experiência toda. Estava tão parecido com a minha imaginação, e saber que toda a gente adorou... Enfim, não sei explicar.

Escrevo-vos este post completamente de rastos, numa segunda-feira quase sem dormir, mas muito feliz de ver as ideias materializadas, de ver o meu filho a crescer sob o olhar de todos os que nos são queridos,e de perceber que eu consigo fazer tudo a que me proponho, que ainda consigo concretizar, se calhar com mais gana do que antes.  
Eu ainda sou eu, e também sou mãe.
Há um ano.
Caraças!

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Por aqui...

Não, ainda não pari. Tanto quanto sei, o pequeno continua encantado com o T0 que é o meu útero e não tem grande vontade de conhecer o mundo cá fora. Ando longe e distante porque nos dias que correm as sinapses já não funcionam como antigamente. Não sei se é do calor, se é de ter esta barriga de melancia a desequilibrar o meu centro de gravidade, a verdade é que mal durmo, mal mantenho um raciocínio e a vontade de fazer seja o que for que não implique preparar a casa e a chegada do miúdo parece-me demasiado cansativo (nesta altura já são tarefas automáticas, por isso, é quase como um passeio no parque...).
Não que não me interesse por outras coisas e outros afazeres, mas realmente sinto que neste momento não dá, e mais do que nunca, há que respeitar a vontade do corpo e dar-lhe alguma tranquilidade nesta fase. Nem me tem apetecido postar no instagram...

Mas não significa que não ande razoavelmente activa, apenas cansada demais para ter uma vida social mais intensa (perdão a todos os que tenho deixado pendurados nestes dias), para grandes deslocações ou até conversas mais profundas sem desatar a bocejar ou a deixar a mente vaguear.

Os meus esforços concentram-se essencialmente em escrever, ler e descansar/ver tv nestes dias (vou tentar esquecer que andei o fim-de-semana todo a ver o Botched no canal E!), e tentar retomar a prática do yoga pré-natal que descobri no Youtube e gosto bastante.

Queria com este post apenas dizer uma ou duas coisinhas...

- A Susannah Conway (ainda preciso de a apresentar?) lançou um Mid-year check para complementar o Unravel the year. Sendo fã deste processo e este ano ando super certinha com isto, estou a adorar escrever, especialmente porque a primeira metade do ano foi muito baseada na minha gravidez e em muitas aprendizagens que tenho feito a nível de vida familiar e estar a fazer um balanço parece-me uma boa antecipação para a próxima fase em que serei mãe e sabe-se lá o que me vai passar pela cabeça entretanto... Quem quiser, é so seguir o link e agarrar.

- Comecei a ver o This is us mas ainda não me apeteceu chorar baba e ranho. Deve ser lá mais para a frente, não? 

- Tenho feito algumas aguarelas com a minha enteada e devo dizer que é das tarefas mais deliciosas dos dias que correm. Passar por este processo com uma criança é super divertido. Ambas evoluímos e divertimo-nos e estreitamos cada vez mais a nossa relação. Mostrarei algumas coisas em breve.

- Estou a ler o livro desta moça e estou a adorar cada parágrafo. Apetece-me oferecê-lo a toda a gente e ainda só vou a meio.

- Não sei se é do nesting ou o raio que o parta, mas mais do que nunca ando numa loucura de voyeurismo imobiliário e passo a vida a perder-me em revistas e sites de decoração e a ver o Property Brothers e a imaginar como seria viver aqui ou ali, ou que obras faria, ou que casas compraria. Quero muito um jardim, mas infelizmente agora não dá. Alguém sabe como é que se desliga isto?

- Começo a ter uma ansiedade crescente em conhecer o meu filho e começar finalmente a usar as coisas que andam preparadas há séculos. Parece que ando a encenar um espetáculo há semanas e nunca mais chega a data de estreia. Ando mais atenta que nunca aos sinais do meu corpo mas sempre que posso, durmo, descanso, dou-me uma folga. O calor ajuda à letargia.

- Por fim, e numa nota muito maricas e pessoal, ando encantada com a dose de amor, carinho e generosidade dos meus amigos e conhecidos para comigo e com o pequeno. Tenho recebido um apoio maravilhoso, prendas deliciosas, e juro que não sei o que fiz para merecer esta generosidade tão grande de tantas frentes. Sou uma sortuda do caraças.

