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sexta-feira, 23 de junho de 2017

Eu apenas, grávida


Como tinha dito por aqui, queria muito tirar fotos "descomplicadas" da minha barriga, e combinei desde o início com a Ana Luísa. Conheço-a há alguns anos, adoro o trabalho dela, confio nela e sei que me iria sentir mais tranquila com ela por detrás da câmara. Não tenho jeitinho nenhum para que me tirem as fotos, e confesso, no início, estava super atrapalhada (e vendo as fotos todas na sequência certa, vê-se bem a evolução do meu estado de espírito e conforto ao longo da sessão), no entanto, do início ao fim não continha um sorriso e uma alegria enorme por fazer este processo com a Lu, ainda mais onde foi.

Encontrámo-nos no LX Factory a semana passada, decidimos que uma sessão num ambiente urbano seria interessante e diferente do cliché dos jardins e da luz filtrada pelas folhas. Este sítio guarda imensas memórias nossas do início da nossa amizade, quando fazíamos as caminhadas ali pela zona, ou eu ia lanchar com ela ao cowork quando ela por lá trabalhava, por isso tinha tudo para nos inspirar a ambas. 

A Lu preveniu-me para não levar demasiados adereços, ao que eu respondi que não tinha interesse nenhum em trazer coisas da criança para a sessão. Não gosto desses artifícios. Na verdade, fui apenas eu, o meu vestido cor-de-rosa e nem me lembrei de trazer sequer uns brincos. Mas acho que isso funcionou a meu favor.  Apesar de me sentir já muito pesada e inchada nesta fase final, sinto-me bastante bem sendo apenas eu, e acho que há fotos que transmitem mesmo isso, eu apenas, grávida. Como ando no dia-a-dia, como me sinto confortável nos dias que correm.

E aconteceu magia. Percorremos todas as fachadas que nos lembrámos, encaixei-me nos grafittis e nos pormenores arquitectónicos, ela procurou a luz e os ângulos mais interessantes. E aquilo que começou por ser uma sessão de maternidade no meio da cidade ganhou contornos artísticos e uma liberdade inexplicável. Ela já nem precisava de puxar por mim, sugeria um recanto, um ângulo e lá estava eu. 

A Lu estava feliz de experimentar coisas diferentes e ambas estávamos mais uma vez, a transbordar de inspiração e alegria com o que tínhamos em mãos. Já não acontecia há algum tempo, e foi bom. 

Há fotos absolutamente espantosas, e eu por vezes ainda me comovo com algumas e com todas as recordações que estão implícitas em cada momento. Há realmente algo poderoso quando fazemos algo de criativo com alguém que nos é chegado, e senti que houve uma energia tão boa e uma sintonia grande naquelas horas. 
Repetiria o processo se pudesse. E ela ainda não voltou para Londres e já tenho saudades imensas desta miúda. Faz muita falta a Lisboa, a Lu. Mas agora o percurso dela é este e não deixo de estar absolutamente orgulhosa e feliz de a ver percorrê-lo com tanta gana e graça. 

Não tenho palavras para agradecer o que ela fez por mim, não só nesta sessão, mas ao longo da nossa história juntas, mas aqui fica o post com toda a minha tosca gratidão. 














(todas as fotos são da incrivelmente talentosa Luísa Starling)

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Fugir à realidade... só um bocadinho

Não há dia em que passe sem pensar que queria escrever mais por aqui. Mas como vos disse já, ando demasiado ocupada, demasiado desinspirada, demasiado a precisar de férias. Férias até da minha própria cabeça, pois que para ajudar à festa, hoje, depois de muitas buscas, realizei que posso ter deitado um cheque-prenda para o lixo. Pois... São daquelas coisas que só eu faço. Mas adiante. Decidi que não me vou martirizar nem lamentar. Se por acaso não o perdi, encontro-o em breve. Se não, paciência, não me fez particular falta até agora e posso viver sem ele. Com muita pena, mas nada que não se supere.

De resto, com mais ou menos stresse, mais ou menos horas de sono dormidas, vou levando os dias o melhor possível, e começo a ver a balança a voltar a pender para o optimismo. O Benfica ser tricampeão é daquelas coisas que melhora muitíssimo a disposição, mas não é só. 
Ajuda-me andar a ler (e reler) livros que me fazem abstrair da realidade, ajuda que eu deixe a imaginação correr por si só, sem procurar objectivos (isto será assunto para outro post), ajuda ver coisas como esta... Um estúdio fotográfico do século XIX em miniatura, feito pelo artista Ali Alamedy
Hoje cruzei-me com esta maravilha e não consigo tirar os olhos das fotos. Se há uns tempos vos falava de cortes em papel, o que dizer sobre a paciência necessária para recriar um cenário destes? Dá vontade de saltar lá para dentro e conhecer cada detalhe.








