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domingo, 5 de maio de 2013

Home is our mother's heart


Meti na cabeça que precisava de fazer uma ilustração. Precisava de algo com significado, com uma finalidade. E disse-o à minha coach, este era o meu próximo projecto, precisava de construir algo desde o início.
Então escolhi este dia. Como uma homenagem, uma lembrança da minha mãe. 
E por onde começar? Queria que o dia da mãe fosse o dia da minha mãe, daquilo que sinto e que é só meu, as minhas recordações dela. Então lembrei-me de que ela era o meu porto seguro, a minha casa, onde eu era criança e aprendi a crescer. Cuidava de mim, de que eu estivesse sempre bem vestida e alimentada, ajudava-me a aprender e a superar os momentos difíceis, ajudava a curar-me as feridas (as superficiais e aquelas do coração), que me ouvia com paciência infinita, mesmo quando o assunto não lhe interessava. E a porta do coração dela está sempre aberta para mim.
A morte dela fez-me adulta. E não voltei a morar naquela casa, apesar de continuar a sentir-me segura. A força do amor dela perdura dentro de mim. E hoje é o dia dela. Da minha mãe.

I had the thought that I needed to make an entire illustration. I needed something with significance. And so I told my coach this would be my next project, something I would create from the begining. So I chose this day. Like an homage, a reminder of my mother.
But where to start? I wanted this mother's day would be my mother's day, of my feelings towards her, and my memories of her. Then I remembered how she was my safe spot, my home, where I could be a child, learning to grow. My mother would take care of me, dress me, feed me, helping me learn and supporting me in difficult times, helped to cure my wounds (the superficial ones, and those of the heart), listened to me with infinite patience, even if she didn't care about the issue. And the door to her heart is always open to me.
Her death made me a grown woman. And I never lived in that home again, although I still feel safe. The strength of her love lives on within me. And today is her day. My mother's.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Surpresas e mimos


A minha querida Merenwen, que conheci através do meu blog, está de partida. Está a arrumar as últimas caixas e vai partir na aventura de trabalhar fora de Portugal. Logo agora que nos vamos conhecendo melhor e estreitando esta jovem amizade. Enfim, a vida não é fácil nem linear, mas tenho a certeza que o contacto vai sendo mantido, e ainda a hei-de visitar em breve. Ela vai expectante de que encontrará melhores condições e mais motivação para encontrar algo mais da vida, porque tal como eu, ela é daquelas que procura algo mais, que dê sentido à vida. E ontem, tinha uma encomenda para lhe entregar e combinamos um almoço de pseudo-despedida. E ela ofereceu-me uma pequena prenda para me lembrar dela (como se me fosse esquecer dela!), um bloco de marcadores de livros com ilustrações da Rebecca Dautremer. É lindo. É irresistível. E nem tenho coragem de o desmantelar e usar os marcadores, já ganhou lugar de destaque na minha prateleira com a minha colecção de livros infantis (junto a livros da própria Rebecca, do Oliver Jeffers, da Carla Nazareth, do Charley Harper...). Obrigada minha querida! Uma boa viagem e tudo de maravilhoso nesta nova etapa é o que te desejo. :)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Rabiscando


Hoje encontrei um vídeo delicioso, com umas dicas bem excelentes para soltar o traço e descomplicar o desenho. Às vezes custa tanto começar, uma pessoa detém-se no drama da folha em branco, do que quer fazer, por onde iniciar o desenho, qual a perspectiva, queremos mais detalhado ou menos, rabiscamos mais? menos?. Enfim, há todo um drama em perceber onde começar, o que fazer. Desenhar tem de ser aquele hábito diário. Eu bem que ando a preencher o caderno do desenho por dia, mas sei que preciso de mais treino, mais técnica, mais experiências. Há dias em que me apetece fazer algo elaborado, outros em que não apetece fazer quase nada, uns dias uso lápis, outro canetas de feltro, outros esferográfica... não há método e ainda bem, mas preciso de mais. Preciso de uma folha branca à minha espera, preciso de perder o medo de riscar. E de arriscar em coisas diferentes, menos convencionais.
E é mesmo nessa premissa que este vídeo se baseia.
Confesso que cheguei hoje a casa com uma dor de cabeça estonteante, mas não resisti a testar a brincadeira tão simples deste vídeo da Carla Sonheim. Adorei, tenho de a repetir com mais frequência. E adorei o trabalho dela, podem seguir no blog. Sinto que me abriu os horizontes, estou maravilhada.
Agora, abaixo seguem algumas das minhas experiências, fotografadas com luz manhosa e iphone, não estranhem a qualidade. Acho que como a autora, fiquei com a pancada dos elefantes. Dá um gozo enorme fazê-los.


 Elefantes (testei vários, muitos deles ficaram quase iguais, mas isto com treino vai lá)

 Cães (nem com esta liberdade de traço consigo fazer um cão decente)

Tartarugas

E para terminar, um pequeno caracol! :)

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Desejos de fim-de-semana

(desenho de Brittney Lee, amo o trabalho dela)
Agora que sou uma adulta (acho), uma das minhas fantasias de fim-de-semana passa muito por comprar os jornais e revistas e ir tomar o pequeno-almoço num sítio, tranquilo num sábado de manhã, num daqueles momentos de cumplicidade, silêncio e calma antes de dar andamento às tarefas dos dias, que tantas vezes prometem ser calmos mas depois sabemos que há coisas a fazer, sítios onde ir, pessoas a visitar... E agora a revisitar o blog da Brittney Lee, esta imagem remeteu-me para essa pequena fantasia e apeteceu-me estar ali. Não é um ambiente fantástico?

domingo, 27 de janeiro de 2013

Valentine's Fun


Falou-se muito do dia dos namorados pelo gmail na passada sexta, e o meu desenho do dia foi inspirado nessa conversa (mais pormenores em breve). Não consigo deixar de fazer mil pormenores no meu desenho, mil riscos e rabiscos. Acho que nunca terei um estilo limpinho e polido, já o usei algumas vezes (por exemplo, há uns anos atrás num trabalho para a faculdade, que me valeu uma boa nota e rasgados elogios da professora de desenho - um dia mostro), mas que nunca senti que fosse realmente algo de que me orgulhasse muito ou que sentisse que me representava. No geral faço sempre esta sujidade toda quando desenho, mas faz-me sentir que é o meu estilo, a minha maneira de criar, sempre com um toque incompleto, riscado. Às vezes exagerado e pode estragar o desenho. Mas gosto deles assim, ou vou aprendendo a gostar (há ilustradores e artistas que adorava aproximar o meu estilo, mas isso nem sempre é possível, e por muito que possa copiar para aprender técnicas e novos estilos, o meu objectivo é ter algo meu). Este surgiu o mais naturalmente possível e o resultado foi este, um coração com espinhos, e uma óbvia influência do "pincushion heart" do conto/poema do Tim Burton "Pincushion Queen".