Tentarei voltar assim que ganhe ânimo ou vontade ou me apeteça dizer disparates ou coisas úteis (o que vier primeiro). 
Boa semana meus amigos!

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Anne, com E

O Netflix veio para tornar a minha vida melhor, não tenho dúvidas.
Se há dias em que odeio a forma como o sistema tem falhas, bloqueia, não mostra a lista completa de filmes e séries, tem todo um outro lado que me entusiasma, em particular, esta coisa de dar voz e espaço a produções novas e diversificadas. (trouxe o Gilmore girls de volta e só por isso tem o meu amor incondicional).

E a Anne with an E, uma nova abordagem ao clássico "Ana dos cabelos ruivos", que foi SÓ o desenho animado que mais me tocou em criança tinha tudo para e encher as medidas, e quando li o primeiro livro da saga há uns anos, foi um dos poucos livros que me fez chorar, mas admito... Não sabia muito bem o que esperar dali. 
Haviam algumas coisas garantidas, a paixão pela vida, o entusiasmo, os delírios e sonhos de olhos abertos da pequena Anne que adoraria chamar-se Cordelia e vestir vestidos de mangas tufadas, que se perde na leitura e na fantasia e entusiasma-se com as pequenas coisas e faz as perguntas mais inusitadas.


Mas o que poderia realmente mais uma série acrescentar àquilo que já conhecemos desta adorável miúda?
Aparentemente, bastante, fiquei agradavelmente surpreendida com a perspectiva fresca, muito feminina - e feminista - com que contam a história.
Começa logo no primeiro episódio, quando a Anne, sabendo que os irmãos que a adoptaram queriam um rapaz para ajudar na quinta e a querem devolver ao orfanato,  dispara que pode fazer o trabalho ela, que é rija e forte e pode fazer o que qualquer rapaz faz também. 
E depois vão surgindo subtilezas aqui e ali. Os preconceitos da pequena sociedade fechada para com a miúda órfã, o desespero juvenil das mudanças do corpo, da adolescência numa época em que esta fase era vivida em segredo, os pensamentos progressistas e a luta pela afirmação, pela igualdade feminina, e inclusive... uma menção muito óbvia à homosexualidade, cuidadosa e desprovida de preconceitos, porque a Anne é mesmo assim - há uma série de detalhes que não existam antes mas que foram insinuados com tanto cuidado e tão bem incorporados na história que não destoam com a história fantasista e alegre daquela miúda cheia de imaginação. 


Devorei a série em 3 tempos, foi uma viagem ao passado, a piscar o olho ao futuro. Se também cresceram com as aventuras da Anne, vejam esta série, não se vão arrepender. A pequena actriz principal, Amybeth McNulty, é a personificação perfeita da personagem, e aquele genérico inicial está absolutamente delicioso,o verdadeiro eye candy. Faltará muito para a próxima temporada? Estou rendida.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Eu apenas, grávida


Como tinha dito por aqui, queria muito tirar fotos "descomplicadas" da minha barriga, e combinei desde o início com a Ana Luísa. Conheço-a há alguns anos, adoro o trabalho dela, confio nela e sei que me iria sentir mais tranquila com ela por detrás da câmara. Não tenho jeitinho nenhum para que me tirem as fotos, e confesso, no início, estava super atrapalhada (e vendo as fotos todas na sequência certa, vê-se bem a evolução do meu estado de espírito e conforto ao longo da sessão), no entanto, do início ao fim não continha um sorriso e uma alegria enorme por fazer este processo com a Lu, ainda mais onde foi.

Encontrámo-nos no LX Factory a semana passada, decidimos que uma sessão num ambiente urbano seria interessante e diferente do cliché dos jardins e da luz filtrada pelas folhas. Este sítio guarda imensas memórias nossas do início da nossa amizade, quando fazíamos as caminhadas ali pela zona, ou eu ia lanchar com ela ao cowork quando ela por lá trabalhava, por isso tinha tudo para nos inspirar a ambas. 