Segunda-feira é mesmo o melhor dia para uma evasão à realidade. 

terça-feira, 3 de novembro de 2015

BD Amadora

Já não ia há anos ao Festival de BD da Amadora. Este domingo tive a oportunidade de lá voltar e descobri saudades que não sabia que tinha.
Este festival é-me sempre bastante querido, no meu primeiro emprego fizémos alguns trabalhos para eles e havia sempre algum entusiasmo quando chegava a altura de começar o trabalho (e claro...bilhetes grátis), e eu adoro Banda Desenhada, apesar de saber que não sou grande conhecedora, o meio fascina-me e sempre que consigo ir ao Festival, aprendo tantas coisas novas... 

É uma fonte de inspiração fantástica a tantos níveis, a forma como decoram e dividem o espaço é maravilhosa, saio de lá sempre com boas referências de ilustradores e autores a seguir e onde me inspirar (para mim, o trabalho da Vera Tavares encheu-me o olho, fiquei absolutamente fã da estética dela e do trabalho que já desenvolveu. Vou ficar muito mais atenta daqui para a frente), e têm sempre boas inciativas que desenvolvem e exploram, como os concursos locais de banda desenhada, grupos de desenho, etc.. 

Chego a casa com mil ideias e mil vontades, inspirada por tudo o que vi, e o meu lado consumista enche-se de pena de não ter deixado parte do meu ordenado na pequena feira do livro que têm por lá (mas com muitos mais livros na wishlist da wook entretanto). Aproveitem e espreitem também, até dia 8, garanto que vale a pena.







Peço desculpa pela fraca qualidade das fotos, foram tiradas no telemóvel, por vezes a correr, pelo que nem tirei referências decentes dos projectos (e as dos trabalhos da Vera Tavares estão todos desfocados...bolas...), mas espero que seja o suficiente para vos suscitar a curiosidade.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Welcome to the jungle


Eu prometi, eu cumpro. Demorei alguns dias a fazer umas fotos decentes do escritório/quarto de arrumações/depósito de papéis, mas cá estão elas. Agora que olho com atenção, vejo que não aparenta estar tão desarrumado como realmente está, o que é bom. Tinha uma foto altamente comprometedora do topo da secretária, parcialmente coberta de materiais diversos, post-its, papéis por arquivar, cabos do monitor, molduras cobertas de plástico, revistas, coroas de papel, o computador... Não vos mostro porque à última hora acobardei-me.

Ainda ando a fazer um levantamento do que preciso para fazer uma mudança em grande aqui. Mas as ideias já chovem e quantas mais ideias tenho, mais olho para a minha carteira com pena e mais difícil fica perceber para onde me virar.



No entanto, tenho já aqui à mão uma ideia breve dos primeiros passos a dar:

1- Furar e arquivar papéis. Não custa nada, tenho um furador, tenho os dossiers à mão, tem ar de ser coisa rápida (uma confissão descarada, nunca sei onde tenho quais papéis e nunca tenho paciência para andar a procurar, daí atrasar-me tanto com isto. É parvo, eu sei)

2- Livrar-me do ecrã de computador. Nunca o uso, já houve fases em que nem sequer se liga, não tenho o adaptador para o computador, não sei porque me agarro a ele. Está na hora de me livrar dele de uma vez por todas.

3- Organizar as tralhas da secretária, tenho novos copos de vidro para transformar em copos de canetas/pincéis/etc., tenho algures um tabuleiro para papéis que tenho de desenterrar (provavelmente está na arrecadação do meu pai), e tenho de inventar um suporte para algumas coisas pequenitas, como clips e post-its, e essas pequenas coisas.

4- Deitar fora o que não interessa, e criar prioridades de arrumação de alguns materiais. Dou comigo a ter tanta coisa espalhada e não uso nem metade, a ideia seria colocar o excedente na arrecadação (toda uma nova história de arrumações), e ter por perto apenas o essencial. Este móvel branco parece mais ou menos arrumado, mas metade do que o preenche não faz ali nada. 

5- Módulo de gavetas, sim ou não? Por um lado dá muito jeito, por outro, é mais fácil acumular tralha. Ainda não decidi. 

6- Arranjar uma cadeira de uma vez por todas em vez do banco da cozinha

7- O armário, feio que só ele, vou ter de arranjar uma solução para aquela lateral castanha e sem piada. Na verdade já tenho uma ideia, mas ainda não a quero revelar... 