A Lu preveniu-me para não levar demasiados adereços, ao que eu respondi que não tinha interesse nenhum em trazer coisas da criança para a sessão. Não gosto desses artifícios. Na verdade, fui apenas eu, o meu vestido cor-de-rosa e nem me lembrei de trazer sequer uns brincos. Mas acho que isso funcionou a meu favor.  Apesar de me sentir já muito pesada e inchada nesta fase final, sinto-me bastante bem sendo apenas eu, e acho que há fotos que transmitem mesmo isso, eu apenas, grávida. Como ando no dia-a-dia, como me sinto confortável nos dias que correm.

E aconteceu magia. Percorremos todas as fachadas que nos lembrámos, encaixei-me nos grafittis e nos pormenores arquitectónicos, ela procurou a luz e os ângulos mais interessantes. E aquilo que começou por ser uma sessão de maternidade no meio da cidade ganhou contornos artísticos e uma liberdade inexplicável. Ela já nem precisava de puxar por mim, sugeria um recanto, um ângulo e lá estava eu. 

A Lu estava feliz de experimentar coisas diferentes e ambas estávamos mais uma vez, a transbordar de inspiração e alegria com o que tínhamos em mãos. Já não acontecia há algum tempo, e foi bom. 

Há fotos absolutamente espantosas, e eu por vezes ainda me comovo com algumas e com todas as recordações que estão implícitas em cada momento. Há realmente algo poderoso quando fazemos algo de criativo com alguém que nos é chegado, e senti que houve uma energia tão boa e uma sintonia grande naquelas horas. 
Repetiria o processo se pudesse. E ela ainda não voltou para Londres e já tenho saudades imensas desta miúda. Faz muita falta a Lisboa, a Lu. Mas agora o percurso dela é este e não deixo de estar absolutamente orgulhosa e feliz de a ver percorrê-lo com tanta gana e graça. 

Não tenho palavras para agradecer o que ela fez por mim, não só nesta sessão, mas ao longo da nossa história juntas, mas aqui fica o post com toda a minha tosca gratidão. 














(todas as fotos são da incrivelmente talentosa Luísa Starling)

quarta-feira, 12 de abril de 2017

My greatest music crush...


Ouvia o Mama’s Gun da Erykah Badu a caminho da faculdade com 19, 20 anos. Inicialmente, a musicalidade e as passagens entre músicas eram o que mais me atraía. Lembro-me que ouvia como um agradável ruído de fundo que me embalava o caminho e me fazia sentir inevitavelmente cool e na vanguarda dos gostos musicais semi alternativos do R&B e Soul. Claro que foi a minha amiga Sara quem me emprestou o álbum pela primeira vez, ela deu-me sempre a conhecer coisas fantásticas e sempre teve um gosto impecável.

Lembro-me perfeitamente da primeira vez que percebi que estava a reter as músicas quando dei por mim na fila do bar da faculdade a cantar o “kiss me on my neck” e percebi que precisava de ir para o carro e procurar a música em questão e ouvi-la com outra atenção. Nessa altura o álbum rolava inteiro sem preferências por uma outra faixa e nem sequer retinha os nomes das músicas. A partir daí comecei a prestar mais atenção. Lia as letras, retinha mensagens, identificava-me. Ouvia-o uma e outra vez e enraizou-se em mim

Naquela altura, solteira e descomprometida, sentia que aquela música dizia tudo sobre quem quer procurar o amor e a cumplicidade. Ainda hoje, ao adormecer com a respiração do meu amor no meu pescoço penso sempre na letra “…and kiss me on my neck, and breathe on my neck…” e sinto que as coisas estão bem.

Este álbum fala-me directamente ao meu íntimo, parece que foi feito para mim e em muitos aspectos definiu-me os meus primeiros anos como adulta e acompanhou-me desde sempre. Foi de lá que, apesar de estar mal escrito, retirei o meu nickname que me acompanha nos blogs desde 2005… “when incense burns, smoke unfurls, analogue girl in a digital world”. Esta frase ainda hoje resume muito de quem sou. 

A Erykah conhece-me melhor que eu própria. 

Este álbum envelheceu muito bem, continua com uma sonoridade impecável, algumas das músicas já são clássicos, outras parecem-me ainda mais brilhantes do que antes. Adoro como este álbum me acompanha há tanto tempo e ainda assim me faz sentir que me ensina algo. É tão raro isto. 

Quando me sinto mais distante, desligada, perdida, ouvi-lo do início ao fim é um regresso a mim mesma, é encontrar equilíbrio novamente. Todo ele vibra em mim. “Oh baby… we need to smile…

Sinto-me uma sortuda por ter esta relação com o álbum, por muito parvo que isto soe. Alguém tem também um amor incontornável por um álbum como eu? Ou é só de mim e eu sou estranha?

sábado, 4 de março de 2017

Morning walk

Não sou das pessoas de passar a vida na rua, gosto da minha casa, do meu canto, e as minhas manhãs de fim-de-semana são passadas na preguiça, mas hoje precisei de calçar os ténis e fazer-me à estrada, pôr quilómetros atrás de mim. Viver perto da praia é o meu maior privilégio, de vez em quando tiro estes momentos de mim para mim, sozinha com os pensamentos e consigo fazer o reboot ao cérebro. 

E foi tudo que precisava. Inclusive molhei os pés na água gelada. Vi cães a brincar uns com os outros, surfistas a prepararem-se para ir para o mar, o dia a começar preguiçoso, e depois mais e mais pessoas a chegar e eu já estava pronta para partir. Um começo calmo e inesperado para um fim-de-semana prolongado.
Não resisti a tirar algumas fotos com o telemóvel e partilhá-las convosco.
Que seja um fim-de-semana calmo e que o sol continue a brilhar inesperadamente. 








quinta-feira, 2 de março de 2017

5 razões que fazem do tio Patinhas um dos meus heróis

Março é para mim um mês de gastos. É o mês com mais aniversários na família, e daqueles a quem tenho mesmo de dar presentes. Este ano não é excepção, especialmente se ainda somarmos às loucuras do costume as consultas e ecografias e ainda uma despesa fofinha de obras no prédio. Isto de ser adulto e gerir as complicações monetárias não é fácil. 

Mas eu sempre fui uma rapariga dada às poupanças e no meio do caos que por vezes se instala, arranjo sempre espaço para guardar algum dinheiro, gerir gastos, e planos B para tudo. Não é por acaso que o tio Patinhas sempre foi um dos meus heróis e exemplos a seguir em muitas coisas. E é sobre ele que quero falar, porque ainda hoje gosto de assumir que o tio Patinhas é um dos meus heróis de infância, e que se mantém até ao presente. Há muito que queria escrever um post sobre o assunto, e finalmente cheguei lá.





Pondo de parte as minhas divagações infantis, em que acreditava que iria conseguir mergulhar no dinheiro como ele se guardasse moedas suficientes para encher, vá, uma banheira, eu acho mesmo que o velho sovina é um exemplo a seguir. 

Para além das dicas de poupança (como usar a mesma saqueta de chá várias vezes, não levar a carteira para alguém pagar por nós, etc. :D), há uma série de outras preciosas lições que podemos aprender com ele. 


(desenhos do fantástico Carl Barks, o "pai" do tio Patinhas, que obviamente venero e a quem estou eternamente grata pela criação de uma das personagens mais amadas de sempre da Disney)

1- Nunca é tarde demais para perseguir tesouros - ou sonhos. Se há coisa que o tio Patinhas me ensina é que não há idade fixa para se viver uma aventura, procurar um tesouro enterrado, aprender mais. Mantém-se sempre curioso e interessado e disposto a arriscar, e isso inclusive parece trazer-lhe mais genica e energia. É algo que devemos ter em conta em tudo na nossa vida.

2- Defende o que é seu com unhas e dentes - Não interessa se está a proteger a caixa-forte de um ataque dos metralhas com o canhão a postos, o tiozinho nunca de distrai do que é importante para si e não deixa as suas conquistas em mãos alheias. 

3- Dá valor às pequenas coisas - Guarda a primeira moeda que ganhou como um tesouro, um símbolo do seu passado sofrido, para que nunca se esqueça de onde veio e o caminho que percorreu. Não que as suas origens humildes estejam presentes em todas as suas acções (na verdade, houve episódios de fraqueza em que se achava acima dos outros, mas ainda gosto mais dele por isso), no entanto acaba por dar a mão à palmatória e a relembrar as coisas verdadeiramente importantes da vida.