8- Mais arte, mais inspiração pendurada nas pareces. Comprei uma revista Flow nas férias que trazia boas ilustrações como bónus e que terei toda a vontade e prazer de emoldurar e pendurar por aí. Não sou a única a achar as paredes um pouco nuas, pois não? Especialmente acima da secretária, que tédio...



Quero acreditar que com um pouco de paciência a coisa dá-se. Infelizmente o tempo e vontade de me mexer não abundam por estas bandas nestes dias (acho que se nota pelo abandono do blog), mas acredito que passo a passo chego lá. Já tenho alguns planos, e há dias em que acordo a pensar em mais soluções para me orientar novamente neste espaço e fazer dele um lugar onde quero estar e criar novamente coisas bonitas. Tenho uma lista de compras e vou pensando onde quero encaixar o quê. Só falta passar à acção.
Wish me luck!

terça-feira, 23 de junho de 2015

Meanwhile, on my sketchbooks...








Alguns mais recentes que outros, alguns ainda são experiências sem vontade e sem grande técnica, no geral, dão-me um gozo enorme. Aqui vai o que ando a fazer de vez em quando, quando posso. :)

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Ano novo, casa nova - Inspiração parte III

Quem via o Coupling saberá certamente que há um discurso épico do Steve sobre a utilidade das almofadas no sofá que ainda hoje me faz rir descontroladamente. Quem não sabe do que estou a falar espreite aqui. Se todos os homens têm esta opinião, eu gostaria de saber, por isso se quiserem confessar-se como haters de almofadas estejam à vontade, a caixa de comentários é vossa. 
Como mulher, sou assumidamente fã e um dos meus planos de decoração é cobrir o meu sofá de almofadas e dormir longas sestas num pequeno forte. Sim, o meu objectivo é mesmo esse. Ainda tenho algumas antigas, mas cansei-me das capas e acho que as cores não se adaptam de todo ao look. Já comprei esta no ikea, que faz um contraste bestial com o meu sofá cinzento (e tem ali o amarelinho a piscar o olho às minhas cadeiras da sala, mas quero mais, muito mais! E estas são as minhas maiores inspirações...

(Imagem via)

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(imagem via)


 (imagem via)


(imagem via)

Eu sei que esta última já a tinha publicado antes, mas continua a ser uma das minhas soluções preferidas uma vez que possui todas as coisas que gosto, cores variadas, padrões simples e a preto e branco, materiais diferentes, tudo aquilo que eu pretendo incluir na minha futura decoração. Agora resta saber se vou comprando capas e almofadas novas ou se me atrevo a lançar-me à costura novamente e faço algumas eu... Atrever-me-ei?

segunda-feira, 26 de maio de 2014

O que é uma pagela?

Pois, até há um mês e pouco, eu não sabia. 
Ao que parece é uma pequena folha com orações ou uma imagem sagrada, e é tradição que os miúdos, ao fazerem a primeira comunhão as troquem entre si. Nem eu nem a minha irmã tínhamos tido nada disto no nosso tempo, mas o meu primo ia ter e eu fui convidada pela minha tia a pensar em algo diferente do que já existia. Isto era um senhor desafio. 
Imagens religiosas?
Uma tradição antiga em que eu teria de remexer e repensar?

Claro que disse que sim, estava intrigada com o desafio, mas confesso que estava preocupada com o seguimento que daria à coisa.

O que poderia eu fazer?


Os exemplos que a minha tia me arranjou eram demasiado pesados, com ilustrações desactualizadas e feias, nada apropriado a uma criança de 9 anos (nem a algo que eu gostasse de experimentar, confesso). 

Uma delas pareceu-me mais interessante, tinha formato de um marcador de livros, e tinha a oração do anjo da guarda com um desenho que parecia ter feito por uma criança. E de facto, a oração mais simples e bonita é mesmo esta. Comecei a fazer alguns esboços, brinquei com tipografia manuscrita e reciclei algumas das ideias dos exemplos que tinha, trocámos ideias, e o anjo da guarda acabou por ganhar. Especialmente porque a minha ilustração era personalizada, e incluía uma pequena versão do meu primo com os óculos e claro, camisolas às riscas, que começam a ser um hábito nos meus personagens. E ficou assim, também um marcador de livro.

Eles adoraram, eu também fiquei contente com as cores e os resultados (se bem que alterava alguns detalhes) e tive óptimas reacções, não só da família, mas de outros pais e professores, e talvez coisas novas nasçam destes contactos. 