4- Admite que estava errado - Perdi a conta às histórias do tio Patinhas em que deixa a ganância falar mais alto para perceber que no fim o que realmente valoriza na vida são os prazeres mais simples. Especialmente nas histórias da Vovó Donalda, que consegue sempre vergá-lo em nome da razão e perdoa o pato arrependido como uma verdadeira avó.

5- Conquistou a sua fortuna por si próprio - Há lá coisa mais valiosa do que subir a próprio custo, sem ajudas, sem heranças, com os recursos que se cria? E acima de tudo, com honestidade. É uma das facetas mais admiráveis do tio Patinhas, e foi sempre um valor pelo que me guio ainda nos dias de hoje. Não que vá enriquecer nos tempos mais próximos, mas sempre me fez acreditar que o esforço compensa, e que chegamos aos nossos objectivos se não tivermos medo de experimentar, de inovar, de explorar novas soluções. E de nos mantermos honestos, com os outros e especialmente, para connosco próprios.

Digam lá se já tinham pensado nisto antes? 

quarta-feira, 1 de março de 2017

A menina quer


Não quero que o blog se torne uma montra de coisas relacionadas com a maternidade e bebés (até porque na verdade... não penso muito nisso ainda), mas recebi a newsletter da Zara Home a semana passada e... opá, eu derreto-me com isto. Levava já tudo para casa, não interessa se é menino ou menina.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

LaLa Love


Ontem fui ver o La La Land. Tinha de ver com os meus olhos a causa de tanto hype e perceber porque é que um filme musical e supostamente levezinho é um candidato tão forte aos óscares. Não que tenham de ser só dramas pesadões os considerados, mas há que dizer que isto não acontece todos os anos.
Claro que baixei as expectativas. Recordo-me bem da decepção que o Shakespeare in Love me causou há uns anos atrás, mas como sou menina para adorar musicais (como eu gostava que o mundo parasse por momentos para dançar e cantar comigo em momentos-chave da minha existência, não era lindo a vida ser parecida com um musical?), e a crítica recebe-o tão bem, achei que não ia desiludir e ser pelo menos um bom momento de entretenimento em família. 

E adorei. Adorei ser agradavelmente surpreendida. Adorei ter adorado este filme.

Sem querer entrar demasiado em detalhes nem spoilers, o que mais me tocou no filme não foi a história de amor em si, mas sim o quanto esta aparentemente história simples consegue falar ao mais íntimo de cada um. É acima de tudo uma história de sonhos, da luta para os concretizar, das tareias que a vida dá, da resiliência e da desistência, dos obstáculos e dos desvios. E nesta fase da minha vida, há que dizer que é um tema muito querido e muito reflectido por mim. É sempre bom ver uma história que, ainda que romantizada, consegue reflectir uma perspectiva tão realista acerca dos sonhos e como nós os vemos.

Depois há toda uma série de elementos que tornam este filme inesquecível, adoro os elementos “mágicos” a piscar o olho a produções ao melhor estilo da antiga Hollywood, a riqueza visual, as cores, o guarda-roupa, a banda sonora, a encenação dos momentos de música e dança que, não sei explicar como, não são iguais aos “verdadeiros” filmes musicais. E é curioso como o filme conquista o estranho paradoxo de, no meio de encenações verdadeiramente Hollywoodescas de canto e dança, não ser exagerado nem irrealista. Ou talvez seja só eu a ver isto.

Adoro o facto de ser uma história que se passa em Los Angeles (tão facilmente temos filmes com aspirantes a actrizes e a músicos em Nova Iorque, achei extremamente refrescante a escolha desta cidade), e claro, last but not least…os fantásticos actores que dão vida à trama. Ryan Gosling cada vez mais dispensa apresentações acerca da qualidade do seu trabalho, e a Emma Stone, que começou em comédias mais loucas, cada vez mais dá cartas como uma das actrizes mais credíveis que já vi (admito, tenho um girl crush, para além de que adoro o cabelo dela). E, repensando o discurso da Meryl Streep nos Globos de Ouro, há de facto algo fantástico nesta maquinaria e nisto de se ser actor. Aquela gente faz tanta coisa tão diversificada, canta, dança, multiplica cenários e personagens… Vivem experiências fantásticas, inspiram e são inspiradores. E dá para perceber que se entregaram com paixão ao papel e isso é algo que dá gosto ver. 

Hoje dou por mim a flutuar naquele mundo de sonho e aspirações, de inocência e a sua perda… Não consigo tirar o filme da cabeça.

Se puderem vejam, tirem as vossas conclusões. Gostando ou não do género, acho que não perdem nada por ver, nem que seja pelas referências à velha Hollywood. Eu certamente vou rever e vou encher os ouvidos com aquelas músicas sempre que puder

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Choosing a word


Já faço este workbook da Susannah Conway há alguns anos, mas acho que só desta vez é que me deixei mesmo absorver pelo processo. Já tenho visto em vários blogs aqui e ali esta coisa de se escolher uma palavra para nos apoiar ao longo do ano, para nos guiar e focar nas nossas intenções, para ser um ponto de partida para os nossos objectivos e conquistas. Aparentemente é uma tendência que está a crescer e tenho de confessar, parece-me muito mais interessante do que listar resoluções.
Com uma palavra definimos aquilo que queremos que seja o nosso ano. E os desafios, objectivos, projectos ou ideias que surjam estarão relacionados com ela. É no fundo, um compromisso connosco próprios e a nossa evolução pessoal, respeitando o lugar onde estamos e para onde queremos ir.

Por causa de 2016 ter sido tão agressivo em mim, e sendo que o burnout foi o que mais me marcou, percebi que o ano que ficou para trás foi um ano de pausa, de ficar o mais quieta que podia, para poder absorver as mudanças que tinham vindo a acontecer desde 2015, de modo a aceitar que a minha vida mudou, que eu mudei.
A parte mais complicada foi aceitar que a indiferença e desmotivação que senti perante tudo era parte do meu caminho, e tive de me ouvir e confiar que quando fosse a altura certa, eu iria ter forças e vontade e motivação novamente. É engraçado olhar agora para trás e verificar que passei por tantas atribulações, decepções, perdas, e perceber que isto faz parte, e que me levou a novos caminhos. Felizmente 2016 terminou numa nota muito positiva, que me traz expectativas boas para 2017.
Perante este cenário e depois de percorrer páginas de exercícios e reflexões (o bem que me fez escrever), percebi que estava pronta a dar os próximos passos, voltar a ser criativa e entusiasmada com as coisas. A minha palavra teria de ser algo que me trouxesse de volta a mim, mas sempre com a noção de que eu mudei. Algo que respeitasse quem eu me tornei, ao mesmo tempo que me desse o empurrão para contrariar a inércia e começar a movimentar-me novamente.

Por isso a minha escolha deste ano foi uma palavra, em inglês, visto que o correspondente em português não tem a mesma carga, que é: BECOMING. Sinto que reúne todas estas especificidades e me dá um bom feeling para o avançar das coisas. Vou empenhar-me e fazer reflexões mensais sobre a minha relação com a minha palavra, e levar esta intenção pelo ano fora. Já tenho um board no Pinterest para continuar a pensar activamente na minha palavra e como me pode motivar. 

No final de 2017 quero poder olhar para trás e traçar o meu percurso com um resultado positivo e com a sensação que construí uma parte importante de mim. 

E agora vocês… Alguém desse lado já experimentou escolher uma palavra para o ano? Faz-vos sentido ou acham isto um bocado pateta? Se escolheram, sintam-se à vontade para partilhar comigo, adoraria saber mais…

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Fugir à realidade... só um bocadinho

Não há dia em que passe sem pensar que queria escrever mais por aqui. Mas como vos disse já, ando demasiado ocupada, demasiado desinspirada, demasiado a precisar de férias. Férias até da minha própria cabeça, pois que para ajudar à festa, hoje, depois de muitas buscas, realizei que posso ter deitado um cheque-prenda para o lixo. Pois... São daquelas coisas que só eu faço. Mas adiante. Decidi que não me vou martirizar nem lamentar. Se por acaso não o perdi, encontro-o em breve. Se não, paciência, não me fez particular falta até agora e posso viver sem ele. Com muita pena, mas nada que não se supere.