Foi uma experiência diferente e adivinhava-se difícil ao início, mas com isto percebi que conseguimos superar as aparentes dificuldades e encontrar soluções criativas para praticamente tudo... :)



Que vos parece? Desafio superado?

quarta-feira, 19 de março de 2014

Dia do pai


Tenho de admitir, sempre fui a menina da mamã e não do papá. Não é uma questão de preferência, mas sim de feitios. Eu sempre combinei mais com a minha mãe, o meu pai com a minha irmã. Não sei bem porquê, temos ambas muita coisa dos dois, mas calhou assim. E sempre aceitámos bem tudo isto. Até que comecei a pensar o que queria dizer neste dia que não envolvesse falar também da minha mãe. Sim, perdê-la foi um golpe demasiado duro para todos, e para ele foi especialmente custoso após vários meses a cuidar dela e a viver o cancro dela intensamente. Mas acho que não era sobre isso que queria falar neste dia. Queria lembrar algo nosso, meu e dele, o que foi difícil, não que não tenha boas recordações, mas normalmente essas envolvem mais pessoas da família. Até que me recordei de uma coisa que era mesmo só nossa: ler as Lições do Tonecas na cama. O meu pai nunca gostou de ler, e para ser sincera, não tenho sequer grandes recordações de outros a ler para mim (ler sempre foi um processo muito íntimo e sempre gostei de o fazer no sossego da minha solidão), mas não sei porquê, um dia ele encenou uma das lições do Tonecas antes de eu ir dormir e quando dei por mim, era uma tradição nossa. O meu pai tinha jeito para este livro, fazia a voz mais cómica do menino Tonecas e ríamos os dois até nos doer a barriga. E é um momento só nosso que quis captar e recordar para sempre. Que isto de ser menina da mamã não me impede de também ser (uma das) menina(s) do meu pai.
Feliz dia a todos os pais!

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Good stuff on a sunday night

Hoje estou por aqui, a explicar o processo criativo da minha ilustração para o GiggleSutra. Espreitem! :)

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Painting on fabric... the results!


A N. é a minha amiga mais próxima desde que nos conhecemos. Desde que vive no Norte, há uns 6 ou 7 anos(?) que não nos vemos com tanta frequência, mas podemos passar meses sem trocar uma palavra que nunca perdemos a cumplicidade e o carinho uma pela outra. Ela conhece-me melhor do que ninguém e eu conheço-a melhor do que ninguém. Sabemos sempre o que dizer para fazer a outra sentir-se bem num momento mau e continuamos a rir-nos das mesmas parvoíces e a confiar a vida nas mãos da outra. Há pouco tempo quando a fui visitar a Trás-os-Montes fizemos as contas e percebemos que nos conhecemos há mais de 25 anos. É uma amizade que já faz parte de mim, de quem eu sou. 
Isto tudo para dizer que a N., com uma fé nas minhas capacidades que nem eu tenho, fez-me um pedido especial. Ela foi mãe há pouco mais de um mês, o meu lindo sobrinho A., e pediu-me para reproduzir aqueles passarinhos de aguarela nuns cortinados para o quarto dele. E é uma honra gigantesca. Estou rodeada de amigas a serem mães e posso imaginar (porque serei assim quando for a minha vez) no gozo de poder escolher e tratar das coisas para o quarto de um filho. E ela tem esta confiança em mim, para pintar o cortinado, que vai ter um enorme destaque no quarto. Não imaginam a minha alegria. 
O trabalho demorou um pouco mais do que o esperado até termos reunido todo o material necessário. E aos poucos comecei a trabalhar. Isto foi um desafio daqueles, nunca pintei em tecido antes e tinta de tecido não é exactamente aguarela, e o tecido absorvia loucamente a tinta e esborratava, mas acho que o aspecto tosco resultou bem. Fico tão feliz com todo este processo, por saber que gostaram, estou mesmo um pouco comovida enquanto escrevo este post, e espero que o A. goste de crescer com estes novos amigos. E aqui estão, antes de os preparar para a viagem para casa. 



quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Dia de S. Valentim

(image via Design Love Fest)

Todos os anos morro de vontade de fazer um projecto handmade para o dia dos namorados e acabo por ficar apeada. Este ano já comecei a ter "vontade" mas ainda não foi aquela coisa de me atirar desenfreadamente à criatividade. Mas já pululam pelos blogs da especialidade ideias particularmente deliciosas. Ainda não consigo definir o que quero fazer (espero que no fim-de-semana a coisa se dê), mas adoraria repetir este projecto que encontrei no Design Love Fest. É maravilhoso e parece muito simples e rápido. Vejam mais aqui.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

It's out there!


A Giggles já começou a mostrar as ilustrações que vão figurar no GiggleSutra. A minha já cá está! Estou tão feliz e honrada de fazer parte deste grupo talentoso. Espreitem mais e saibam tudo aqui.