De resto, com mais ou menos stresse, mais ou menos horas de sono dormidas, vou levando os dias o melhor possível, e começo a ver a balança a voltar a pender para o optimismo. O Benfica ser tricampeão é daquelas coisas que melhora muitíssimo a disposição, mas não é só. 
Ajuda-me andar a ler (e reler) livros que me fazem abstrair da realidade, ajuda que eu deixe a imaginação correr por si só, sem procurar objectivos (isto será assunto para outro post), ajuda ver coisas como esta... Um estúdio fotográfico do século XIX em miniatura, feito pelo artista Ali Alamedy
Hoje cruzei-me com esta maravilha e não consigo tirar os olhos das fotos. Se há uns tempos vos falava de cortes em papel, o que dizer sobre a paciência necessária para recriar um cenário destes? Dá vontade de saltar lá para dentro e conhecer cada detalhe.








Segunda-feira é mesmo o melhor dia para uma evasão à realidade. 

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

It's out there

Sempre fui aquela miúda estranha. A geek, com um sentido de humor meio esquisito, que suscitava vergonha alheia e vivia com o nariz enfiado nos livros. Soube durante muito tempo o que é ser carta fora do baralho, e recordo-me da sensação estranha que foi, no 9º ano perceber que fui a única a ir para artes. E essa decisão foi o primeiro passo que alguma vez dei em direcção à liberdade e afirmação de quem sou. Essa decisão salvou-me a vida, deu-me força para perseguir o que quero e gosto (e pensar que estive tão perto de escolher letras).
Passados tantos anos, já dei vários passos, não sem a sua dose de tropeções, e apesar de ter criado o meu espaço, ainda me sinto, orgulhosamente, a carta fora do baralho.
E aqui, no meu novo projecto que hoje diz olá ao mundo pela primeira vez, e muito bem acompanhada por 4 meninas fenomenais sei que tenho algo a dizer, e que a minha voz faz sentido em algo tão bonito e fora do comum. Não, não somos um site de casamentos, somos 5 miúdas a abrir os braços a todos os casais que querem que o seu dia seja uma opção sua, não uma festa espartilhada em tradições. A criar e dar espaço para que quem quer fazer algo diferente não se deixe levar pelas críticas alheias. Para que a sua voz seja ouvida, sem preconceitos. Um espaço para a arte, para as decisões em nome-próprio, para as cartas fora do baralho viverem o dia mais feliz da sua vida. Clichés à parte.
Venham visitar-nos, gostem-nos, inspirem-se. Vai merecer a pena a viagem.

Nada me preparava para o que ia acontecer hoje depois de postar este texto no facebook. Uma semana mal dormida desde domingo, muito trabalho, nervos, entusiasmo e dedos cruzados. Na terça-feira apontávamos os últimos detalhes e eu preparava febrilmente imagens teaser para o facebook. Hoje de manhã, pelas 9h, cheias de entusiasmo, eu es outras 4 meninas mudámos as fotos de perfil, tiradas pela maravilhosa Marta. Esta foto, com este texto, abriu as portas para algo que eu não esperava: uma onda de carinho sem precedentes, um chover de comentários e boa energia como nunca tinha experimentado. 

Sentia a circulação a pulsar em cada canto do corpo, toda eu formigava. Foram 3 meses de trabalho de bastidores, de reuniões loucas, de risota e de partilha de mil ideias. Foram 3 meses de preparação para que hoje pudéssemos dizer olá ao mundo.
E assim nasceu o Sweet Rebel Bride, no meio de amor, euforia e tanta agitação digital, tanta partilha. Pessoas com quem não falava há anos felicitaram-me, partilharam, foram lá e deixaram-me tão feliz. Foi algo sem precedentes.
Mas não podia de deixar vir aqui, deixar as palavras que ainda não consegui deixar no facebook. Estou de coração cheio. Não há como agradecer cada palavra de apoio e carinho que deixaram, não há como explicar a emoção que senti. Foi uma experiência maravilhosa, e em dias tristes ou quando a motivação falhar, hei-de relembrar como foi este dia e tudo vai ficar bem. Só por isto valeu a pena. E sabe-se lá o que vem daí...
Foi mesmo um dia em cheio. 



Uma coisa maravilhosa neste projecto? Há sempre um lado nosso, meu e das outras meninas, que faz sentido. Há espaço para todas, para as nossas especificidades, para as nossas personalidades. E acredito que temos algo de muito bom em mãos, e com o tempo, há-de abrir espaço para muita gente criativa e com vontade de fazer coisas diferentes. 
Acompanhem-nos nesta nova aventura, acredito que vai ser memorável. 

Espreitem-nos por aqui:

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

5 blogs internacionais para seguir

Ultimamente tenho dado por mim a pesquisar pela net fora feita louca. Esta coisa de participar num projecto novo (está quase quase cá fora, na devida altura conto tudo) e de ter algumas limitações no acesso à net no local de trabalho obrigaram-me a ser mais inventiva nas minhas buscas quando tenho tempos mortos. Aos poucos sigo sites mais especializados e trato cada vez mais o Behance e o LinkedIn por tu. E de tempos a tempos dou por mim a descobrir alguns blogs internacionais que de outra forma não me passariam pelos olhos e merecem a pena ser destacados e fazer parte da minha lista de visitas diárias.

Design is Yay


A blogger com o nome mais engraçado com que alguma vez me deparei, Wita Puspita (sim, parece que é mesmo o nome dela). Esta designer chinesa, que passou pelas Filipinas e mora na Austrália tem um dos blogs mais criativos e easy-going que me lembro de ver. Quando o descobri, fiz algo que não fazia há uns bons 5 ou 6 anos, fui ler os arquivos do blog desde o início… É uma bomba de inspiração e boa energia e está recheado de freebies. Merece a pena espreitar.


Oh so beautiful Paper



Blog de lifestyle cheio de projectos DIY com muito bom gosto, fotos maravilhosas e é uma óptima fonte de inspiração por si só. Parece-me ter um foco especial em estacionário, mas o que me inspira acima de tudo neste blog são mesmo os cocktails… 

The crafted life


Aposto que já muita gente conhece este, e o nome não me era estranho, mas pela primeira vez dediquei-me a olhá-lo com mais atenção e fiquei rendida. Acho que ando fascinada com estes blogs simples e coloridos. E ao olhar para isto ando cada vez com mais vontade de voltar a fazer alguns DIY’s… 

Lark & Linen


Blog de design de interiores e lifestyle. Há algum tempo que não encontrava nada de novo que me enchesse o olho nesta área. Adoro o look simples e depurado e está repleto de fotos bonitas e de inspiração bem catita. Check it out! 

Lisa Glanz


Encontrei esta artista no Behance por acaso e adorei. Tenho pena de não actualizar o blog com frequência, mas é uma bela fonte de informação e inspiração. E graças a ela já comecei a pesquisar novos métodos de trabalho que me serão úteis em tantas outras coisas.

Ficaram curiosos com algum?  

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

O maravilhoso mundo do recorte de papel

Há alguns anos que reparo no crescimento de artistas e ilustradores que não só ainda preferem os métodos analógicos (my kind of people), como ainda nos conduzem a todo um mundo de possibilidades apenas e somente por saberem manipular como ninguém o material mais básico e mais simples: o papel.

Os primeiros trabalhos deste género que vi foram os da Britney Lee, cujo trabalho comecei a seguir febrilmente desde aí, não só pelos recortes, mas porque ela trabalha para a Disney, o que faz dela uma super-heroína (e foi só esta menina que pesquisou e trabalhou no aspecto visual do Frozen- ah!).


(Não é maravilhoso?)

Mas com o passar do tempo descobri por aí mais alguns que me chamam a atenção e ainda não decidi se me dão uma vontade louca de experimentar brincar mais com papel ou se me fazem não querer experimentar de todo porque alguns destes trabalhos são geniais...
Espreitem lá...
















E é isto. E ficaria indefinidamente a mostrar-vos mais e mais imagens lindas e inspiradoras. Espero que gostem.